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Argentinos Mitos, Manias e Milongas

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Argentinos Mitos, Manias e Milongas

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Autor: Marcia Carmo

Editora: Planeta

Assunto: Costumes Estrangeiros

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 287

Ano de edição: 2005

Peso: 420 g

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Bom
Marcio Mafra
10/10/2006 às 16:29
Brasília - DF

Talvez pelo fato das autoras serem jornalistas, o livro é mais uma reportagem, do que um manual ou guia de costumes. Terra do tango, do chorizo, de excelentes cafeterias e muitas livrarias a Argentina é uma fábrica de mitos. Produziu Gardel, Evita e Maradona. Foi o "celeiro do mundo" que alimentava a Europa. A capital, Buenos Aires, ainda é a "Paris da América Latina". Seus habitantes são muito elegantes, cultos, cosmopolitas e arrogantes. Marcia e Monica são guias de turismo da Argentina, mas antes são guias do espírito argentino. Não é um livraço, mas passa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Uma história sobre os Argentinos, em sete capítulos: 1) Ser argentino 2) Ilha do tesouro 3) No batuque da política 4) O poder do além 5) Muñecas bravas 6) Sedução e otras cositas más 7) Metamorfose latina

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Metamorfose Latina Está nascendo na Argentina uma nova sociedade. Mas que sociedade é essa? Nem os argentinos sabem. Esse país de 37 milhões de habitantes, raízes européias, que foi tão orgulhoso da sua educação e politização maciça, mantém hábitos como a leitura nos cafés de Buenos Aires e lugares marcados nas salas de cinema. Esse mesmo país enfrenta hoje problemas que seus vizinhos já experimentam há décadas. A evasão escolar, o desafio das drogas e do alcoolismo entre os jovens, o trabalho infantil, o desemprego e a perda salarial. Resultados que mostram outra cara da Argentina: um país latino-americano. Mas como lidar com essa nova realidade? Quando o Brasil ainda tinha escravidão, no final do século XIX, a Argentina arrancava em sua trajetória como um dos países mais ricos do mundo e promovia, no governo de Domingo Faustino Sarmiento, a educação pública para todos - uma forma de integrar o país. Na época, Sarmiento já era defensor da classe média. Tempos mais tarde, na década de 1920, quando a psicanálise era uma ciência tão distante da América Latina, a aristocracia argentina e os imigrantes também se uniam em torno da sua prática. Sem falar nas suas grandes avenidas, na pioneira chegada do metrô a Buenos Aires, em 1913, nos cinco prêmios Nobel, nos avanços nas artes e nas ciências durante mais da metade do século xx. No novo século, a Argentina ainda discute que país é e quer ser. Europeu? Latino? Do Primeiro Mundo? Quer olhar para frente? Ou para trás? Acostumada aos altos e baixos, a Argentina preserva a capacidade de recomeçar quase do zero. Os argentinos parecem estar sempre em busca de um novo país, aquele que acham que ainda não foi concretizado. Erros, acertos. Talvez porque, como disse mais de uma vez o ex-embaixador do Brasil em Buenos Aires, Marcos Azambuja, os argentinos partiram de um patamar de riqueza superior ao dos outros latinos. E por isso têm direito a errar mais. Mas a que preço? Em 2002, a Argentina surpreendeu o mundo anunciando - com estardalhaço - ter mergulhado numa miséria superior àquela de países visivelmente mais desiguais, como o Brasil ou o Paraguai. No auge da pior crise em um século exibia estatísticas dramáticas: mais da metade da população era pobre,um quinto era indigente e um terço da mão-de-obra economicamente ativa não tinha trabalho ou estava subempregada. Foi uma época em que se gritou tanto que a União Européia e os Estados Unidos mandaram navios lotados de ajuda para a Argentina. Alguns com seringas usadas e alimentos vencidos, como se os argentinos estivessem à beira da morte e dispostos a aceitar qualquer migalha - mesmo vencida. Não era o caso. O problema é que, muitas vezes, quando os argentinos entram na etapa de perdas, sai de baixo. A sensação é de que o mundo acabou e que eles se meteram numa fase terminal. Ledo engano. Para os mais formais, como diplomatas e representantes de organismos internacionais de crédito, é a chamada "política do grito" ("El que no llora no mama", já dizia Discépolo, no seu tango "Cambalache"). Estilo que muitas vezes funciona numa mesa de negociações, mas que, outras vezes, pode levar a interpretações equivocadas. Três anos mais tarde e recuperação econômica pelo meio, a desgraça diminuíra, e muito. Quatro (em vez de seis) em cada dez argentinos eram pobres e 15% (e não mais 20%) eram indigentes, segundo as estatísticas divulgadas pelo governo em 2005. Mas, apesar das melhorias, ainda