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Sabedoria do Nunca

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Sabedoria do Nunca

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Juliano Garcia Pessanha

Editora: Ateliê

Assunto: Ensaio

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 134

Ano de edição: 2006

Peso: 135 g

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Ruim
Marcio Mafra
19/01/2007 às 09:18
Brasília - DF

Sabedoria do Nunca, mais parece coisa da história do Peter Pan, aquele menino que não queria crescer e transitava pela terra do nunca. O Juliano Garcia Pessanha não está muito longe disso. O autor foi muito aplaudido quando se apresentou na Flip onde fez uma exposição inspirada na sua trajetória literária. Comentou seus três livros, Sabedoria do Nunca, Ignorância do Sempre e Certeza do Agora, fazendo alusões à própria infância e à sua obra. O momento Flip colaborou muito para os aplausos. Lá tudo é mágico. Na sua palestra ele disse textualmente:“Minha obra toda é um combate para encontrar o lugar do acolhimento”. Isso é frase para ser aplaudida de pé. Se Sabedoria do Nunca fosse lido pós palestra, quando o clima, o ambiente Parati e o momento Flip se pregam à alma, seria só emoção. Mas, passados seis meses do evento, se abre o livro a leitura é... uma chatice intolerável, embora com apenas 134 paginas. É quase o mesmo estilo, forma e conteúdo do Catatau, do Paulo Leminsk. Do Leminsk sobrou muito poema, alguns memoráveis como o "Leitura, letras, literatura...." Do Pessanha, não sobrou nada. Nem na primeira parte do livro que ele chamou de ficção, onde no relato o personagem é Z. Nem da segunda chamada poemas, e muito menos da terceira e ultima parte, denominada ensaio.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ensaio sobre o nunca e o nada, dividido em três partes: A primeira parte escrita como se fora uma ficção, a segunda como poemas despedaçados e a última como um ensaio literário.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nos trechos abaixo, a ficção e poema. Do ensaio, na terceira parte: nada. ...." Quanto maior o seu desejo de "explodir", de chegar até a altura dos desejos e converter-se num exemplar de ser humano, mais ele se afundava na escuridão invertebrada de uma implosão imemorial. Esse paradoxo infame ia devorando Z rapidamente, a ponto de a moça por quem ele acabara de se apaixonar lhe parecer a sombra de uma figura errando nalgum filme sem legenda. A moça disse que estava de partida, ofereceu-lhe uma lembrança e disse que lhe mandaria um cartão-postal. Mas ela não sabia que mesmo que ela estivesse junto de Z, que ela ficasse grudada nele até o fim, ela estaria simplesmente ali e mais nada. E Z teria de sentir aquela dor diferente por eles dois, teria de sentir a dor por uma coisa que ela desconhece, uma possibilidade que ela nunca viu. Se ela me perguntasse que coisa é essa, eu diria: "É que falta em Z o traço da união, o segredo da aliança, o piparote de entrada no tempo". E ela talvez risse se eu dissesse que Z estava além do juízo final, que ele nem sequer tinha ingressado nos hábitos da história e nas aventuras do calendário. Z podia vê-Ia: ela poderia estar presente, mas faltava exatamente a qualidade da presença, o aroma da duração. Ela estava ali, mas isto era apenas um inexorável a mais, um nada acrescido e infiltrado em outro nada. Assim, quando a moça avisou que estava indo embora para uma "cidade satélite" e não para uma tão distante, Z não pôde responder, pois já tinha perdido o nexo de toda geografia....." ...."Elogio do silêncio" E uma vez que as grandes histórias perderam seu vigor, eu teria que imitar o demiurgo e narrar-me outras que me dessem duração e forjassem os dias onde eu pudesse caber. Se mesmo minhas dores já não estão associadas a nenhum acontecimento, seria preciso que eu lhes reinventasse a trama; mas eu preferi me manter na obscuridade e na distância de qualquer acesso: para que saber as linhas do meu rosto se este "adeus" e este "abandono" podem ser a última transfiguração?


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Juliano Pessanha foi um dos badaladíssimos escritores presentes à Flip de 2006, em Parati. Comprar seu livro era obrigação.


 

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