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Para Falar e Escrever Melhor o Português

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Para Falar e Escrever Melhor o Português

Livro Bom - 2 comentários

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Autor: Adriano da Gama Kury

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Gramática

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 274

Ano de edição: 1988

Peso: 330 g

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Ótimo
Michelle Varrasquim
23/08/2016 às 13:31
Londrina - PR
Ótimo livro

Bom
Marcio Mafra
25/08/2007 às 18:52
Brasília - DF

Marcio Mafra - Data: 25/08/2007 - Conceito : Bom



Não há o que comentar sobre o livro do mestre Gama Kury. É muito bom. Verdade, também, que é muito cansativo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Para falar e escrever melhor o português é uma gramática em forma de roteiro para maior compreensão das regras de ortografia, pontuação e concordância verbo nominal.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ninguém pode escrever como fala - afirmam os lingüistas. - Por que não?! - contesta João da Silva, admirado. Garanto que o mais humilde (e pouco instruído) operário, ao pegar do lápis ou da caneta para redigir um recado ou uma carta de amor, sente pruridos de escritor... E posso enumerar uma série de motivos: 1) Em primeiro lugar, na língua falada as palavras são formadas de fonemas - para os ouvidos; na língua escrita, de letras - para os olhos. 2) Na língua falada - salvo em casos excepcionais-, os interlocutores estão presentes, e alternam-se nos papéis de falante e ouvinte, como geralmente acontece durante uma conversa, um bate-papo; na língua escrita, escritor e leitor não estão em presença um do outro, e não pode haver diálogo. 3) Na língua falada, além das palavras - elementos sonoros - atua também uma série de elementos suplementares: a expressão do rosto, os gestos, a mímica, a acentuação expressiva de certas sílabas, a entoação ou melodia da frase, as pausas.... Desde as primeiras tentativas de transpor a linguagem falada para a escrita, tem sido uma permanente batalha a transcrição da .. entoação frasal", com suas pausas e suas inflexões expressivas. Os sinais gráficos para isso usados foram sendo introduzidos aos poucos, e só no século XIX a chamada PONTUAÇÃO chegou a uma sistematização semelhante à de hoje. Na tentativa de reproduzir toda a expressividade da língua falada, os escritores modernos procuram aproveitar não apenas os sinais de pontuação, mas ainda os recursos que a tipografia oferece. Daí a utilização - ao lado das aspas simples e duplas, travessões, parênteses, reticências ...." Trecho .... "A Vírgula.A vírgula assinala uma pausa ligeira, com o tom de voz em suspenso, ou nitidamente ascendente, a indicar a incompletação do que se enuncia: nossa mente está sempre esperando alguma coisa mais além dela. É assim que se emprega a vírgula: 1. - Para separar a) termos e b) orações em seqüência, coordenados, ainda que venham ligados por conjunções, quando repetidas: a) "O céu, a terra, o vento sossegado..." (Camões) "Os dias passavam, e as águas, e os versos, e com eles também ia passando a vida da mulher." (M. de Assis) "Não amava bailes, nem passeios, nem janelas." (Idem) "Possuía lavouras de trigo, linho e arroz." (Érico Veríssimo) . (A presença da conjunção e antes do último termo dispensa a vírgula.) b) "Agarrou-me, abraçou-me violentamente, molhou-me de lágrimas." (Graciliano Ramos) "Um dia saí aos tombos, esbarrei com um esteio e ganhei um calombo na testa. (Idem). (No último exemplo, não se usou vírgula antes da última oração (e ganhei...), já que está presente a conjunção e.) 2. - Para isolar termos meramente explicativos, entre eles o aposto: "Sete anos de pastor Jacó servia Labão, pai de Raquel, serrana bela. " (Camões) "Camilo, maravilhado. fez um gesto afirmativo." (M. de Assis). "As estrelas, grandes olhos curiosos, espreitavam através da folhagem." (Eça de Queirós) "A cria, miúda, certamente ficara para trás." (Gr. Ramos) Se o aposto for enumerativo, em lugar de vírgula se usam dois-pontos: "Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três cousas: olhos, espelho e luz." (Pe. Antônio Vieira) Trecho....." o MACHISMO NA LINGUAGEM: A CONCORDÂNCIA NOMINAL o preconceito de que a mulher é naturalmente dependente do homem (e inferior a ele) tem sua origem, sem dúvida, no episódio bíblico que narra ter sido uma costela de Adão a matéria-prima de que Deus criou Eva. A metade feminina do Romo sapiens sempre teve papel subalterno na História - escrita por