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As Estratégias de Zeus

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As Estratégias de Zeus

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Gary Hart

Editora: Nova Cultural

Assunto: Romance

Traduzido por: Ymali Salem Chammas

Páginas: 320

Ano de edição: 1988

Peso: 230 g

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Bom
Marcio Mafra
10/02/2008 às 16:55
Brasília - DF

Embora o estilo adotado em As Estratégias de Zeus, seja bastante semelhante a Morris West, Harold Robbins, Tom Clancy e outros menos votados, onde tudo gira em torno do patriotismo e falso moralismo americano, o livro não é dos piores. É preciso que o leitor tire do contexto a maravilhosa liberdade da democracia americana,que se contrapõe aos malefícios do regime comunista, dos abomináveis camaradas russos, inimigos da moralidade, comedores de criancinhas que querem explodir o mundo com suas mortíferas armas, só não o fazendo, em virtude da espetacular inteligência, agilidade mental, e correção absoluta dos americanos. Ufa! O mundo vive dias de turbulência e pânico, em virtude da dramática ruptura , em Genebra, das conversações entre americanos e soviéticos sobre limitação das armas nucleares. Os linhas-duras das duas superpotências fazem de tudo para sabotar a "détente" e provocar um confronto armado de conseqüências inimagináveis. Frank Connaughton, um dos negociadores americanos, e a linda intérprete soviética, Ekaterina Davydova, arriscam a vida e a lealdade às suas pátrias para, juntos, tentar salvar a humanidade do apocalipse. Ufa! O texto é da contra capa. No original, não é muito diferente!


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma história de negociação, terror, força e turbulências diplomáticas contada por um ex-candidato à Presidência dos EUA, sobre a negociação de controle e diminuição dos mísseis "cruise" e os respectivos testes nucleares.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Zhdanov parecia uma violenta tempestade de raios a ponto de explodir. Estava quieto, com a expressão ameaçadora e os olhos fuzilando. Malenkov, chamado às pressas para o gabinete da suprema autoridade do Kremlin, achou melhor evitar o comportamento informal que caracterizara a visita feita à sua casa de campo. O vice diretor da KGB tomou o assento indicado pelo gesto autoritário de Zhdanov e esperou até que a sinistra figura, mais parecida com uma pintura de El Greco sobre a ira de Deus, se recompusesse. Malenkov só esperava não ser ele o objeto da fúria do homem. - Acabei de sair de uma reunião do Politburo - disse Zhdanov em tom baixo, a voz contida. - Temos problemas para resolver, malditos problemas. O primeiro-ministro foi logrado por aquele covarde de Zoshchenko para nos trair. É um desastre para a União Soviética! Malenkov ainda esperava, sem saber o suficiente nem mesmo para concordar. - A Estrela Vermelha - prosseguiu Zhdanov - e tudo o que ela representa, corre sério risco de ser prejudicada. Acabo de ver anos do meu trabalho, anos, Malenkov!, irem por água abaixo. Chegamos tão perto, tão perto de terminar com duas décadas dessa détente idiota e fazer o que deveríamos ter feito o tempo todo: forçar os Estados Unidos a recuarem. O que aconteceu? Nós estamos, mais uma vez, recuando. Maldição! - Zhdanov praguejou ao dirigir-se para a janela. - E você sabe que desculpa eles usaram, Malenkov? Isto é o pior de tudo - disse ele com a voz amarga. - Os militares temem a provocação. Não estão prontos para lutar em terra na Europa. Têm medo de que as nações do Pacto de Varsóvia não nos apóiem, que possam ocorrer as tão temidas rebeliões na Polônia ou na Tchecoslováquia. Temem que tudo se transforme em ataques nucleares com muita rapidez. Temem perder suas lindas casas nos bosques. -O dedo longo de Zhdanov apontava para Malenkov, que encolheu-se na cadeira e pensou que veria o velho fanático chorar de raiva e frustração. O simples fato de presenciar essa cena faria de Malenkov um homem morto. Mas Zhdanov continuou: - Se eles pensam que vou desistir, estão cometendo um grande erro. Vamos até o fundo disso, Malenkov, eu e você; vamos descobrir quem está por trás e rapidamente. Eu lhe disse há três semanas para se inteirar dos acontecimentos em Genebra e você não me deu nenhum retorno. Agora eu quero resultados! - Zhdanov ameaçava como uma serpente. - Quero saber o que está acontecendo lá e quero essa informação logo! Malenkov finalmente aproveitou a brecha: - O que têm os eventos de Genebra a ver com a sua reunião de hoje? Qual é a ligação? A última notícia que tive de Metrinko não apontava nenhum progresso nas negociações. E isso estava num telegrama que recebi dele ontem. - Bem, então o jovem Metrinko não deve estar à altura do cargo. Com certeza não tem o nível do meu velho amigo, seu falecido tio. Do contrário, saberia que está havendo subversão em Genebra. E você, Malenkov, é que vai me dizer quem está subvertendo quem. Se for preciso, vá você mesmo até lá para descobrir ordenou Zhdanov enfiando o dedo no peito do segundo homem mais poderoso da KGB. - Qual é o vínculo disso tudo em Genebra, Vladimir? - Malenko quase implorou. - Foi Zoshchenko quem disse, seu grande idiota! Ele se pôs diante do Politburo e mudou a política soviética, talvez a História soviética, alegando que recebeu informações dos malditos americanos,de que eles estavam dispostos a eliminar alguns míseros mísseis Cruise se nós reduzirmos drasticamente as nossas mais importantes defesas, nossa força âe ICBMs, nossos SS-18 e SS-19. Chocado, Malenkov reagiu com indignação: - Como é que podemos ter uma fonte dentro do governo americano, com esse tipo de informação sem que eu... nós... saibamos nada a respeito? - Porque, como eu lhe digo há anos, Malenkov, você tem idiotas, só idiotas, na KGB. É melhor vesti-los com uniformes e colocá-los na rua como guardas de trânsito. Será que me entende? São todos idiotas! - Zhdanov ficou imóvel, ofegante, tentando controlar o ódio. - Vou desvendar esse caso para você sem o menor esforço, Malenkov. Até mesmo o seu protegido, Metrinko, seria capaz de descobrir isso. Tenho certeza de que Zoshchenko nos deu a pista, sem querer. Ao apresentar os motivos da proposta de Kamenev para trocar os ICBMs por mísseis Cruise, ele disse que uma fonte, americana, identificável, havia surgido. Mas não falou quem era o contato na nossa delegação, tampouco foi pressionado para revelar esse fato, a não ser por mim. Kamenev apoiou a sua decisão de não identificar a fonte nem o nosso contato até que houvesse necessidade. Malenkov aprumou-se na cadeira à espera de alguma pista, por menor que fosse. - Mas Zoshchenko - prosseguiu Zhdanov - a certa altura, respondendo a uma pergunta sobre os motivos dos americanos, disse que ela não sabia. Ela, Malenkov, ela. Entendeu? Quem mais poderia ser senão aquela intérprete?


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não há nada para registro historico deste livro


 

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