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Mao - A História Desconhecida

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Mao - A História Desconhecida

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Jon Halliday

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Biografia

Traduzido por: Pedro Maia Soares

Páginas: 954

Ano de edição: 2006

Peso: 1.365 g

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Ruim
Marcio Mafra
07/04/2007 às 12:48
Brasília - DF

Mao A História Desconhecida é um livro pretensioso. Pretensioso porque logo na sua primeira frase, afirma que Mao foi o responsável pela morte de mais de 70 milhões de chineses. Percebe-se que a obra de Jon Halliday escrita em conjunto com a sua mulher Jung, é mais uma tese, uma desconstrução, que um livro biográfico. Consta que ambos declararam, numa entrevista em Londres que o seu objetivo com os mais de dez anos de investigação era desconstruir o mito de Mao Tse Tung. Portanto, um julgamento moral, aliás, antes de moral, um julgamento político. A biografia revela detalhes do dia-a-dia do líder chinês, com objetivo de descrevê-lo com um indivíduo amoral, inescrupuloso e vaidoso. São os fatos de pouca ou nenhuma importância histórica, mas os autores colocam muita pilha neles, como o que Mao mandava transportar peixe vivo ao longo de mil quilômetros, só porque não gostava de comer peixe congelado, e que sempre tinha à sua mesa um arroz especial, tendo ainda criado um "harém" de bonitas e jovens mulheres, para satisfazer as suas necessidades sexuais. Ao longo de todo o livro, também se percebe uma forçada de barra, no quesito da política, para fazer o leitor acreditar que a longa marcha do exercito vermelho, por mais de 9 mil quilômetros, era apenas um deslocamento de sanguinários e bandidos, sob a inspiração, controle e financiamento do exército Russo, contrapondo os interesses dos patriotas e heróis do exercito nacionalista de Chiang Kaicheck. Também afirma Jon Halliday que Mao não era um comunista convicto, mas um obcecado pelo poder que fez alianças à esquerda e à direita, que também traiu o exercito japonês, seu aliado da mesma época, embora este atacasse parte do território chinês. Descreve, ainda, as mortes de todos os aliados internos, aos quais Mao traía, após os seus acertos políticos. O livro é um calhamaço, no mesmo estilo dos romances do americano Tom Clancy, com milhares e milhares de detalhes que mais confundem que esclarecem. Em qualquer parte do cansativo livro se enxerga com muita clareza a tentativa de desacreditar a revolução chinesa e, por associação, as idéias do comunismo chinês. Ao final mais parece uma "vindeta" que um livro biográfico. Grande parte das passagens do livro, são simplesmente ridículas. No final, consta solenemente, como se fora um desaforo: " Hoje, o retrato de Mao e seu cadáver ainda dominam a praça Tiananmem, no coração da capital chinesa. O atual regime declara-se herdeiro de Mao e perpetua ferozmente o seu mito. Seguem-se 200 paginas de notas bibliográficas. Demais. Tudo muito certinho, muito revoltadinho.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história da vida do líder chinês Mao Tsé Tung, narrada por Jung Chang, que levou dez anos em sua pesquisa.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Mao não estava fazendo nada em relação a outra tarefa importante: organizar sindicatos. Não nutria mais simpatia pelos operários do que pelos camponeses. Em novembro de 1920, ao escrever uma carta para um amigo em que se queixava de seus males de intelectual, observou: Acho que os trabalhadores da China não sofrem realmente de más condições físicas. Somente os intelectuais sofrem" . Em dezembro de 1921, trabalhadores de Anyuan, um importante centro de mineração na fronteira entre Hunan e Jiangxi, escreveram pedindo ajuda aos comunistas e Mao foi até a mina - o primeiro registro de um contato com operários. Ficou alguns dias e foi embora, delegando o trabalho prático a outra pessoa. Depois desse breve mergulho no mundo encardido dos mineiros de carvão, relatou a Xangai que estava "completamente desnorteado" sobre como "organizar trabalhadores" . Mas ao redor havia organizadores eficazes, em especial dois não comunistas que fundaram o Sindicato dos Trabalhadores de Hunan e recrutaram mais de 3 mil dos aproximadamente 7 mil operários de Changsha. Os dois foram presos em janeiro de 1922 quando lideravam uma grande greve. Nas primeiras horas da madrugada, foram executados - retalhados até a morte, à maneira tradicional -, evento que provocou uma onda de protestos em todo o país. Quando perguntaram ao governador que os matou por que não visara a Mao, ele respondeu que não considerava Mao uma ameaça. Por sua ineficácia na organização de operários e no recrutamento, Mao não foi convidado para o II Congresso do PCC, em julho de 1922 - ocasião muito importante, pois aprovaram um estatuto e endossaram a entrada no Comintem, aceitando assim o controle direto de Moscou. Mais