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Histórias de Tia Nastacia

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Histórias de Tia Nastacia

Livro Bom - 3 opiniões

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 210

Ano de edição: 1951

Peso: 425 g

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Bom
julia reis ribeiro
21/02/2015 às 10:36
Cruzeiro - SP
Eu já li Histórias de Tia Nastacia na minha escola e adorei. Recomendo sua leitura.


Excelente
Carol Oliveira
04/01/2007 às 12:29
Brasília - DF

Eu gostei muito do livro, pois conta historias magníficas que certas pessoas nunca lerão e dou 10, pelas historias serem tão divertidas . Demorei bastante tempo para ler o livro, mas em compensação aprendi coisas magníficas e com isto eu consegui despertar a minha imaginação, pois ficava pensando como acontecia a historia, como se comportavam os personagens, como eram os lugares, os trajes e outras coisas. A historia que eu mais gostei foi a do bicho Manjaléu. A parte dessa historia que eu mais gostei foi quando ele falou onde ficava a sua vida. Vou contar esta parte: "Minha vida esta no mar. Lá no fundo há um caixão; nesse caixão há uma pedra; nessa pedra há uma pomba; dentro da pomba há um ovo; dentro do ovo há uma velinha, que é a minha vida."


(Carol Oliveira, em 2007 tinha 10 anos de idade)


Bom
Marcio Mafra
20/05/2006 às 12:27
Brasília - DF

As historias de Tia Nastácia, supersticiosa ao extremo, uma das personagens mais sábias em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de casos e acredita numa série de superstições. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa. São quase 40 contos curtos. Todos no mesmo estilo, mas são historias complementares e vividas no Sitio de Dona Benta.

A leitura é boa e mais fácil de ser realizada por leitores crianças, notadamente por serem histórias curtas.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

São mais de 30 contos e historias protagonizadas pela Tia Anastácia, todas girando ao redor das coisas e personagens do sitio do picapau amarelo

