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Os Sofrimentos do Jovem Werther

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Os Sofrimentos do Jovem Werther

Livro Ótimo - 1 opinião

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Autor: Goethe

Editora: Martin Claret

Assunto: Romance

Traduzido por: Pietro Nassetti

Páginas: 128

Ano de edição: 2006

Peso: 110 g

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Ótimo
Marcio Mafra
01/06/2007 às 14:55
Brasília - DF

É difícil comentar Os Sofrimentos do Jovem Werther, exatamente por ser um livro de referência, uma obra festejada em toda a Europa, e de resto no mundo inteiro. A história é aparentemente simples, porque não passa de uma história de amor, numa versão recheada de fantasias, sentimentalismo, exotismo, mistério, solidão, e conflitos interiores, que terminam por levar o personagem à morte. O estilo da narrativa, através de cartas endereçadas a um seu amigo, foi muito apreciado naquela época. Daí, também, o seu grande mistério, pois consta que à época muitos e muitos jovens, que passaram por histórias análogas, foram levados ao suicídio por influência do romance de Gothe. Hoje seria considerado uma história banal, de triângulo amoroso, utilizado em qualquer folhetim da literatura de cordel. Werther conhece Lotte, por quem fica perdidamente apaixonado. Embora noiva de Albert, Lotte também gosta de Werther. Mais tarde, ao conhecer o noivo dela, Werther tenta se afastar, quando aceita trabalhar num emprego governamental, distante do local onde se encontra a amada. Mesmo assim, não resiste à saudade, se demite do emprego e volta a viver perto de Lotte, que já estava casada com Albert. Isso tudo permeado de muito pessimismo, muita depressão, muito exagero, como nos dramas gregos. A história de Werther retrata a absurda influência da educação cristã, que persiste até os dias de hoje, e transformou um ato de simples paixão, na falsa ética, da perfeição do espírito. A leitura flui.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Werther, que se apaixonou por Lotte, que também amava Albert..

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A razão por que eu não lhe tenho escrito? E é você que me pergunta, você que se inclui entre os sábios? Pode bem adivinhar que sou feliz, e mesmo... Em duas palavras, conheci alguém que tocou o meu coração. Eu... eu não sei o que diga... Não é fácil contar-lhe, metodicamente, as circunstâncias que me fizeram conhecer a mais adorável das criaturas. Sinto-me contente, feliz; serei, portanto, um mau narrador. É um anjo!... Bolas! Já sei que todos dizem isso da sua amada, não é verdade? Entretanto, é-me impossível dizer a você o quanto ela é perfeita, nem por que é tão perfeita. Só isto basta: ela tomou conta de todo o meu ser. Tanta naturalidade aliada a tão alto espírito de justiça! Tanta bondade aliada a tamanha firmeza! Uma alma tão serena e tão cheia de vida e energia! Tudo quanto acabo de dizer não passa de pobres abstrações que não dão a menor idéia da sua individualidade. De outra vez... Não; de outra vez, não; é agora que eu quero contar a você tudo quanto acaba de acontecer. Se não contar agora, não contarei nunca mais. Porque, aqui entre nós, três vezes depois que comecei a escrever, estive a pique de descansar a pena, mandar arrear o cavalo e ir vê-la. Entretanto, eu havia jurado a mim mesmo que não iria lá hoje, mas a cada momento vejo-me à janela olhando a que altura ainda está o sol... Não pude resistir, tive de ir vê-la e eis-me de volta, Wilhelm. Devoro o meu pão com manteiga e escrevo ao mesmo tempo... Que maravilha para a minha alma tê-la visto em meio da algazarra das crianças, seus oito irmãos! Se continuo a escrever assim, tanto faz a você começar pelo começo como pelo fim. Ouça-me, então! Esforçar-me-ei para dar-lhe todos os pormenores. Escrevi-lhe a tempos, contando o meu conhecimento com o comendador S..., o que me convidou a fazer-lhe uma visita, o mais cedo possível, em seu retiro, ou melhor, no seu reino. Descuidei-me dessa promessa e talvez lá não teria ido nunca, se o acaso não me tivesse revelado o tesouro que se esconde naquela solidão. Os jovens daqui organizaram um baile no campo. Aceitei o convite que me foi feito, oferecendo-me como cavalheiro a uma jovem da vila, boa e bonita, mas insignificante quanto ao mais. Combinou-se que eu arranjasse um carro para levar à festa a minha dama e uma prima sua, e, de passagem, apanhássemos Carlota S... — O senhor vai conhecer uma linda criatura — disse a minha companheira, quando nos dirigíamos, através do bosque imenso e bem cuidado, para o pavilhão de caça. E a prima acrescentou: — Não vá apaixonar-se. — Por quê? — respondi. — Porque ela já está prometida a um belo rapaz. Ele está de viagem, a fim de regularizar os seus negócios, pois acaba de perder o pai. E também para arranjar um bom emprego. Tudo isso deixou-me indiferente.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei esse livro numa promoção da Submarino em julho 2006, por se tratar do maior clássico do romantismo alemão, escrito por volta do ano 1770.


 

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