faltava muito para a Argentina voltar a ser aquele país igualitário ou menos injusto de antes. - Nós vamos precisar de uma década de crescimento de pelo menos 6% anuais para incluir esses novos excluídos estimava o sociólogo e economista Ernesto Kritz, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A nova Argentina que emergiu da última crise não possui mais aquela classe média vigorosa de antes. E pelo visto vai demorar para alcançar sua face dos anos 80 e boa parte dos 90, nos quais os pobres eram uma minoria invisível para quem vivia ou visitava a capital e não se aventurava pelos bairros carentes da Grande Buenos Aires ou do interior. Hoje, muitos têm vergonha de revelar seu verdadeiro salário. Outros foram obrigados a inventar novos "jeitinhos» para sobreviver. E quase todos pensam e atuam como se fossem da classe média, mesmo quando em algumas pesquisas são classificados como "novos pobres" ou recuperando-se da pobreza . Nessa categoria, eles não recebem o suficiente para a "cesta básica total»: soma da cesta básica de 27 tipos de alimentos (no Brasil são treze) e as despesas com educação, saúde, transporte, luz, gás e água, além de roupas. É verdade que, pela forma como é medida, a pobreza argentina parece exagerada, quando comparada com a de alguns vizinhos, que só consideram pobre quem mal consegue se alimentar. Como observou a analista Analía del Franco, atualmente para muitos, as roupas e a alimentação não são mais de classe média. Mas o voto, os sonhos e a auto definição dessa nova geração pauperizada continuam sendo daqueles tempos de fartura. Só para ilustrar. Em agosto de 2002, o pianista e maestro argentino Daniel Baremboim desembarcou numa Buenos Aires em crise. Acostumado a provocar sensações fortes (como a de tocar a obra de Wagner, compositor predileto de Hitler) em Israel, emocionou-se com a recepção que teve. Nunca poderia imaginar que, naqueles tempos de incertezas, mais de 20 mil pessoas assistiriam às suas oito funções para ouvi-lo tocar 32 sonatas de Beethoven. Não foi uma exceção. Naquele ano de turbulência, os turistas surpreendiam-se ao encontrar uma Buenos Aires que não parecia combinar com a imagem de desespero descrita pelos jornais. Visitavam o imponente teatro Colón, inaugurado em 1908, quando a Argentina estava a um passo do Primeiro Mundo. E descobriam que nunca estivera tão cheio. Em 2003, mais de 800 mil pessoas freqüentaram o Colón - um recorde histórico, se comparado com as cifras das duas décadas anteriores. No auge da década de 1990, quando o peso valia o mesmo que o dólar e a economia crescia cerca de 5% ao ano, o público não passou dos 440 mil. Também houve um aumento da presença nos festivais de cinema, exposições de artes plásticas e nas feiras de livros. Existem várias explicações para o "boom cultural" nessa nova Argentina. Uma é econômica. Com o fim da paridade cambial, os argentinos já não podiam viajar a Miami e levar para Buenos Aires grupos de rock ingleses ou óperas de Paris. E a Secretaria de Cultura de Buenos Aires redistribuiu seu orçamento. Em vez de gastar milhões para importar artistas, investiu na produção nacional e ampliou a oferta de atividades (das quais a maioria gratuita ou a preços acessíveis). Os artistas locais descobriram que, além de terem conquistado espaço, tinham um público cada vez mais ávido por cultura. Pesquisa realizada pelo Ibope em agosto de 2003 mostrava que, com a crise, os argentinos tinham mudado drasticamente quase todos os hábitos de consumo - menos o cultural. Sete em cada dez economizaram na compra de alimentos, mas apenas a metade reduziu seus gastos em diversão e nos serviços de informação. Essas duas caras - a Argentina de contrastes, com mais pobres e ricos, e a Argentina de classe média, que a maioria reivindica como a sua - são outra marca dos novos tempos. Em 2004, um banco da província de Córdoba ofereceu empréstimos à "classe média", exigindo renda de, no mínimo, 1,5 mil pesos (US$ 500) por família. O anúncio levou os interessados que recebiam menos do que o estipulado a disparar uma enxurrada de ligações de protesto para as emissoras de rádio. Eles diziam ser da classe média e queriam ser respeitados como tal. O sentimento "sou de classe média" é disseminado em diferentes pontos da Argentina, apesar de os números (e o novo cenário da capital e outras tantas cidades, com catadores de papel e alguns levando lixo em charrete) mostrarem o contrário. Mas para entender esse país de antes e de agora é fundamental levar em conta essa nação - classe média.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando fomos a Buenos Aires, em maio de 2006, Sebastião levou este livro e nos presenteou ao final da viagem. "Ao Marcio e Dite com abraço do Seba e Nena, em 2/5/06."


 

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