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A Arte de Escrever Bem

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A Arte de Escrever Bem

Livro Ótimo - 2 opiniões

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Autor: Dad Squarisi

Editora: Contexto

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 105

Ano de edição: 2005

Peso: 215 g

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Ótimo
Sebastião Telles
30/08/2011 às 19:47
Brasília - DF

 Jornais e revistas estão cada vez mais, oferecendo espaço para leitores. Seja para criticar, seja para elogiar, seja para esclarecer, seja para acusar ou mesmo se defender, tem sempre alguém se manifestando. A revista “Veja” desta semana, por exemplo, destinou oito páginas para reproduzir cartas dos leitores. Empresários, profissionais liberais, intelectuais, autoridades, gente do povo, encontram sempre algum veículo de comunicação para divulgar suas idéias. Começam com um artigo e viram colunistas fixos.



“A Arte De Escrever Bem, um guia para jornalistas e profissionais do texto” é o título do livro que ganhei quando foi publicada minha primeira crônica no Jornal de Tijucas.


Trata-se de uma obra de autoria das jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, radicadas em Brasília, que procuram, em apenas 105 páginas, ensinar o correto manejo da linguagem impressa.


O que é escrever bem?


Para as autoras, escrever é uma atividade complexa, resultado de boa alfabetização, hábito de leitura, formação intelectual, acesso a boas fontes de informação e muita prática. Tudo isso aliado ao “dom natural” ou “talento” individual.


Usando uma linguagem simples, objetiva e direta, as autoras fazem algumas observações sobre o uso inadequado de determinadas palavras (substantivos, adjetivos pronomes, verbos), que só complicam os textos jornalísticos.


 Sugerem escrever só, no lugar de somente. Morte no lugar de óbito. Casamento no lugar de matrimônio, pai em vez de genitor.


Há verbos que são genéricos. Devem ser evitados, como: fazer, por, dizer, ter e ver. Exemplo: escreva cursar no lugar de fazer jornalismo.


 A Arte de Escrever Bem é um livro cativante, que estou sempre consultando.


Chegou em boa hora.


Sebastião Telles


Tijucas, SC 15/07/07.



 



Excelente
Marcio Mafra
13/10/2006 às 11:38
Brasília - DF

Eis um ótimo livro, que jamais será um sucesso de público, por mais paradoxal que isso possa parecer. Não há como destacar trechos ou partes do livro num comentário, sob pena de transcrevê-lo por inteiro. As autoras, são ótimas profissionais da escrita, conhecem didática, são competentes, e sobretudo - sabem escrever. A Arte de Escrever Bem vale muito mais do que pesa. É excelente.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Um guia para jornalistas, profissionais do texto e leitores que queiram, gostem ou precisem escrever corretamente

