carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Dobras da Noite

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Dobras da Noite

Livro Bom - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    0
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Chico Lopes

Editora: IMS

Assunto: Contos

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 167

Ano de edição: 2004

Peso: 255 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Bom
Marcio Mafra
23/03/2007 às 17:56
Brasília - DF

Dobras da Noite é livro de contos longos, mas não encompridados. Seus personagens, comuns em quase todos os contos, transitam com muita leveza por ruas, becos, sítios e lugares pobres de cidades imaginárias, onde se perdem em divagações matando cachorros loucos ou tomando ônibus. São pessoas feias, solitárias, socialmente frustradas sem ocupação, marcadores do jogo de bicho, todos quase loucos, em permanente stress, mesmo com a vida simples e simplista que vivem. Em cada conto sobra angustia, tristeza e agonia. Literariamente percebe-se qualidade no texto, mas a leitura não é das melhores, talvez, porque as histórias contidas nos contos sejam desinteressantes. Vale aquela constatação simplista e simplória do Gustavo: Se a história é boa o livro é bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Nove contos: O Manco, Trio, A many splendored thing, O vestido lilás, Os senhores do lago, A sala acesa, Belmiro agoniza, As vozes e Cavalo e sombra.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Para que ele olhasse: esses loucos que ficam sempre na plataforma, os ladrões, os sujeitos que nunca te cumprimentam, mesmo que te conheçam muito bem (medo que você peça alguma coisa - dinheiro, principalmente, porque veneram centavinhos), as putas muito baratas, impossível distingui-las de mocinhas de família. Doidos, um sem-fim de mulheres solitárias, de velhos enfiados em apartamentos onde morrem sem ninguém saber. "Parceiro, foi aqui que eu entendi direito o que é solidão, o que significa ser uma alma penada..." Passou a mão pelo rosto: "Tem gente que não agüenta o que eu digo..." O que se pode fazer, o que se faz: ia para casa, melhor se despedirem agora. Não gostava da cara que se formava nele, do inchaço no rosto, da intimidade que parecia querer. "Essa coisa de se abrir, querido, você não pode: as pessoas te pegam, te massacram, só esperam uma oportunidade pra te canibalizar...", dizia Dulce, a mesma que, numa palestra dos espíritas para onde o levara, pregara rouca que a solução era a solidariedade. "Bom, sem dúvida, ela pratica isso...", rira por dentro, odiando-se, mas tendo que aplaudi-Ia, como os outros, ao fim. Como vingar-se? Sumindo por um tempo, recusando-se, mas ela o achava ainda mais atraente quando relutava, quando desaparecia e voltava, quando fazia no escuro para não ter que vê-la gozando.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei Dobras da Noite, de tanto ler sobre Chico Lopes. Acho que ele andou em moda, em evidencia na mídia.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.