carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Teoria Geral da Política

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Teoria Geral da Política

Livro Excelente - 1 comentário

  • Leram
    1
  • Vão ler
    11
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Norberto Bobbio

Editora: Campus

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Daniela Beccaccia Versiani

Páginas: 717

Ano de edição: 2000

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Excelente
Marcio Mafra
13/10/2006 às 13:04
Brasília - DF

A Teoria Geral da Política é um livro muito grande e denso, que ensina, através dos diversos ensaios de Bobbio, como poderia ou deveria ser uma "república ideal" ou como poder-se-ia elaborar a "construção de um Estado ótimo". Não é uma obra conclusiva, nem de linguagem direta - mas que suscita debates e polêmicas. Cada uma das seis grandes divisões, trazem conceitos políticos como o pluralismo, socialismo, comunismo ou liberalismo. Bobbio é um mestre. O livro, é escrito numa linguagem razoavelmente bem acessível, e se destina a leitores não versados no "sociologuês". Bobbio e sua Teoria Geral da política é - sobretudo - um livro para estudo, reflexão ou simples curiosidade.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A Teoria Geral da Política é um livro grande, que explica como realizar o projeto da "ótima república" ou a "construção de um modelo ideal de Estado", escrito em seis partes e doze capítulos. São partes: a) A Filosofia política e a lição dos clássicos b) Política, moral, direiro c) Valores e ideologias d) A democracia e) Direitos e Paz f) Mudança Politica e filosofia da historia

