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Os Versos Satânicos

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Os Versos Satânicos

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Autor: Salman Rushdie

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Misael H Dirsan

Páginas: 522

Ano de edição: 2006

Peso: 795 g

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Bom
Marcio Mafra
06/04/2007 às 20:09
Brasília - DF

À despeito da mídia, Versos Satânicos é uma boa história, embora o tradutor pudesse ter sido melhor escolhido. A histriônica condenação do aiatolá Khomeini catapultou o livro para o primeiro lugar de incontáveis listagens de best seller em livrarias do mundo todo. O livro foi considerado uma blasfêmia contra o islanismo e, também, contra todos os mulçumanos. A recompensa, em dinheiro, oferecida por uma entidade ligada ao governo iraniano, para quem matasse Rushdie, ainda foi reforçada com o oferecimento de mais centenas de iranianos que se dispunham vender um dos seus rins, para financiar a execução do escritor. Quase dez anos depois, em 1998, o caso foi encerrado pelo Presidente do Irã, que fez do assunto uma jogada política para obter algum apoio da Inglaterra, nos negócios de interesse do Irã. Quando o caso foi encerrado, o livro já tinha crescido e extrapolado as suas paginas. O estilo adotado por Rushdie, o bom, velho e muito usado realismo fantástico, ultrapassou a si mesmo, levando analistas, críticos, editores, religiosos, jornalistas e professores a falarem pelos cotovelos, atribuindo ao livro e ao autor coisas, apologias e nuances que - absolutamente - o romance, nem o autor possuem. Houve quem dissesse que o livro não é um romance destinado a contar uma historia, cujos personagens são islâmicos, como poderiam ser católicos, budistas ou ortodoxos. Chegaram ao exagero de enxergar maneiras subjetivas que comprovam a frustração do autor com o islanismo. O romance é escrito na forma de realismo fantástico e mistura fatos, lendas, ficções, política, histórias e vida mundana. Rushdie, de uma inteligência incontestável, é muito bem humorado e faz da ironia uma arma sutil, para se movimentar no meio literário. Quando os personagens de uma história - fictícia ou não - são muçulmanos, e se forem muçulmanos ortodoxos, nem Alá deixaria de ridiculariza-los, tantas são as bobagens que eles praticam, em nome da religião. Aliás, ultimamente coisas bem análogas têm acontecido no cristianismo, aqui do mundo ocidental. Existem também comparações de trechos do livro com trechos do alcorão. Pura bobagem e puro exagero. O romance é apenas bom. O autor, este sim, é excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Gibreel e Saladim, que caem do céu, depois que terroristas explodem o avião em que estavam viajando. Eles caem sobre a Inglaterra. Após caírem, Saladim, se faz de diabo e Gibreel de anjo.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Embora fosse evidente que ele próprio o tinha esculpido. Era um modelo detalhado, completo, com a cachoeira de gelo e o passo Hillary, que constitui o último grande obstáculo a caminho do pico, e a rota que tinham tomado até o topo estava gravada fundo na madeira. Quando Gibreel virou-o de cabeça para baixo, encontrou uma mensagem, rabiscada na base num inglês sofrível. Para Ali Bibi. Nós teve sorte. Não tenta de novo. O que Allie não contou a Gibreel foi que a proibição do sherpa a assustou, e estava convencida de que se tornasse a pisar na montanha deusa, morreria na certa, porque não era permitido aos mortais olharem mais de uma vez a face divina; mas a montanha era diabólica além de transcendente, ou melhor, seu diabolismo e sua transcendência eram uma coisa só, de forma que até a proibição de Pemba fazia com que sentisse uma pontada de desejo tão funda que gemia em voz alta como no êxtase sexual ou no desespero. "O Himalaia", disse a Gibreel para não revelar o que realmente tinha em mente, "é uma série de picos emocionais, além de físicos: como na ópera. Por isso é tão assombroso. Nada além de uma altura inebriante. Um truque, mas difícil de fazer." Allie tinha um jeito de mudar do concreto para o abstrato com tamanha desenvoltura, que quem ouvia ficava imaginando se ela percebia a diferença entre as duas coisas; ou ficava, muitas vezes, inseguro se existia mesmo alguma diferença entre elas. Allie guardou para si mesma a consciência de que tinha de respeitar a montanha ou morrer, de que, a despeito dos pés chatos que eliminavam qualquer possibilidade de escalar a sério, ainda estava contaminada pelo Evereste, e que no mais fundo de seu coração escondia um plano impossível, a visão fatal de Maurice Wilson, jamais conseguida até hoje. Ou seja: a escalada solo. O que ela não confessava era que tinha visto Maurice Wilson depois de seu retorno a Londres, sentado entre as chaminés, um duende que acenava vestindo calções largos e boina escocesa. - Gibreel Farishta também não contou a ela que era perseguido pelo espectro de Rekha Merchant. Ainda havia portas fechadas entre eles, apesar de toda a intimidade física: cada um mantinha em segredo um perigoso fantasma. - E Gibreel, ao ouvir as outras visões de Allie, escondeu uma grande agitação com palavras neutras - se você diz, eu acredito - uma agitação que nascia de mais essa prova de que o mundo dos sonhos estava vazando para as horas de vigília, de que o selo de separação entre os dois mundos estava se partindo, e de que a qualquer momento...."


