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Os Doze Trabalhos de Hercules - 1º Volume

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Os Doze Trabalhos de Hercules - 1º Volume

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 300

Ano de edição: 1951

Peso: 565 g

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Marcio Mafra
21/05/2006 às 13:31
Brasília - DF

O 1º e o 2º volume dos Doze Trabalhos de Hercules, foi um hercúleo esforço do autor para incutir nos leitorzinhos brasileiros - todo o berço da cultura e civilização - a beleza das histórias dos mitos, deuses e ícones da civilização grega.

Por iniciativa de uma conversa de Pedrinho com Dona Benta, ele mais Narizinho e seus inseparáveis companheiros retornaram à grécia e "viveram" as 4 historias do primeiro volume e as 6 do segundo volume. Mas, é muita repetição, já passada no Minotauro e em outros livros desta "coleção infantil". Acaba sendo muito, do mesmo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Doze trabalhos de hercules são as historias com nome de:
O leão de nemeia,
A hidra de lerna,
A corça dos pés de bronze,

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os Argonautas. - E que fizeram esses Argonautas? quis saber Emilia. - Embarcaram no navio Argo. . . - E daí lhes vem o nome de Argonautas, observou sabiamente o visconde. Nauta quer dizer navegador. Argonautas são os navegadores do Argo. Minervino olhou para o visconde com espanto. Como sabia coisas aquela aranha de cartola! Depois contou que até Heracles fazia parte desse grupo de navegadores - Heracles, Castor, Polux, Orfeu, Telamon, Peleu, todos comandados por Jasão. - Era um grupo de heróis dos mais luzidos e valentes - e tinha de ser assim, dadas as tremendas dificuldades da empresa. A ordem do rei a Jasão era para lhe trazerem o Vélo de Ouro "custasse o que custasse..." - E como foi que eles pegaram o pelego? Como se livraram do dragão? - Ah, a historia é comprida! respondeu o viandante. O rei da Colquida tinha duas filhas feiticeiras, uma de nome Circe, muito formosa, e outra de nome Medeia, que ia ficar famosíssima justamente por causa da expedição dos Argonautas. Quando o Argo, depois de muitas voltas, chegou á Colquida, Medeia conheceu Jasão e apaixonou-se. Foi um namoro que rendeu grandes coisas. Jasão contou-lhe muito em segredo ao que vinha, isto é, que vinha roubar o Vélo de Ouro. Medeia, assustou-se. O dragão era de fato terrível e invencível, e acabaria devorando todos os Argonautas, se por acaso o atacassem de frente. Era preciso recorrerem astúcia. "Vou fazer uma coisa", disse Medeia. "Sou mágica; sei de drogas para tudo e tenho uma que fará o dragão adormecer; esse dragão está guardando o vélo justamente porque tem a propriedade de dormir com um olho e vigiar com os dois - e então você furta o vélo." - Estou vendo, disse Emilia, que nessa aventura dos Argonautas o verdadeiro herói não foi Jasão nem nenhum de seus companheiros. Foi Cupido. . . - Quem é Cupido? perguntou o viandante. O visconde explicou que Eros, o deus do Amor, iria chamar-se mais tarde Cupido, "porque todos estes deuses gregos de hoje vão mudar de nome; Zeus passará a ser Júpiter; Hera virará Juno; Palas passará a ser Minerva - e assim por diante. Até o meu amo Heracles passará a ser Hercules". - Hum!. . . exclamou o viandante como quem afinal compreende uma coisa. Estou agora entendendo porque vocês o tratam de Hercules. . . - Sim, disse o visconde. Meu amo é Heracles para vocês aqui desta Grécia Heróica. Nos nossos tempos modernos ele é Hercules, como Eros é Cupido... Continue lá a sua historia. O viandante continuou: - Pois graças ao filtro que Medeia deu ao dragão é que o seu namorado conseguiu a pele do carneiro. O pobre dragão, pela primeira vez na vida, adormeceu com os dois olhos. . . Obtida a pele, o que aos Argonautas restava era fugirem dali com a maior rapidez - e lá zarpou o Argo com todas as velas soltas, levando a bordo Medeia. - Fugiu com o namorado então? - Fugiu e foram juntos para Eólicos, onde se casaram e ela realizou mágicas famosas..."


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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