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O bom diabo. Houve um rei que tinha um filho de dezoito anos. "Meu filho, disse a rainha, é tempo de eu ler a tua sina" e leu a sina do moço. Oh, bem triste! O moço tinha a sina de morrer enforcado. A rainha caiu numa grande tristeza, mas nada contou ao filho. "Que abatimento é esse, minha mãe ?" perguntava ele, e a rainha suspirava. Mas tanto ele insistiu com sua mãe para que lhe contasse a causa da tristeza, que ela contou. "Meu filho, é que tua sina é morreres enforcado". O rapaz procurou consola-la, dizendo que morrer todos morriam, e que tanto fazia morrer disto como daquilo. Mas já que sua sina era aquela, só desejava uma coisa: licença para correr mundo e ser enforcado longe dali, de modo que não desse maior desgosto aos seus. A rainha sentiu mas concedeu a licença pedida. No dia da partida o rei deu-lhe uma grande soma de dinheiro para a viagem - e lá se foi ele pelo mundo afora. Ocorreu cidades e reinos, até que por fim chegou a um sitio onde havia uma capela de S. Miguel, com a imagem deste santo e a figura do diabo, mas tudo em ruínas. O príncipe parou ali, com a idéia de reconstruir a capelinha e restaurar as imagens. Chamou operários e pôs mãos á obra. Deixou tudo novinho em folha, uma beleza. Quando o pintor veio receber o seu dinheiro, contou que sobrara um pouco de tinta porque havia deixado de pintar a figura do diabo. - Por que o não pintou ? Pinte o diabo também, ordenou o príncipe. E o pintor pintou o diabo. Concluída aquela tarefa, o príncipe continuou sua viagem pelo mundo. Certo dia foi dar á casa duma velha, á qual pediu pouso. Entrou, jantou, e depois começou a contar o dinheiro que ainda lhe restava. Vendo aquilo, a velha foi correndo dizer ás autoridades que estava em sua casa um ladrão, contando o dinheiro que lhe havia roubado. Veio uma escolta, que prendeu o príncipe. Foi processado, julgado e condenado á morte na forca. Mas no dia em que tinha de ser morto lá na capelinha de S. Miguel o santo pôs-se a conversar com o diabo. - Então, estás agora bonito, hein, diabo ? - É verdade. Pintaram-me inteirinho. - E não sabes quem consertou esta capela e nos pintou? O diabo não sabia; o santo contou-lhe a historia do príncipe que passara por ali, e disse mais que esse pobre moço fora preso, processado e julgado, e naquele mesmo dia ia ser erguido a uma forca por causa das intrigas de certa velha. O diabo não quis ouvir mais. Pulou num cavalo e foi voando á casa da velha; agarrou-a e levou-a ao rei, fazendo-a confessar toda a sua maquinação contra o moço. O rei deu ordem para que soltassem o preso e o trouxessem á sua presença. O diabo montou no cavalo e voou para a prisão onde o príncipe ia ser enforcado, e apresentou ao carrasco a ordem de soltura. O carrasco entregou-lhe o condenado, que lá se foi com o diabo para o palácio do rei. O rei indagou do príncipe quem era ele e de onde vinha. Sabendo de tudo, condenou a velha a restituir-lhe o dinheiro e a ir para a prisão em lugar dele. Terminado o caso, o moço partiu novamente a correr mundo. Pelo caminho encontrou um fidalgo, ao qual contou tudo. O fidalgo disse: - E não sabes quem te valeu ? - Não sei de nada, respondeu o príncipe. - Pois fica sabendo que foi o diabo da capelinha de S. Miguel, e esse diabo sou eu. No dia em que iam enforcar-te, S. Miguel me contou tudo. Montei num cavalo e voei á casa da velha; agarrei-a e levei -a ao rei, para que tudo se esclarecesse. - E a que devo eu tanta bondade ? perguntou o príncipe. - Ah! exclamou o diabo, rindo-se. Tudo deves alquile bocadinho de tinta que mandaste aplicar sobre minha figura. Agora estás livre da má sina, porque a velha vai ser enforcada em teu lugar. Podes voltar sossegadamente ao reino de teu pai, que nada mais te acontecerá. O príncipe assim fez. Antes, porém, voltou á capelinha de S. Miguel para agradecer ao bom santo - e enquanto rezava viu a figura do diabo muito contente da vida na sua pintura nova. - Pois gostei! gritou Emilia. Está ai uma historinha que descansa a gente daquelas repetições das outras. E mais que tudo gostei da camaradagem entre o santo e o diabo. - Sim, disse dona Benta. Como os dois vivessem na mesma capela, sozinhos, acabaram em muito bons termos, como se vê na historia. O diabo é o símbolo da maldade, mas até a maldade amansa quando em companhia da bondade. De viverem juntos ali na capelinha, o santo e o diabo se transformaram em amigos, e os bons sentimentos de um passaram para o outro. - Influencia do meio! gritou Pedrinho, que andava a ler Darwin. Narizinho confessou que gostava muito das historias com o diabo dentro, e disse que todas elas confirmavam o dito popular de que o diabo não é tão feio como o pintam. - Credo! exclamou tia Nastácia fazendo três benzeduras. Como é que uma menina de boa educação tem coragem de dizer isso do canhoto? Narizinho. arregalou os olhos. - Como? É boa! Pois você mesma não acaba de contar a historia dum diabo bom? - Mas isso é historia, menina. Historia é mentira. O "cão" é "cão", Não muda de ruindade. - Se o cão é cão, viva o diabo! gritou Emilia. Não ha animal melhor, nem mais nobre que o cão. Chamar ao diabo cão, é fazer-lhe o maior elogio possível. - Dona Benta, exclamou tia Nastácia horrorizada, tranque a boca dessas crianças. Estão ficando os maiores hereges deste mundo. Chegam até a defender o canhoto, credo!... - Olhe, Nastácia, se você conta mais três historias de diabo como essa, até eu sou capaz de dar um viva ao canhoto, respondeu dona Benta. Tia Nastácia botou as mãos e pôs-se a rezar.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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