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A Divina Comédia

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A Divina Comédia

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Autor: Dante Alighieri

Editora: Thesaurus

Assunto: Poesia

Traduzido por: Ronald C Prater

Páginas: 783

Ano de edição: 2005

Peso: 1.000 g

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Excelente
Marcio Mafra
15/07/2006 às 15:31
Brasília - DF

Divina Comédia é o relato-poema de um homem apaixonado - o próprio Dante -, que faz uma jornada além-túmulo para encontrar-se com sua amada Beatriz,levada pela morte 10 anos antes. Para Dante, o amor é a maior medida de toda atividade humana, e na contemplação de Deus ele descobre o ápice desse amor platônico. O que não se alinha com este tipo de amor transforma o homem em pecador, injusto, incoerente e libertino. A leitura da Divina Comédia é difícil, porque o seu enredo envolve a ética como valor supremo e a postura reta, cristã e sábia, é completamente dominada pelo status da realeza da época (século III) No inicio do poema Dante tenta sair da selva escura em que se encontra perdido e aterrorizado, só o conseguindo com o auxílio de seu guia espiritual Virgílio. Com ele Dante enfrenta o pecado em todo o seu horror, como uma verdadeira terapia de choque. Como resultado da viagem pelo inferno ele passa a entender a justiça de Deus. Como resultado da passagem pelo purgatório, Dante constata que a sociedade imperfeita, pode ser tornar mais justa, se estiver disposta à praticar o bem. Quando ele ingressa no paraíso, se perde de Virgílio, mas se encontra com Beatriz, e com ela aprende as verdades mais profundas que fundamentam o relacionamento do homem com o mundo e com Deus. Livro tão extenso quanto bonito. Poema tão bonito quanto difícil, mas excelente, tanto na forma como no conteúdo. Divina Comédia é livro para se percorrer, com calma e tranqüilidade, como se sobrevoasse paisagens ou pinturas do inferno, purgatório e do paraíso.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Divina Comédia é um poema extenso e muito bonito, que conta a viagem de Dante, acompanhado de Virgílio e depois, da própria Beatriz, através do Inferno, seguindo pelo Purgatório, e terminando no Paraíso. A parte do Inferno, que trata da queda de Lúcifer do Céu, se constitui de 9 Círculos, 3 Vales, 10 Fossos e 4 Esferas, onde os pecados menos graves estão logo no inicio, e os mais graves no final das esferas. O Purgatório é o lugar por onde passam as almas de pecadores, cujos pecados são passíveis de arrependimento, também chamados de pecados veniais e ali são purgadas as sua penas, habilitando os pecadores a atingirem o Céu. A viagem segue ao Paraíso, onde Dante encontra novamente Beatriz, e com ela viaja por toda a extensão e divisões do Paraíso, para contemplar à Deus.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

