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A Sombra do Silêncio

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A Sombra do Silêncio

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Mino Carta

Editora: W11

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 223

Ano de edição: 2003

Peso: 290 g

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Ruim
Marcio Mafra
14/07/2006 às 15:09
Brasília - DF

Comentar sobre livro saído do computador do Mino Carta é, antes de tudo, um ato de petulância. Ele é conhecido, dito e tido como um jornalista nada menos que genial. Sobre um outro livro dele, Castelo de Âmbar, quem lê se diz muito bem impressionado tanto pelo enredo, como a narrativa, os personagens, a linguagem e tudo o mais. É um livro onde ele conta sobre a promiscuidade das relações dos empresários com a imprensa. Por causa disso e ainda pela grandeza, notoriedade e reputação do autor, se espera que a leitura do Sombra do Silêncio, seja a superação da própria existência.


Que decepção! O texto é apresentado de forma barroca, rococó e numa confusão de paisagem de São Paulo, se contrapondo a paisagens da Itália, que o leitor - de quando em vez - precisa voltar a página, pra ver mesmo se entendeu o que estava lendo. No começo, parece tratar-se de uma excessiva e injustificada erudição. Na seqüência dá vontade de jogar o livro pela janela. Ninguém entende como um autor, da envergadura de Mino Carta, faz um livro cuja leitura vira uma coisa complicada, difícil, arrastada, que ao invés de proporcionar prazer, acaba deixando o leitor com complexo de Cinderela, ignorante, parvo e tolo. A história do livro é tosca e pobre. O livro também. O que, francamente, não dá pra entender. Não de um nome da capacidade intelectual de Mino Carta. Mas talvez seja mesmo aquele velho e bom ditadinho popular: lé com lé, cré com cré. Jornalista é jornalista e escritor é escritor. Petulância à parte, o livro é muito ruim.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de amor entre Mercúrio e Core Mio, a mulher mais bonita do bairro, que acontece entre as ruas Ausônia e Áurea...

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O sol de inverno se punha e Mercúcio cruzou com Core Mio na praça do Coreto. Ela saía da escola e se encaminhava para casa. Ele ia ao lupanar. O passo de Core Mio era como de hábito firme e cadenciado, mas no retomo ao lar de Garibaldo e Conchetina o desânimo da adolescente descia para os pés e os tornava lentos. Mercúcio estava com pressa, roubava tempo ao trabalho na reportagem do Arauto, o que suscitava a fimbria dura de remorso, sem aplacar o tormento ofegante da expectativa do prazer. Desta vez não trocaram olhares. Mercúcio pisava sombras que alongam despedidas, esmagava folhas que: crepitam queixumes, e assim marchou até o número 567 da rua Douro, travessa da praça do Coreto, a trezentos metros do colégio de Core Mio. Há quase um ano freqüentava o gracioso sobrado, outrora senhorial. Ali comparecera pela primeira vez em companhia de Botafogo, assíduo no endereço dos mais celebrados da cidade, e logo no corredor, no qual relanceavam intermitentes as portas dos quartos, deu com Genciana, de alvura singular em meio às morenas. Ela foi ao seu encontro, parecia estar à espera, esticou a mão e o acariciou no rosto com toque de borboleta, disse: - Oi, precioso jornal e as guardara no fundo do armário. Nas horas de folga, visitava Genciana três vezes por semana. O inverno chegou frio e tenso. Até os alquimistas da retórica e os filiados à Associação dos Filhos de Maria, numerosos na faculdade e ocupantes cativos das primeiras fileiras de carteiras, de onde dirigiam aos mestres as perguntas que os próprios almejavam, até estes aderiram à campanha nacionalista contra a compra, por empresa de Samueland, das principais jazidas de ferro. As manifestações não eram do apreço do Arauro, que as verberava em textos ditados pelo diretor-proprietário aos editorialistas, importados das Gálias. Mercúcio perguntava a Alberto Alberti, secretário do jornal, espírito rebelde temperado pela ilusão: - Têm ideologia carmesim e se prestam a serem escribas destes editoriais reacionários? - Bem, eles não põem idéias, só passam a limpo a fala do patrão, enxertam umas tantas imagens, salpicam de metáforas, ornam com adjetivos escolhidos a dedo... - Mas isso não os deixa mal consigo mesmo? Sempre chega a hora de se olhar no espelho... Mercúcio irrita-se, está à beira da crise de fúria. Clássica. E Alberti, paciente: - Eles dão muito valor à frase do velho Bulhões Pereira: "Nos meus revolucionários ninguém põe a mão". Estão agradecidos e por ele fazem qualquer coisa. Os eventos impediram Mercúcio de ter com Genciana na segunda, foi na terça. A cafetina o brindou com um olhar de brejeiro a malicioso. - Genciana foi embora. - Embora como? - Embora, embora. Não volta mais. Deixou uma carta para você. Em papel pautado, escrita com caligrafia digna do primário completo e sem erros de gramática. "Meu precioso, aconteceu, me caso. Estou com trinta e na hora de viver com mais segurança, para mim e minha filha. Ele tem o dobro de idade, é bom homem e fazendeiro. Volto à terra. Vinha uma vez por mês, há quatro anos, pontual e respeitador, e há tempos falava em casamento. Enfim, aceitei. Sei que você não vai chorar, mas gostaria que de vez em quando se lembrasse de mim. Vou amá-lo para sempre. Assinado: Genciana.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A folha de S.Paulo trazia, lá pelos primeiros meses de 2005, criticas muito favoráveis aos dois livros do Mino Carta: Castelo de Âmbar e a Sombra do Silêncio.Comprei este, numa livraria de cujo nome não me lembro, e danei em procurar o Castelo de Âmbar: nunca encontrado.


 

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