tarde, ele tentou explicar sua ausência dizendo que "pretendia comparecer", mas "esqueceu o nome do lugar onde seria realizado, não conseguiu encontrar nenhum camarada e perdeu o congresso". Na verdade, Mao conhecia muita gente do partido em Xangai, inclusive alguns dos delegados, e não teria faltado inadvertidamente ao que era um compromisso muito formal. A ausência no congresso significava que poderia perder sua posição de chefe do partido em Hunan. Os fundos russos não chegariam mais por seu intermédio e ele teria de receber ordens de outra pessoa. Essa perspectiva fez com que tomasse providências. Primeiro visitou, em abril de 1922, uma mina de chumbo e zinco e, em maio, voltou a Anyuan, o centro de mineração de carvão. Também liderou várias manifestações e greves. Em 24 de outubro, quando Kai-hui deu à luz o primeiro filho deles, Mao estava longe, negociando em nome do sindicato dos operários de construção. Ele deu ao filho o nome de An-ying: An era o nome de uma geração; ying significava "uma pessoa notável". No final de maio, Mao montou finalmente um comitê do partido de Hunan, um ano depois de ter se tornado chefe. Tinha trinta membros, a maioria recrutada por ele mesmo. * O futuro presidente Lin Shao-chi descreveu em seu leito de morte como o comitê funcionava sob o comando de Mao: "Tive muitas reuniões na casa do presidente Mao e, afora fazer perguntas, não tive nenhuma chance de falar. No final, sempre valia o que o presidente Mao dizia. O partido em Hunan já tinha seu próprio líder e seu próprio estilo característico - diferente do partido em Xangai". Liu deixava registrado do modo mais explícito possível que Mao já começara a se comportar ditatorialmente nos primeiros dias do partido. Enquanto trabalhava para remendar sua relação com o centro do poder, Mao teve um lance de sorte. Em janeiro de 1923, a maioria dos quadros do PCC de Xangai viu-se em desacordo com uma ordem de Moscou para fazer algo aparentemente bizarro e arbitrário: entrar para outro partido político, o dos nacionalistas (também conhecido como o Kuominrang, ou KMT) Moscou precisava de comunistas das províncias que apoiassem sua posição - e encontrou Mao...." ..."Em 20 de dezembro, Mao escreveu pessoalmente a Xangai para dizer que no espaço de um mês "mais de 4400 ABS tinham sido descobertos pelo Exército "vermelho". A maioria foi morta - e todos foram torturados, Mao reconheceu. Argumentou que, se as vítimas não conseguiam suportar a tortura e faziam confissões falsas, isso provava que eram culpadas. "Como é possível que revolucionários leais façam confissões falsas para incriminar outros camaradas?", perguntava ele. Depois de apertar o controle sobre o Exército, voltou sua atenção para os comunistas de Xangai. Em 3 de dezembro, enviou Lie com uma lista de seus adversários à cidade de Futian, onde moravam os líderes da província. Mao denunciou a reunião de agosto, que havia expulsado seu aliado Lieu, como uma "reunião de ABS" que se "opunha a Mao Tse-tung". "Derrube todos eles", ordenou. ..." Trecho........" Comunistas infiltrados, traições e má liderança condenam Chiang 1945-49; 51-55 anos. No início de 1947, quando do fracasso dos nacionalistas em invadir a enorme base de Mao junto à fronteira da Rússia, Chiang (Kaicheck) se deu conta de que estava em dificuldade. E não foi o único a perceber isso. Ele precisava desesperadamente de uma vitória para levantar o moral e lhe veio a idéia de tomar Yenan, a capital dos comunistas. Sua captura teria "a maior significação", escreveu ele em seu diário, em 1º de março. Nesse dia, confiou essa tarefa vital a um homem que gozava de sua confiança incondicional, o general Hu Tsung-nan, que era o guardião de seu filho mais jovem( adotado), Weigo, em cujo casamento representara o Generalíssimo. Nossas investigações nos convenceram de que o general Hu era um "dormente" comunista. Ele começou sua carreira em 1924, na academia militar nacionalista em Whampoa, que Moscou fundou, bancou e para a qual forneceu a equipe, numa época em que Sun Yat-sen tentava usar o patrocínio russo para conquistar a China. Chiang Kai-shek era o comandante da academia, e Chou En-Iai, diretor do Departamento Político. Muitos agentes secretos comunistas foram plantados ali e se tomaram oficiais das Forças Armadas nacionalistas. Em Whampoa havia fortes suspeitas de que Hu Tsung-nan era um comunista enrustido, mas ele tinha amigos bem situados que testemunharam a seu favor. Fez então amizade com o chefe de informações de Chiang, Tai Li, que arranjou seu casamento. Os dois se tornaram tão íntimos que Tai instruiu seus subordinados nas unidades comandadas por Hu a enviar copias de todos os seus relatórios para o amigo, resultado disso foi que nenhum deles ousou levantar qualquer suspeita a respeito de Hu.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Luana Paloma, gente amiga e bonita, me presenteou este Mao no dia de meu aniversário em outubro de 2006.


 

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