De vós pastores(...)agradava a seu marido: Dante alude a Apocalipse, "Veio um dos sete anjos..., dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra(...)e vi uma mulher montada numa besta escarlate, com sete cabeças e dez chifres." As sete cabeças e dez chifres são interpretados tradicionalmente como os sete sacramentos e os Dez Mandamentos, os dois símbolos representativos da Velha e da Nova Lei. No Novo Testamento, a "meretriz" foi associada à Babilônia e à Roma pagã. Para Dante e muitos outros da época ela é o clero corrupto, liderado pelos papas. Sua "prostituição" é o envolvimento da Igreja em assuntos mundanos e a subserviência de Clemente V a Filipe IV. Ah! Constantino(...)seu primeiro rico pai!: Constantino, o Grande, Imperador de Roma (306-337), foi convertido ao cristianismo em 312. Depois de ter conquistado as terras ao leste do Mediterrâneo, ele transferiu a capital do Império Romano para Constantinopla, em 330. Esta transferência, segundo a tradição, originou-se da decisão de Constantino de pôr a parte ocidental do império sob a jurisdição da Igreja a fim de galardoar o papa Silvestre ("seu primeiro rico pai! "), por tê-lo curado da lepra. A conseqüência direta desta mudança foi que a Igreja começou a adquirir terras e riquezas que não tinha antes. Em termos políticos, esta doação conferiu ao papa e a seus sucessores o supremo poder temporal no ocidente. Esta "Doação de Constantino, embora ficasse comprovado no século XV tratar-se de uma falsificação do clero, foi universalmente aceita como verdadeira na idade medieval. Dante, o peregrino, reflete esta tradição nesta triste apóstrofe ao indivíduo que, sem saber, introduziu riqueza na Igreja e que, indiretamente, foi responsável pela corrupção presente. Dante menciona esta doação em dois outros lugares na Comédia. Com ambos os braços me segurou: mais um vez, Virgílio demonstra alegria pelo progresso do seu pupilo. De lá um outro vale me foi descoberto: i.e. a bólgia dos adivinhos. Canto XX Quarta bólgia: os adivinhos - Manto - a origem de Mântua De novo castigo vou compor os versos e dar substância ao vigésimo Canto da primeira canção, que é a dos submersos. Eu já estava bem colocado para bem olhar o vale aberto e fundo que se banhava em angustiado pranto quando vi gente vindo pelo rotundo vale silenciosamente, chorando, parecendo, pelo caminhar, com as procissões no nosso mundo. Enquanto meu olhar descia sobre eles, vi que, espantosamente, cada um parecia torcido do queixo ao começo do peito, pois o rosto era virado para as costas, e eram forçados a andar para trás, porque olhar para frente lhes era impossível. Talvez por força da paralisia alguém fosse tão completamente torcido, mas nunca vi, nem creio que seja possível. Que Deus te permita, leitor,I colher fruto desta leitura e que por ti mesmo entendas se eu poderia manter meus olhos enxutos, ao ver de perto a imagem humana assim tão torta que as lágrimas que caíam dos olhos banhavam a fissura das nádegas. Com isto, chorei encostado a uma pedra da dura margem e meu guia perguntou-me: "Ainda tens pena dos tolos enganosos? Aqui a piedade vive quando está bem morta: quem é mais malvado do que aquele que a justiça divina contesta? Levanta a cabeça, levanta, e vê para quem se abriu a terra diante dos olhos dos tebanos pelo que todos gritaram: "Para onde vais, Anfiarau? Por que abandonas nossa guerra?" E ele afundou vale a dentro até que chegou a Minos, que aferra cada alma. Vê como das suas costas foi feito o peito. Por ter desejado ver adiante demais, agora ele olha e caminha para trás. Vê Tirésias, que mudou de semblante quando foi transformado de macho em fêmea, mudando, um a um, todos os membros; e, depois, teve que golpear mais uma vez, com a vara, as duas serpentes que se acasalavam, a fim de recuperar a sua máscula plumagem. Aquele que junta as costas à barriga do outro, é Aronte que, nos montes de Luni - em cujo vale o carrarense busca abrigo e ara a terra em meio à brancura daquele mármore, vivia numa caverna de onde contemplar o mar e as estrelas lhe era possível. E aquela que cobre as mamas - que tu não vês - com as tranças soltas, e no dorso tem a pele peluda, é Manto - que andou por muitas terras estabelecendo-se finalmente onde eu nasci. Deixa-me contar-te um pouco de sua história. Depois que o pai dela deixou a vida e a cidade de Baco foi escravizada, ela percorreu o mundo por muito tempo. Lá em cima, na bela Itália, há um lago, ao pé dos Alpes, que separa a Alemanha do Tirol, cujo nome é Benaco. Por mil fontes, creio, ou mais, se banha a terra entre Garda, Vale Camonica e os Apeninos com a água acumulada naquele lago. No meio há um lugar onde os pastores de Trento, o de Brescia e o veronês podem abençoar se lá chegarem. Peschiera fica lá e é uma fortaleza linda e forte para enfrentar os de Brescia e Bérgamo, onde os barrancos do lago são mais baixos. Ali, toda a água que não pode mais ser contida no seio de Benaco vaza e se faz rio pelos campos verdes. Assim que essa água começa a correr, não mais se chama Benaco mas Míncio, até Governolo, onde no Pó deságua.


  • Os Ceús de Dante

    Autor: Cadão Volpato

    Veículo: Jornal Valor Economico - Caderno Eu & Fim de Semana, 17,18,19 de junho 2011 - nº 555

    Fonte:

    No tempo dos ultraleves leitores eletrônicos, é quase uma aberração alguém lançar um longo poema clássico, bilíngue, num volume luxuoso de cerca de dois quilos, dois palmos de altura e um palmo e meio de largura. Pois o editor Plinio Martins Filho teve o topete de publicar uma tradução da "Divina Comédia", de Dante Alighieri (1265-1231), ilustrada não por Gustave Doré, o mais elementar e dantesco dos artistas ligados ao poema, mas pelo renascentista Sandro Botticelli (1445-1510).

    É um livro para quem gosta de livros: não dá para ser lido num aeroporto ou num trem. Deve ser aberto com certa devoção. "O livro impresso não pode ser esquecido nestes tempos de alta velocidade e grande variedade de meios. Sem desconsiderar os meios eletrônicos, acho que o livro impresso se identifica mais com as grandes obras do passado", diz o editor. "Sou antes de tudo um amante dos belos livros em todos os aspectos." Não temia perder dinheiro com uma ousadia desse calibre? "Não. Perder dinheiro é um risco que todo editor corre. O bom gosto é difícil, mas eu procurei o leitor inteligente."

    Não há leitor que não fique abismado diante da audácia dessa nova edição. Ela é histórica em muitos aspectos. A começar pela tradução de João Trentino Ziller. Plinio relata o périplo que o levaria até ela: "Entre o encontro da tradução de Ziller e a minha edição, passaram-se cinco anos. Fui procurado pela família dele. Os netos queriam homenagear o avô. A história desse senhor é admirável. Foi um padre que imigrou para o Brasil no começo do século XX. Aqui, deixou a batina e, para se penitenciar de uma crise religiosa, dedicou o resto da vida à tradução de Dante para o português".