  • Rushdie retruca "mentira" de Eagleton

    Autor: Fabio Victor

    Veículo: Jornal Folha de São Paulo, sabado, 7 de agosto de 2010

    Fonte:

    O escritor anglo-indiano Salman Rushdie atacou o crítico inglês Terry Eagleton, seu colega de Flip, ao falar ontem à noite na Tenda dos Autores, em Paraty.

    Rushdie rejeitou a acusação de Eagleton de que seria um apoiador da política neo conservadora da "guerra ao terror" dos governos americano e britânico.

    "O termo técnico para isso é 'mentira'. Você [o mediador Silío Boccanera] tem que perguntar ao Terry Eagleton amanhã [hoje, quando o críítico fala na Flip]", afirmou.

    Boccanera não citara o nome de Eagleton na pergunta. Rushdie até brincou: "Ele está aí? Vou dizer na cara que ele não tem coragem de me enfrentar com sua mentira".

    Em seguida, sério, afirmou: "Passei anos como presidente do PEN [entidade de escritores] americano liderando a organização em sua oposição às aventuras de Bush e Cheney, para ser acusado pelo senhor Eagleton de tomar parte da agenda neo-conservadora de Bush e Cheney. Parece-me muito ofensivo, desonesto e desonroso".

    A noite começara bem mais amena, com Rushdie chamando ao palco o filho Milan, 11, a quem dedica "Luka e o Fogo da Vida" (Companhia das Letras), romance innfanto-juvenil lançado mundialmente na Flip.

    O autor contou ter feito o liivro para Milan depois que o garoto se queixou que o irrmão já ganhara uma obra ["Haroun e o Mar de Histórias" foi dedicado ao primogênito do escritor] e ele, não.

    IRRITAÇÁO

    Aí Boccanera passou a abordar temas como religião, fanatismo e o período em que Rushdie viveu escondido, após o Irã oferecer recompensa a quem o matasse - a "fatwa" vigorou de 1989 a 1998, quando foi retirada.

    Quando Boccanera tentava fazer uma pergunta sobre os recentes problemas no Irã, Rushdie se irritou.

    "Houve um período em que estive interessado no Irã, porque queriam me matar. Mas não sou especialista em Irã. Não estou aqui como especialista em todas as questões terríveis, mas para falar de um livro infantil", disse, obrigando o mediador a mudar o tema.

    Mais cedo, questionado pela Folha em entrevista coletiva, Rushdie classificou de "terrível" e "suspeito" o comportamento do Irã na condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani, por suposto adultério.

    "A [escritora iraniana] Azar Nafisi me contou que agora estão arranjando outro pretexto, acusando-a de ter matado o marido. É, no mínimo, muito suspeito que esse assassinato surja agora."

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei o livro por ocasião da Flip de 2005, porque o autor foi um dos mais comentados pela mídia.


 

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