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Maus: A História De Um Sobrevivente

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Maus: A História De Um Sobrevivente

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Art Spigelman

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Quadrinhos

Traduzido por: Antonio de Macedo Soares

Páginas: 295

Ano de edição: 2005

Peso: 570 g

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Excelente
Marcio Mafra
02/09/2007 às 16:32
Brasília - DF


Maus - que no idioma alemão significa mouse - é livro com L maiúsculo, porque o Spigelman é escritor de talento. O L maiúsculo porque o livro trata do midiático e enviesado tema dos judeus versus nazistas, sem que o judeu seja o herói de sempre. Os judeus criaram o mito da indústria do Holocausto. O mito serve aos interesses da elite judaica, que apresenta qualquer coisa ligada ao judaísmo como uma pobre vítima indefesa.



Curioso é que o próprio Estado de Israel, desde a sua criação, no final da segunda guerra, persegue, agride e mata não judeus, em seu próprio território e em toda a área de influência do oriente médio.



Uma consulta simples à memória histórica, em anos quase civilizados, aparece o extermínio dos africanos, transformados em escravos pelos ingleses e portugueses. Os ciganos também foram dizimados durante a segunda guerra. Genocídios ainda acontecem na África de hoje e nada ficou com a imagem "santificada" do holocausto. Ninguém foi tão vítima como os coitadinhos e desprotegidos judeus.



Qualquer história, conto, crônica, drama, peça teatral, livro, filme, documentário, vídeo, DVD e assemelhados que chegou ao mercado, narrando uma mínima partezinha da história da guerra dos aliados contra as forças do III Reich - invariavelmente apresenta o judeu como um santo, cordeirinho e inocente, enquanto o alemão, como um corrupto estúpido, sanguinário e agressivo.



Spielgeman neste inigualável, insuperável e extraordinário Maus, a despeito de apresentar os nazistas desenhados como gatos, os poloneses como porcos e os americanos como cães, desenhou os judeus como ratos. É o tanto quanto basta para atestar a genialidade do autor. Ele não se submeteu ao mito, pois ao longo do livro não disfarça as seqüelas que Auschwitz proporciona aos sobreviventes, inclusive o mesmo racismo, como o que Vladek tem pelos negros.



O tema do livro em si, que relata a sobrevivência da família, as fugas, os subornos, as emoções e os laços indissolúveis entre os principais personagens é muito bem desenvolvido por Spigelman, de tal maneira que foge da "obviedade" do final previsível.



História de quadrinho não tem prefácio. Esta tem. Mais um sinal da genialidade do autor. No prefácio o Artie estava brincando, caiu dos patins e chorou porque seus amiguinhos o abandonaram e foram embora, ao que o pai lhe disse: "...amigos ? Seus Amigos ? Se trancá-los num quarto, durante uma semana, sem comida, aí você verá o que é ser amigos...."



Quadros geniais aparecem em toda a história. Difícil destacá-los. Um desses está, no capítulo II, durante uma das intermináveis entrevistas com Vladeck. O filho inseria muitas perguntas pessoais, entre os longos relatos do pai. Numa delas lhe perguntou se o pai sentia culpa por ter sobrevivido. Ele respondeu que não, só sentia tristeza e acrescentou...."A vida sempre toma o partido da vida, e as vítimas levam a culpa...."



Sobre os quadrinhos - cartoon, para os ingleses - com o "Maus a História de um Sobrevivente" Spielgeman como raros desenhistas, resgata as "histórias em quadrinhos" que, nos anos 50 e 60, eram tidas como formas pobres e marginais de literatura. Naquela época só existiam os gibis do Roy Rogers e uns poucos outros cow boys. Além desse só existiam no mercado os gibis de origem italiana e portuguesa, chamados livros de sacanagem, ou "catecismos" que continham historinhas pornográficas.



Claro que não eram tidos ou reconhecidos como arte, pelo contrário, eram vistos preconceituosamente e muito combatidos por professores, jornalistas, artistas, religiosos e palpiteiros em geral, que só viam ali as "deformações de caráter e imoralidades".



O que era considerado um fetiche da juventude transviada, hoje, é uma grandiosa indústria, em tamanho e em qualidade, destinadas ao publico infantil e juvenil, com uma gama de títulos e personagens bem sucedidos como: Mad, do Kurtzman, Snoopy do Charles Schulz, Mafalda do Quino, Dick Tracy do Chester, Spirit do Will Eisner.



Algumas criaturas superaram seus criadores como Laerte ou os Simpsons. Art Spigelman, embora tenha por volta de 60 anos de idade, é um desses mestres que fizeram dos quadrinhos arte de respeito e proporcionaram ao mercado tipos para todos os gostos: quadrinhos pornográficos, eróticos, jornalisticos, políticos, ficção científica, bizarros, religiosos, humorísticos, inocentes, walt dineyanos, udigrudi, naturalistas, ecológicos e mais uma chusma deles...



Art Spiegelman, foi homenageado em 1992, com o Prêmio Pulitzer. Maus: A História de Um Sobrevivente é daquelas histórias que alguém precisa contar. Se em quadrinhos, tanto melhor.



Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história - contada em quadrinhos - da família de Wladek e Anja, poloneses, judeus, que sobreviveram à perseguição dos nazistas e à morte nas câmaras de gás de Auschwitz

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não há trechos a serem transcritos, posto que a genialidade do autor criou uma história épica, em quadrinhos de preto e branco, em quase 300 paginas seguidas.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rafael e sua Emilia me presentearam este livro, no meu aniversário, com as seguintes palavras (escritas):
"Papai,
Veja como a natureza é perfeitamente equilibrada: sua ignorância em relação aos quadrinhos como arte superior foi compensada pela sabedoria na educação de filhos não-ignorantes (ao menos em um aspecto).
Talvez ao terminar de ler esta obra premiada, você conclua que a natureza não é tão equilibrada assim. Mas tudo bem: a razão esmaece, mas as frases de efeito ficam. Feliz Aniversário, Rafa e Emilia. 7/10/06"


 

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