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Histórias Extraordinárias

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Histórias Extraordinárias

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Edgar Allan Poe

Editora: Martin Claret

Assunto: Suspense

Traduzido por: Pietro Nassetti

Páginas: 157

Ano de edição: 2005

Peso: 130 g

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Bom
Marcio Mafra
05/08/2007 às 12:30
Brasília - DF

Alan Poe insere nos seus contos e livros toda uma nuance do espiritismo, com sensações de angústias onde reencarnação e hipnotismo ficam explícitos. Isto sem contar os estados mórbidos, quer humanos, espirituais ou animais, também caracterizam bem os seus textos. Tais recursos literários não podem ser confundidos com o talento narrativo. Terror, horror e morbidez dificilmente podem encantar o leitor, salvo um pequeno nicho de malucos mansos. No conto O Gato Preto, o animal leva o nome de Pluto, e era o bicho de estimação do casal. O final é lúgrube. Ruim. Assim como é ruim o Pêndulo...São ruins todos os 7 contos. Trecho de O Gato Preto "....nossa amizade durou, desse modo, vários anos, durante os quais não só o meu caráter como o meu temperamento - enrubesço ao confessá-lo - sofreram, devido ao demônio da intemperança, uma modificação radical para pior. Tomava-me, dia a dia, mais taciturno, mais irritadiço, mais indiferente aos sentimentos dos outros. Sofria ao empregar linguagem desabrida ao dirigir-me à minha mulher. No fim, cheguei mesmo a tratá-la com violência. Meus animais, certamente, sentiam a mudança operada em meu caráter. Não apenas não lhes dava atenção alguma, como, ainda, os maltratava. Quanto a Pluto, porém, ainda despertava em mim consideração suficiente que me impedia de maltratá-lo, ao passo que não sentia escrúpulo algum em maltratar os coelhos, o macaco e mesmo o cão, quando, por acaso ou afeto, cruzavam em meu caminho. Meu mal, porém, ia tomando conta de mim - que outro mal pode se comparar ao álcool? - e, no fim, até Pluto, que começava agora a envelhecer e, por conseguinte, se tomara um tanto rabugento, até mesmo Pluto começou a sentir os efeitos de meu mau humor....."


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Historias extraordinárias são contos de terror: O gato Preto Manuscrito encontrado numa garrafa Os crimes da Rua Morgue A Carta Roubada O Pescoço e o Pêndulo O Escaravelho de Ouro A Queda da Casa de Usher

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

..."Eu desmaiara; mas, não obstante, não posso dizer que houvesse perdido de todo a consciência. Não procurarei definir, nem descrever sequer, o que dela me restava. Nem tudo, porém, estava perdido. Em meio do mais profundo sono... não! Em meio do delírio... não! Em meio do desfalecimento. . . não! Em meio da morte... não! Nem mesmo na morte tudo está perdido. Do contrário, não haveria imortalidade para o homem. Quando despertamos do mais profundo sono, desfazemos as teias de aranha de algum sonho. E, não obstante, um segundo depois não nos lembramos de haver sonhado, por mais delicada que tenha sido a teia. Na volta a vida, depois do desmaio, há duas fases: o sentimento da existência moral ou espiritual e o da existência física. Parece provável que, se ao chegar à segunda fase tivéssemos de evocar as impressões da primeira, tornaríamos a encontrar todas as lembranças eloqüentes do abismo do outro mundo. E qual é esse abismo? Como, ao menos, poderemos distinguir suas sombras das do túmulo?