    Para o poeta Eduardo Sterzi, estudioso da obra de Dante, as melhores traduções da "Comédia" costumam ser as parciais. "Livres da tarefa desmesurada de transpor para o português a integralidade da obra, os tradutores podem se concentrar naqueles cantos com os quais se sentem mais confortáveis - ou mais desafiados. Eu destacaria aí as versões magníficas de cantos do 'Inferno' por Machado de Assis, Dante Milano e Augusto de Campos; de Henriqueta Lisboa para cantos do 'Purgatório'; e de Haroldo de Campos para cantos do 'Paraíso'. Já a tradução de Ziller seria "domesticadora, embora eficaz enquanto narrativa".

    Também as ilustrações de Botticelli têm uma história espantosa. Foram feitas na data estimada de 1485, quase 200 anos depois da "Comédia". Alguns dos desenhos são coloridos, outros não passam de esboços delicados em ponta de prata. O conjunto é de uma beleza impressionante, mas foi estilhaçado em folhas autônomas e dispersado por diversas coleções, até ser reunido, quase totalmente, nos anos 1980. A despeito da beleza, a "Divina Comédia", por Botticelli, não deixa de ser assustadora: tão bela e aterrorizante quanto o texto.

    Curioso como um mesmo poema escrito no século XIII ainda é capaz de despertar entusiasmos tão opostos quanto a edição clássica de Plinio e a versão em quadrinhos que acaba de ser "cometida" por um dos maiores designers do mundo, o americano Seymour Chwast, um quase octogenário que se volta pela primeira vez para o universo juvenil das HQs. Deixe as esperanças na capa, antes de entrar, se você é fã da adolescência transformada em quadrinhos: ele é um desenhista genial, tem tremendo senso de humor, mas passa longe da idiotia.

    "A Divina Comédia de Dante", de Chwast, é uma viagem engraçada, mas minuciosa, ao mundo dantesco. "Já ilustrei muitos livros para adultos e crianças", conta. "O poema de Dante é uma narrativa em que pude enfatizar e dramatizar o conteúdo do ponto de vista visual", continua. "Não sou um especialista em Dante. Conheço as ilustrações de Doré e William Blake, mas o meu trabalho é uma interpretação menos séria feita para pessoas que só veem a obra como grande literatura." A "Comédia" de Chwast tem atmosfera retrô. Dante aparece de capa de chuva, óculos escuros e cachimbo. Virgílio é baixinho, veste preto, usa bengala e calça polainas. "Vê-los como pessoas dos anos 30 acrescenta um caráter decorativo com o qual eu me identifico", diz. E o resultado é uma "Divina Comédia" perfeitamente compreensível para os leitores de iPad.

    Ambas as edições acabam respondendo a uma pergunta simples, que costuma acompanhar os clássicos. Por que ler? Por que ler Dante hoje? O poeta Sterzi levou um livro inteiro para responder à questão. Ele arrisca uma pequena observação filosófica, bastante arguta. "Estamos imersos, planetariamente, numa grande ansiedade diante da expansão - e, às vezes, mesmo substituição - do nosso mundo físico pelo mundo virtual das redes de computadores", diz. "Contra esse mundo que nos parece sempre mais instável, sempre mais desordenado, a 'Divina Comédia' nos oferece a imagem de um cosmos totalmente organizado e sobretudo hierarquizado, no qual mesmo o plano virtual - os reinos dos mortos, 'Inferno', 'Purgatório' e 'Paraíso' - obedece a uma rígida ordenação, com cada pecado correspondendo a uma punição eterna específica, com cada forma de vida beata correspondendo a um acolhimento específico junto a Deus."

    Para Sterzi, no entanto, essa também pode ser uma aproximação ingênua do grande poema de Dante. "Essa imagem de um universo ordenado nasce precisamente de uma sensibilidade política aguçada perante o esfacelamento do que deveria ser o império universal (isto é, europeu), do qual Dante foi um grande teórico: um esfacelamento do qual o próprio Dante foi vítima direta, ao ver-se banido de sua cidade, Florença, por conta das disputas entre guelfos e guibelinos." Para um poeta, Dante é sempre um encontro fundamental. Para o leitor comum brasileiro - tanto na versão esplendorosa da Ateliê quanto nos quadrinhos inteligentes da Companhia das Letras - Dante pode ser uma revelação.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

No dia de meu aniversário em 2005, Gersinei Almeida, Presidente da CDL Jovem e proprietária de uma livraria, me presenteou este pesado volume da Divina Comédia. Embora a bibliomafrateca já o possuísse, optei por não me desfazer, duplicando então o acervo do poema do famoso Dante.


 

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