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Perfil Ao contrário das pingue-pongue, perfis tratam da personalidade de alguém. Contam histórias de vida, preferências pessoais, hobbies e idiossincrasias. Preocupam-se com a intimidade do entrevistado e com aspectos pouco conhecidos de sua trajetória profissional. Opiniões são importantes, mas não constituem o núcleo do trabalho. Perfis até prescindem de longas entrevistas. Declarações de outras pessoas sobre o personagem ganham destaque. Amigos, adversários, inimigos, concorrentes, parentes, filhos, pais, chefes, subordinados, todos podem acrescentar detalhes esquecidos ou despercebidos, revelar manias e contar bastidores das passagens relevantes dos perf1lados. Perfis não servem para agradar, mas para revelar. Há os perfis biográficos, apresentados pelos jornais quando alguém toma posse em um cargo ou recebe prêmio importante. Nesses casos, assessorias de imprensa se encarregam de divulgar dados sobre a vida profissional do personagem. Incluem lugar de nascimento, postos ocupados anteriormente,. outros prêmios recebidos, projetos realizados. Trabalho burocrático, objetiva apresentar a pessoa com quem o leitor conviverá dali pra frente. Mais: na reportagem-perfil, entra em campo o olhar do repórter. Ele ocupa a maior parte do tempo de apuração vendo e ouvindo. De perto, poderá constatar as reações do personagem em momentos de tensão, de nervosismo. Presenciar cenas emocionantes. Ou anotar expressões de linguagem usadas com freqüência - palavrões, tratamentos carinhosos, erros gramaticais, regionalismos. Ou assistir a reuniões decisivas, acompanhar a chegada de notícias inesperadas e detectar frustrações. Testemunha privilegiada, dará ao leitor informações de primeiríssima mão. Perfis não são biografias autorizadas. Aliás, não são nem biografias. Ao contrário. Biografias encontram-se em documentos oficiais e narrativas curriculares. Numa reportagem-perfil espera-se encontrar as informações que as biografias escondem. Na entrevista pingue-pongue, o fio condutor é o próprio entrevistado. No perfil, é o repórter. Ele deve passar semanas - meses, se possível- acompanhando o personagem. A jornalista Neuza Sanches gastou um mês e meio de trabalho para construir um perfil da apresentadora Xuxa, publicado pela revista Veja em 1997. Durante vinte dias, quase morou na casa da apresentadora, no Rio de Janeiro. Nos primeiros encontros, chegava de manhã e só ia embora de madrugada. Depois, passou algumas noites por lá. Na época, Xuxa era o maior fenômeno de público na televisão brasileira entre crianças e adolescentes. Xuxa concordou em abrir as portas da casa e do coração. Mas há exemplos em que o perfilado odeia a imprensa. Nesses casos extremos, come-se pelas bordas. Ou seja, acompanha-se a criatura à distância. O repórter poderá assistir ao show de um artista na platéia, freqüentar o mesmo restaurante - e checar com o garçom, mais tarde, o valor da gorjeta - esperá-lo na saída de casa, entrevistar o cabeleireiro, conversar com a camareira do hotel, falar com ex -namoradas. A apuração dará mais trabalho, mas o resultado surpreende. É provável que seja mais interessante que uma conversa com o próprio personagem. Parte dos profissionais entende que um bom perfil dispensa entrevista com o personagem. Foi o jornalista norte-americano Gay Talese, hoje com 71 anos, que tornou popular a reportagem-perfil sem ouvir a vedete do trabalho. Em 1966, publicou um perfil do cantor Frank Sinatra na revista Esquire. Passou meses tentando falar com ele, mas o astro sempre tinha uma desculpa para escapar. GayTalese desistiu e passou a assistir a todos os shows do cantor, a persegui-lo em restaurantes e festas depois das apresentações e a falar com pessoas a seu redor. A matéria, "Sinatra está gripado", conta o desespero, atordoamento e confusão que se instalava na equipe do cantor a cada espirro seu. Eis os três primeiros parágrafos: Frank Sinatra, segurando um copo de Bourbon numa mão e um cigarro na outra, estava num canto escuro do balcão entre duas loiras atraentes, mas já um tanto passadas, que esperavam ouvir alguma palavra dele. Mas ele não dizia nada; passara boa parte da noite calado; só que agora, naquele clube particular em Beverly Hills, parecia ainda mais distante, fitando, através da fumaça e da meia-lua um largo salão depois do balcão, onde dezenas de casais se espremiam em volta de pequenas mesas ou dançavam no meio da pista ao som trepidante do folk rock que vinha do estéreo. As duas loiras sabiam, como também sabiam os quatro amigos de Sinatra que estavam por perto, que não era boa idéia forçar uma conversa com ele quando ele mergulhava num silêncio soturno, disposição nada rara em Sinatra naquela primeira semana de novembro, um mês antes de seu qüinquagésimo aniversário. Sinatra estava fazendo um filme que agora o aborrecia e não via a hora de terminá-lo; estava cansado de toda a falação da imprensa sobre seu namoro com Mia Farrow então com vinte anos, que aliás não deu as caras naquela noite; estava furioso com um documentário da rede de televisão CBS sobre a vida dele, que iria ao ar dentro de duas semanas e que, segundo se dizia, invadia a sua privacidade e chegava a especular sobre suas ligações com os chefes da máfia; estava preocupado com sua atuação num especial da BBC intitulado Sinatra - um homem e sua música, no qual ele teria de cantar dezoito canções com uma voz que, naquela ocasião, poucas noites antes do início das gravações, estava debilitada, dolorida e insegura. Sinatra estava doente. Padecia de uma doença tão comum que a maioria das pessoas a considerava banal, mas quando acontece com Sinatra, ela o mergulha num estado de angústia, de profunda depressão, pânico e até fúria. Frank Sinatra está resfriado. Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível só que pior. Porque um resfriado comum despoja Sinatra de uma jóia que não dá para pôr no seguro - a voz dele - mina as bases de sua confiança e afeta não apenas seu estado psicológico, mas parece provocar também uma espécie de contaminação psicossomática que alcança dezenas de pessoas que trabalham para ele, bebem com ele, gostam dele, pessoas cujo bem-estar e estabilidade dependem dele. Um Sinatra resfriado pode, em pequena escala, emitir vibrações que interferem na indústria do entretenimento e mais além, da mesma forma que a súbita doença de um presidente dos Estados Unidos pode abalar a economia do país. o trabalho tornou-se um marco na história da imprensa. Identificado com o Novo Jornalismo norte-americano, corrente na qual se misturam notícias e literatura e da qual faz parte também o escritor Tom Wolf, Gay Talese escreveu, no final da década de 80, outra reportagem comando os bastidores da apuração do perfil histórico de Frank Sinatra. Publicado pela revista New Yorker, chamava-se "Como não entrevistar Sinatra". Desde o trabalho original de 1966, as redações perceberam que bons perfis dependem mais do repórter que do personagem. Gay Talese criou paradigmas para reportagens perfis que estão em vigor até hoje.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dad Squarisi é personalidade da cidade.Da vitrine do jornal Correio Braziliense ela brilha em matéria escrita. Ter um livro de Dad é coisa comum, inteligente e elegante.


 

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