homens, aliás. Não apenas a Bíblia, mas também o Talmude - e não esqueçamos que ambos foram escritos por homens... nos fornecem inúmeros exemplos de discriminação contra a mulher. Desde Lilith (do Talmude) - a Lua Negra, hoje em certa voga, como tema de uma peça de teatro -, que teria sido a primeira mulher de Adão e que, por não ter querido submeter-se a ele, saiu do paraíso para regiões ignotas e é tratada como um espírito infernal feminino, uma "diaba noctívaga" incorporada ao folclore de certos povos... Mas o que importa agora é mostrar que esse preconceito, velhíssimo mas nem por isso menos injusto, se revela em todos os campos em que o homem vem imperando através dos séculos, e tem guarida até na linguagem. Nos provérbios - cuja fonte, dizem os homens, é a sabedoria popular, nem tão sábia assim... - também se patenteia a discriminação. Desde os de menosprezo, como "Mulher e bolacha em toda parte se acha.", até os adágios que julgam perigosa a mulher instruída: "Deus me livre de mula que faz him! e de mulher que sabe latim." Quero, a propósito, recomendar a leitura do interessante livro A Mulher na Língua do Povo, de Eliane Vasconcelos Leitão, no qual a autora estuda os vários casos em que as regras gramaticais e as palavras contribuem para fazer da mulher um "ser humano anulado". Todos conhecemos as regras básicas de concordância nominal - não a estilística! - da nossa língua: apesar de haver em português dois gêneros, o masculino e o feminino, é o masculino que predomina em numerosas circunstâncias, que passo a resumir. É sabido que o adjetivo e o pronome em função de adjunto ou de predicativo concordam em gênero (e número) com o substantivo a que se referem: "Alta noite, lua quieta, muros frios, praia rasa" - diz-nos a alta poetisa Cecília Meireles. Mas os fatos começam a complicar-se quando, numa frase, concorrem substantivos dos dois gêneros: a norma gramatical prescreve, então, que o adjetivo referente vai para o masculino plural: alunos e alunas aplicados; "Pedro, Maria e Helena são estudiosos.". Isso ocorre mesmo que predomine avassaladoramente o sexo feminino: "Meus alunos ( 3 alunos + 47 alunas-..) são numerosos. ". Sempre a mulher relegada a plano inferior... Vale a pena advertir que o gênero gramatical, quando em palavras que designam seres inanimados (ou coletivos), nada tem com sexo.... E lá vem a prepotência do masculino: nas enumerações de substantivos de gêneros diversos, mesmo que haja um só do masculino, é nesse gênero que fica, por norma o adjetivo: "Havia papéis, gravuras, revistas e canetas espalhados sobre a mesa." (A concordância com o nome mais próximo se considera caso excepcional.) Cita Eliane Leitão outros casos do predomínio do machismo na língua portuguesa: em palavras em que o gênero gramatical não é determinado, opta-se pela forma do masculino. É o que acontece com os pronomes indefinidos, como alguém, ninguém (e acrescento se), neutros na sua forma: na concordância, o adjetivo assume o gênero masculino: "Ficava horas na janela a ver se alguém conhecido passava."; "Não havia ninguém famoso na reunião."; "Nunca se é suficientemente generoso." Outro exemplo está nos nomes que sintetizam substantivos de gêneros diferentes: "Tenho três filhos, duas moças e um rapaz. "; pais representa a soma de pai e mãe; vizinhos é a soma de vizinho+vizinha; os tios incluem tio(s) e tia(s); e assim por diante. Tão arraigado é o império do masculino, que neste último caso chega a ser risível o hábito introduzido pelo Presidente Figueiredo, e adotado e adaptado pelo Presidente Sarney, de começar suas falas com "Brasileiras e brasileiros!", já que, pela tradição gramatical, machista, brasileiros inclui também as brasileiras.... O pronome pessoal da 3.a pessoa do plural assume a forma eles, do masculino, quando substitui nomes masculinos e femininos: "João e Maria saíram: eles vão ao teatro. " É também a forma do masculino que se usa para designar os membros de uma classe no seu conjunto. Homem, e nunca mulher!, é o substantivo que se aplica à classe dos "seres humanos", formada de homens, mulheres, meninos e meninas: "O homem é um ser racional." ( os homens e as mulheres); "O homem conquistou a Lua." ( o Homo sapiens). Quando se faz menção à nacionalidade, é igualmente o masculino que se usa: "O brasileiro é cordial." ( os brasileiros e brasileiras)


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Livros que facilitam o uso do idioma me atraem. Notadamente aqueles que fogem um pouco da linha exclusivamente didática. Cheguei, vi e comprei esse manual do professor Kury.


 

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