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A Chave do Tamanho

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A Chave do Tamanho

Livro Ótimo - 2 opiniões

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 210

Ano de edição: 1951

Peso: 410 g

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Excelente
Rogério Antônio Rosa
09/07/2018 às 08:57
Bento Gonçalves - RS
Este livro demonstrou a preocupação de Monteiro Lobato em levar assuntos tão delicados ao seu público infantil. Apresentando discussões geopolíticas sem julgamentos prévios, Lobato põe sua Emília frente a frente com Hitler, a leva à Casa Branca, e a põe para presidir um plebiscito que definirá o destino de todos os pobres seres humanos. Afinal, de pequena a boneca só tem a estatura!

Bom
Marcio Mafra
21/05/2006 às 13:20
Brasília - DF

A Chave do Tamanho, embora uma história muito boa e imaginativa, guarda certa semelhança com as Viagens de Gulliver, cujas histórias precedem a edição de Monteiro Lobato. Ainda assim é história boa em quase todos os seus 25 capítulos, inclusive no capitulo do "retorno" ao tamanho anterior.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Aventura contada por Emilia, onde ela usa a Chave do tamanho para reduzir - por uns tempos - o tamanho das pessoas, coisas e criaturas.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A torneira ficava a cinco palmos do chão, isto é, a cem alturas da Emilia. Pareceu-lhe a maior torneira do mundo. - Em geral as torneiras de jardim não ficam bem fechadas, pensou ela, de modo que de vez em quando cai um pingo. Lá, portanto, é provável que eu encontre água. Emilia desceu da folha de samambaia e avançou na direção da calçada. Teve a sorte de ver no chão uma folha de iuca mexicana, que o jardineiro podara na véspera e deixara caída por ali (talvez o "apequenamento" o tivesse colhido durante o trabalho). Onde andaria o pobre jardineiro ? No papo de algum passarinho, com certeza. Emilia caminhou muito bem por cima da folha de iuca e assim chegou á beira da calçada sem judiar dos pezinhos na dureza das pedras. A altura da calçada seria duns 20 centímetros, o que representava 20 alturas da Emilia, de modo que ela ficou a olhar para semelhante barreira como se fosse a muralha da China. Que colosso! Como galgar tamanha escarpa ? Se fosse formiga, dotada de seis patinhas, nada mais simples; naquele momento duas formigas ruivas subiam pela pedra com a mesma facilidade com que andavam no plano. Mas para um bípede de um centímetro de altura, obstáculos de um palmo são muralhas intransponíveis. Emilia seguiu pela beira inferior da calçada, na esperança de encontrar um "subidor" qualquer. Logo adiante deu com uma imensa "cobra vermelha", que descia da calçada, atravessava o pedregulho e afundava a "cabeça amarela" na grama do canteiro próximo. Emilia aproximou-se cautelosamente. Viu que era o cano de borracha do jardim. Parou diante dele. Mediu-o com os olhos. Diâmetro igual a três vezes a sua altura. Se pudesse trepar e caminhar por sobre esse cano, ser-lhe-ia fácil transpor a escarpa e descer no cimento. Por felicidade, a "cabeça da cobra"; isto é, o esguicho de metal amarelo, afundava na grama do canteiro. Emilia foi para lá, agarrou-se ás folhinhas de grama e depois de varias manobras conseguiu trepar sobre a borracha. O resto foi fácil. Seguiu pelo ,cano até á escarpa, isto é, o ponto em que o cano subia do pedregulho á calçada. Esse trecho íngreme ela o galgou de, gatinhas. Ótimo. Estava outra vez no horizontal, em cima da calçada. Com as mãos na cintura, Emilia contemplou a paisagem. Que calçada imensa, Deus do céu! Parecia o deserto do Saara. Deixando-se escorregar do cano abaixo, encaminhou-se para a torneira. Como era gostoso andar no liso do cimento! Até deu uma corridinha. Bem debaixo da torneira, olhou para cima. Haveria algum pingo em formação naquelas alturas impossível perceber. Súbito, sem aviso, um pingão, plaft! pingou em cima dela e esborrachou-a no cimento. Que banho! Emilia ficou atordoada por vários segundos. Nunca supôs que um pingo d'água pesasse tanto. Erguendo-se, bebeu, á moda dos animais, numa das pocinhas formadas pelos respingos, e aproveitou a ocasião para um banho. - Que coisa curiosa! exclamou enquanto se esfregava. Estou nua e não sinto a menor vergonha. Será que isso de vergonha depende do tamanho das criaturas ? Deve ser, porque entre os homens a vergonha era só para os adultos. As criancinhas novas não mostravam vergonha nenhuma, nem ninguém se ofendia de ve-las nuas. Aprendi mais essa: vergonha é coisa que depende do tamanho. A torneira ficava perto de uma enorme escadaria de cinco degraus - a escadinha da varanda das trepadeiras. Lá no quarto degrau Emilia percebeu viventes. Firmou a vista. Eram dois insetos cor de rosa e um preto - insetos desconhecidos e evidentemente descascados. Chegando mais perto, compreendeu tudo. - Mas Deus do céu! Aquilo é gente!. . . Era de fato gente - gentinha como ela - os donos da casa com certeza. O inseto preto seria uma tia Nastácia de lá - a cozinheira. E Emilia teve assim a primeira prova provada de que o apequenamento também havia alcançado outras criaturas.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde. Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio. Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente. Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas. Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los. Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos. Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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