  • Histórias Extraordinárias

    Autor: Guilherme Gurgel

    Veículo: Blog em 16/10/2010

    Fonte: www.algumasbobagens.blogspot.com

    "Histórias Extraordinárias” é uma coletânea de contos publicados pelo escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849) entre os anos de 1833 e 1845, considerados clássicos da literatura de horror e policial. O livro é composto por sete histórias não interligadas, representando os dois temas mais abordados pelo autor em suas obras em prosa: * o horror, apresentando personagens invariavelmente doentias, obsessivas, fascinadas pela morte, dominadas por maldições hereditárias, propensas ao crime, oscilando entre a lucidez e a loucura, vivendo numa espécie de transe, como espectros assustadores em um terrível pesadelo; *o pensamento analítico, base dos contos policiais, em que se prima pela lógica e pela dedução intelectual a fim de se desvendar crimes misteriosos. As histórias de Poe sob este tema são consideradas, por muitos, a origem da literatura policial. Apesar das acentuadas diferenças entre os dois grupos supracitados, há pelo menos dois aspectos comuns a quase todos os contos de Poe: a presença do sobrenatural, constantemente se confundindo com delírios; e a subjetividade, pois não há prosa alguma do autor em terceira pessoa, o que faz suas obras muitas vezes parecerem retratos de sua própria conturbada vida. As sete histórias apresentadas nesta coletânea são: *O Gato Preto (1843); *Manuscrito Encontrado em uma Garrafa (1833); *Os Crimes da Rua Morgue (1841); *A Carta Roubada (1845); *O Poço e o Pêndulo (1842); *O Escaravelho de Ouro (1843); *A Queda da Casa de Usher (1839). Em “O Gato Preto”, o personagem principal, que narra a história, começa a sofrer um tipo de perturbação mental devido principalmente ao alcoolismo, que produz uma grande mudança em seu caráter. De um bondoso amante dos animais, gradativamente ele se torna amargo e cruel, concentrando seu ódio em um estranho gato preto chamado Pluto, o qual já fora seu animal de estimação favorito. Num ímpeto de fúria, causada por uma mordida de Pluto a sua mão, o homem arranca um dos olhos do gato e, dias depois, mata-o por enforcamento. A partir de então, ele se vê atormentado pela atrocidade que cometeu, adquirindo um outro gato, semelhante a Pluto, para tentar tirar esse peso da consciência. Mas, após estranhos acontecimentos, que envolvem até um assassinato, o homem tem sua vida destruída por causa desse novo animal. “Manuscrito Encontrado em uma Garrafa” conta a história de um sobrevivente de uma tragédia em alto-mar que, após navegar alguns dias sem rumo num avariado navio, é pego por uma tempestade e acaba se chocando com outro navio, no qual embarca. Logo ele percebe que há algo esquisito nessa outra embarcação, pois os tripulantes, todos de aspecto idoso e sombrio, parecem não notar sua presença. Incessantes tormentas o fazem perceber a aproximação iminente de um naufrágio e da morte. Assim, ele decide fazer um relato sobre tudo o que ocorreu antes do fim. “Os Crimes da Rua Morgue” e “Carta Roubada” são os dois contos em que aparece o personagem mais famoso criado por Poe: o detetive August Dupin, um homem extremamente inteligente que usa seu aguçado poder de dedução para solucionar casos que a polícia francesa considera aparentemente sem solução. Esse personagem serviu de inspiração para a criação do detetive mais conhecido de toda a literatura mundial: Sherlock Holmes, de sir Arthur Conan Doyle. No primeiro conto, Dupin desvenda um misterioso duplo homicídio, enquanto no segundo ele recupera uma importante carta roubada por um ministro que a estava utilizando para fins de chantagem. Em “O Poço e o Pêndulo”, o leitor acompanha o lento sofrimento de um homem preso pela Inquisição, que o tortura física e psicologicamente até levá-lo à loucura. Mas, apesar de não ter esperanças de escapar, ele tenta permanecer vivo até o último segundo. E é recompensado no final por sua perseverança. “O Escaravelho de Ouro” é uma narrativa repleta de enigmas, mostrando a aventura de um homem que, ao encontrar um pergaminho, desvenda o mistério de um tesouro enterrado há tempos por um pirata. Por fim, em “A Queda da Casa de Usher”, um dos clássicos contos de horror de Poe, narra-se os sombrios acontecimentos ocorridos na casa dos irmãos gêmeos Roderick e Madeline Usher. Ambos sofrem de estranhas doenças, fato que dá à casa e a seus moradores um ar de profunda melancolia. O narrador é um velho amigo de Roderick que é convidado a passar algumas semanas hospedado na casa sob o pretexto de atenuar o sofrimento de Usher. Nesse período, lady Madeline supostamente morre e seu corpo é deixado numa cripta que há na propriedade por alguns dias antes do sepultamento, fato esse que esconde um assombroso segredo. Com bastantes descrições e um constante dilema entre loucura e sobrenatural, o conto se mostra um excelente exemplo de terror psicológico, um dos aspectos em que Poe mais se concentrava em suas histórias de horror. Finalizando, “Histórias Extraordinárias” é um livro magnífico, tanto para quem gosta de contos de horror e mistério inteligentes, quanto para quem deseja conhecer um dos mestres nesse estilo literário. Da primeira à última página, Edgar Allan Poe colocou todo o seu pessimismo e espírito macabro que possuía em vida, e que, apesar de às vezes causar calafrios nos leitores, mostra perfeitamente sua genialidade como escritor.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Numa promoção da livraria Submarino, em julho de 2006, comprei este Allan Poe porque ele foi o mestre do horror no mundo contemporâneo.


 

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