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Meninas da Noite

Livro Péssimo

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Título: Meninas da Noite Autor: Gilberto Dimenstein Editora: Ática Assunto: Jornalismo Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil Páginas: 161 Ano de edição: 1993 Peso: 290 g
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  • Péssimo Marcio Mafra
    15/10/2006 às 21:36 Brasília - DF

    História chinfrim. Talvez tenha rendido uma excelente reportagem de televisão, com muitos pontos de ibope. Mas, como livro....Ah! Lugar comum, linguagem ruim. Não acrescentou nada. Gilberto Dimenstein, como escritor é um bom jornalista. O resto é marketing.

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  • Meninas da noite é uma reportagem sobre a prostituição de meninas, pelo interior do Brasil.

  • Maria, Socorro, Edvalda e tantas outras meninas que vamos entrevistando nessa viagem reforçam a suspeita de especialistas, suspeita ainda não medida estatisticamente: a faixa etária das meninas que caem na prostituição está baixando. Diminui na mesma proporção em que se propaga o fenômeno dos menores de rua. O sexo vira um bico, utilizado até por meninos. Daí o espanto da experiente Lurdes Barreto, ao tomar conhecimento, na rua Gaspar Viana, em Belém, de uma garota de nove anos que dormia com vários homens por noite. A conseqüência óbvia é a total desinformação sobre problemas de saúde. O Ministério da Previdência Social realizou uma pesquisa em Manaus e constatou que 80 por cento das mulheres não conhecem o próprio corpo, nem sabem como ocorre a gravidez ou como evitá-la. Foram entrevistadas mulheres de dezesseis a quarenta anos. Imagine-se, então, o conhecimento de crianças como Edvalda. Meninas sem peito espalhadas pela cidade à procura de homens são um irretocável símbolo da decadência de Manaus - um lugar que, nos tempos áureos da borracha, era chique, chamado de "Paris Tropical". No meio da selva, construiu-se um requintado teatro capaz de impressionar os visitantes europeus. Companhias de ópera vinham pelo rio Amazonas para encher seu palco e sua platéia de homens vestidos com roupas inglesas. Eram os tempos em que prostitutas francesas desembarcavam no porto, vestidas com roupas coloridas e esfuziantes. As cores dos vestidos faziam os homens da elite esquecerem as índias trajadas com roupas sumárias - índias que lhes serviam como empregadas de dia e amantes à noite. Pelas ruas que percorremos nessa noite não se vê entre aquelas meninas qualquer vestígio de sotaque francês ou sofisticação cultural. São, em sua maioria, filhas de prostitutas, que por sua vez foram filhas de outras prostitutas. A Zona Franca, que desfruta da franquia alfandegária, tornou-se não apenas produtora de aparelhos eletroeletrônicos. Transformou-se num estímulo à venda de corpos. A crise pegou em cheio a Zona Franca de Manaus, concebida pelos militares para ser um pólo de industrialização, decisivo para o desenvolvimento da Amazônia. Ela atraiu milhares de trabalhadores do interior e do Nordeste, mas o desemprego vai jogando a massa humana, em particular as crianças, nas ruas. As meninas prostitutas perambulam pelas esquinas, sem assistência. Nota-se a ausência de instituições especializadas em meninas de rua e prostitutas. Elas são jogadas na mesma vala comum das crianças de rua - algo que eu já havia constatado na fase inicial da minha pesquisa, que teve início em julho de 1991. Uma das exceções está localizada no bairro de São José, na periferia de Manaus. Chama-se Casa da Mamãe Margarida, onde se ministram cursos profissionalizantes e de educação sexual. Conversamos com a irmã Justina Zanato, responsável pela instituição. Ela trabalha para que as meninas evitem a trilha apontada pela sociedade, quase um legado de família. Luta, por exemplo, para que as irmãs Andressa de dez anos e Adriana de nove não sigam o mesmo caminho da mãe, Maria Sousa de Lima das Graças. Em setembro de 1990, a mãe dessas meninas procurou a irmã Justina e comunicou-lhe que iria para um garimpo situado nas proximidades do município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. "Gostaria que a senhora cuidasse das minhas filhas", pediu a mãe.

  • Marcio Mafra
    18/01/2013 às 19:17 Brasília - DF

    Marcos Oliveira trouxe esse livro de sua casa em setembro de 2006.

 

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