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O associacionismo na tradição socialista. No século XVIII, foram chamados de "socialistas" aqueles que, contra o extremo e irredutível individualismo hobbesiano, fundavam suas teorias da sociedade e do Estado sobre a natural socialidade do homem. O termo, usado ainda neste sentido nas lições de Storia della filosofia del diritto [História da filosofia do direito] de Stahl, estava destinado a ter imenso êxito. Mas, embora tendo tido seu significado profundamente modificado, conservou a primitiva conotação antiindividualista. A toda doutrina socialista (e quantas houve, também entre si antagônicas) é sempre inerente a idéia da superioridade do homem associado sobre o homem isolado, e a idéia do homem isolado está sempre ligada à ideologia burguesa que idolatra o "homo oeconomicus", privilegia, segundo famosa expressão de Marx, as "robinsonadas", e acredita poder extrair do egoísmo de cada um o bem-estar de todos. Qual é - pergunta o devoto discípulo de Saint-Simon na exposição da "doctrine" - o fim da humanidade? O fim da humanidade - responde - é a "associação de todos os homens sobre a inteira superfície do globo, e em todas as ordens de suas relações". No seu desenvolvimento histórico a humanidade passou, está passando, passará, da fase provisória do antagonismo à fase definitiva da associação. Nem antagonismo nem associação eram palavras da linguagem do mestre. Mas ele escreveu (uma citação entre mil): "No antigo sistema, o povo estava enquadrado sob os seus líderes, no novo, ele está fundido a eles. Dos líderes militares partia um comando, dos líderes industriais parte um direcionamento. No primeiro caso, o povo estava sujeito, no segundo, está associado. Tal é na verdade o caráter maravilhoso da sociedade industrial, pois aqueles que dentro dela concorrem são na verdade todos colaboradores, todos associados, do mais simples servente de pedreiro ao mais rico industrial, até o engenheiro mais iluminado". Não antagonismo e associação, mas caos e harmonia são as duas palavras-chave na visão de mundo de Charles Fourier: o caos é o produto inevitável da economia burguesa, fundada sobre a concorrência, sobre o descontrole dos egoísmos, uma espécie de guerra de todos contra todos que outrora os homens chamariam de "Estado ferino" e que agora ao contrário chamam, hipócrita e pomposamente, de "civilização". A harmonia será a conseqüência de um novo modo de conceber e organizar a vida social dos homens, quando terão destruído aquilo que os divide, terão descoberto aquilo que os une, ou seja, os dois grandes princípios da Associação e da Atração, e terão criado as condições para poder viver juntos em comunidades auto-suficientes, onde florescerá o novo homem, o homem comunitário. Basta uma citação: "O homem é um ser feito para a harmonia e para todo tipo de associação: Deus lhe deu em cada período as inclinações adequadas aos recursos e aos meios que oferece o estado societário". Não é o caso de continuar em uma dissertação que seria ao mesmo tempo muito longa e demasiado óbvia sobre a estreita conexão entre socialismo e associacionismo (na França, como é sabido, nos últimos anos da Restauração, dizia-se "association" no lugar de "socialisme"), entendido o associacionismo sempre sob o signo do antiindividualismo e do antiestatalismo. Não se subtraem dessa história nem mesmo Marx e Engels, que sucumbiram ao fascínio dos primeiro socialistas e, embora tirando de suas costas todo o peso de uma longa tradição de socialismo utópico, chegaram a exaltar na Comuna de Paris um tipo de prefiguração de um Estado que não é mais um Estado, porque já traz em seu cerne uma nova forma de convivência, mais societária que estatal (o "autogoverno dos produtores"). Mas é impossível deixar de ao menos mencionar Proudhon, que se tornou a verdadeira fonte de inspiração de qualquer forma de socialismo libertário e pluralista, o antagonista quase obrigatório, toda vez em que há uma oportunidade, do comunismo, que fatalmente se degenera na mortificação da sociedade e na glorificação do Estado. Mesmo nas suas diferentes fases e nas suas contradições internas, o pensamento de Proudhon se caracteriza pela oposição entre "constituição social" e "constituição política", entre espontaneidade e coerção, e pela apaixonada reivindicação do primeiro termo da antítese contra o segundo. Afirmei que a filosofia política do século XIX cumpriu uma verdadeira inversão da tradicional relação entre sociedade e Estado. Dessa inversão Proudhon é um dos mais resolutos defensores: "Na ordem natural, o poder nasce da sociedade, é resultante de todas as forças particulares agrupadas para o trabalho, a defesa e a justiça. Segundo a concepção empírica sugerida pela alienação do poder, é a sociedade, ao contrário, que nasce do poder: ele é seu gerador, o criador, o autor, ele é superior à sociedade, de modo que o príncipe, de simples agente da república, como deseja a verdade, torna-se o seu soberano e, como Deus, seu justiceiro" . Em oposição à sociedade organizada pelo poder do Estado, Proudhon aponta para a multiplicidade dos agrupamentos sociais, nos quais o indivíduo participa segundo suas próprias atitudes e segundo suas próprias necessidades, unidos entre si por um liame federal, o segredo da emancipação humana. Já acenei para distintas formas de pluralismo. Permitam-me ainda fazer a distinção entre pluralismo integral e pluralismo limitado, entre um pluralismo no sentido forte do termo, e, no sentido fraco, um pluralismo social e um pluralismo agora apenas econômico ou jurídico ou cultural: o pluralismo proudhoniano é um pluralismo social, no sentido forte, integral. A sua idéia de uma sociedade organizada em diferentes grupos não-homogêneos reunidos por uma relação de tipo federativo é a idéia-limite de toda concepção pluralista. Pode ser oportuno, embora supérfluo, lembrar que Proudhon foi o principal inspirador da teoria mais radical de pluralismo social e jurídico - tão radical a ponto de parecer mais um lúcido exercício de inteligência do que uma proposta de reforma social - até agora elaborada, a teoria do direito social de Georges Gurvitch. Menos supérfluo talvez seja lembrar que um jurista italiano, exilado na França durante os anos do fascismo, Silvio Trentin, por direta e reconhecida influência do pensamento proudhoniano, elaborou dois projetos de constituição, um para a França, outro para a Itália, inspirados no princípio do pluralismo e do federalismo. Em um ensaio, também ele mantido inédito até poucos anos atrás, escrevia: "Ninguém pode duvidar de que sobre o terreno das simples concepções teóricas a contribuição trazida por Proudhon à luta contra as tendências centralizadoras do Estado nacional conserve ainda uma importância de primeiríssima ordem."


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sempre que tenho oportunidade, olho os livros do Norberto Bobbio, importante pensador italiano, considerado o maior e melhor formulador do liberalismo político. Quando consigo, compro. O Presidente Fernando Collor de Melo também carregava um N.Bobbio debaixo do braço. Não chego a tanto.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2019
Todos os direitos reservados.