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Memórias da Emília e Peter Pan

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Memórias da Emília e Peter Pan

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 262

Ano de edição: 1951

Peso: 505 g

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Ruim
Marcio Mafra
20/05/2006 às 11:19
Brasília - DF

Memórias da Emilia, é um xerox, um repeteco desmedido de historietinhas do Sitio de Dona Benta. Não tem graça. É chatice repetitiva igual a programação de TV falida, que repete os mesmos filmes toda semana. Já Peter Pan, é a história do Walter Disney, sem tirar nem por, com um viés caipira. Ambos fraquinhos e nada originais.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Memórias da Emília, são 15 contos que narram a relação de outros personagens do Sitio do Picapau Amarelo com a Emilia.
Peter Pan é a historia do menino que não queria crescer, contada por Dona Benta.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A historia do anjinho corre mundo. O rei da Inglaterra manda ao sitio de dona Benta um navio cheio de crianças. As conversas de Emilia com o anjinho não tinham fim, e por mais que ela explicasse as coisas da Terra, ele cada vez as entendia menos. Uma terrível embrulhada foi se formando em sua cabecinha.
Enquanto isso as duas velhas tratavam-lhe da asa quebrada com ungüentos e emplastros. Emilia não gostou daquilo.
- "Se o anjinho sarar, disse ela, é bem possível que voe e fuja daqui - e como é ?
- "Não voa, não! sossegou tia Nastácia, que, tinha muita pratica de criaturas que voam - galinhas, marrecos e patos. Corto a ponta duma asa dele e quero ver.
A presença do anjinho no sitio foi causa de muitas brigas, porque a boneca se considerava dona dele. Ela o descobrira: logo, era seu. Daí os terríveis pegas com Pedrinho e Narizinho.
- "Ela está monopolizando o anjo, vovó! queixava-se a menina. Não o larga, atropela o
dia inteiro o coitadinho com as tais filosofias da vida. Eu, se fosse a senhora, tomava o anjinho dela.
Mas dona Benta achava graça naquilo e ia deixando.
A historia do anjinho começou a correr mundo. Toda gente das redondezas veio ve-lo. Os jornais deram noticias. O radio e o telegrafo transmitiram essas noticias para todos os paises. E de tal modo a novidade se espalhou que as crianças do mundo inteiro ficaram assanhadíssimas para conhecer o anjinho. Queriam á viva força vir ao sitio brincar com ele.
Mas virem como, se as crianças do mundo são milhões? Os pais e as mães explicavam aos filhos que era o maior dos absurdos pensarem em semelhante coisa. Acontece, porem, que quando uma criança quer vivamente uma coisa e não consegue, dá de emagrecer, fica doentinha, cheia de bichas. E as crianças do mundo inteiro começaram a ficar doentinhas e lombriguentas de tanto desejo de virem ao sitio.
A situação tornou-se tão grave que o rei da Inglaterra, o presidente Roosevelt, o fuehrer da Alemanha, o duce da Italia, o imperador do Japão e o negus da Etiópia se reuniram em conferencia para tratar do assunto. Depois de muita discussão ficou assentado que todas as crianças do mundo seriam levadas ao sitio de dona Benta. Mas por partes. Primeiro as de um país; depois as de outro - e assim até o ultimo.
Para saber quais iriam primeiro, foi preciso tirar a sorte. O presidente Roosevelt escreveu o nome de cada país num pedacinho de papel e os botou, bem dobrados, dentro do chapéu de dois bicos do imperador do Japão. Em seguida pediu ao negus, que era o mais velho, para tirar um. A sorte favoreceu as crianças da Inglaterra.
Quando saiu nos jornais a noticia desse fato, foi um hurra imenso no Império Britânico e uma choradeira ainda maior nos outros paises.
O rei da Inglaterra, então, mandou preparar um grande navio cheio de doces, brinquedos e livros de figuras, e nele embarcou a criançada inglesa sob as ordens dum dos seus melhores -almirantes - o almirante Brown. Ele iria leva-las ao sitio de dona Benta.
Viva! Viva! Viva! A criançada inglesa, no dia marcado para o embarque, encheu o enorme transatlântico "Wonderland", na maior algazarra e pinoteamento. Ficou aquilo que nem um enorme viveiro de periquitos louros. O pobre almirante levava as mãos aos ouvidos, murmurando:
-Será possível que este barulho dure até chegarmos ao sitio de dona Benta.
Quasi ficou doido o pobre homem, porque, como era a única gente grande de bordo (sem contar os marinheiros da tripulação), tinha de atender a tudo, apaziguar as terríveis brigas que a cada instante surgiam, por causa dum doce maior que outro ou dum livro de figuras que varias crianças queriam ver ao mesmo tempo.
Felizmente não houve temporal durante a viagem, de modo que as crianças não enjoaram, chegando ao Brasil em perfeito estado.
O momento da invasão do sitio de dona Benta foi importante. A boa senhora não fôra avisada, de modo que teve a maior surpresa de toda a sua longa vida de mais de sessenta anos.


  • Descrição dos personagens

    Autor: Rede Globo de TV

    Veículo: Rede Globo de Tv 2006

    Fonte:

     A reunião de livros escritos por Monteiro Lobato contando as peripécias de Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, tia Anastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa, formam sua mais importante e conhecida obra: O Sítio do Pica pau Amarelo. Dona Benta é a vovó de Narizinho e Pedrinho. Ela lê muito e é excelente contadora de histórias. Domina vários idiomas, tem uma grande cultura e sabe de tudo que acontece no mundo. Dona Benta mora no Sítio do Pica pau Amarelo.

    • Pedrinho é um menino de dez anos que mora com a mãe na cidade. Sua mãe chama-se Antonica e é filha da Dona Benta. Ele vai para o Sítio todas as férias. Pedrinho gosta de aventuras, como caçar onça e Saci.
    • O Saci é uma figura popular do nosso folclore. Ele é um negrinho de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e pita um cachimbo. Ele se torna amigo de Pedrinho quando o menino o captura dentro de um redemoinho mas depois lhe devolve a liberdade. Aí então, o Saci mostra a floresta e todos seus habitantes para Pedrinho.
    • A Cuca também é um personagem do folclore brasileiro. Ela é uma bruxa com cara e corpo de jacaré. Malvada, ela vive em sua caverna escura, criando poções mágicas e planejando invadir o Sítio. Quando fica brava, de muito longe ouve-se o seu urro de raiva.
    • Narizinho, a neta de Dona Benta e prima de Pedrinho, tem oito anos e mora no Sítio. Seu nome é Lúcia e, por causa de seu nariz arrebitado, é chamada de Narizinho. É uma menina gentil, carinhosa e inteligente. Foi criada na roça e sabe subir em árvores e pescar. Sua paixão é a boneca de pano Emília.
    • A Emília, no começo, era apenas uma boneca de pano, feita de uma saia velha de Tia Nastácia. Mas, depois de tomar as pílulas falantes do Doutor Caramujo, não parou mais de falar. Cheia de idéias e mandona, lidera a maioria das aventuras das crianças.
    • Tia Nastácia é sábia em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de "causos" e acredita numa série de superstições. Ótima cozinheira, seus quitutes são famosos na redondeza. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa..
    • Rabicó é um leitão, guloso e covarde. Ganhou esse nome por causa do rabo curtinho. Está sempre fuçando o lixo atrás de comida, mas morre de medo da Tia Nastácia. Virou Marquês de Rabicó e casou-se com a Emília, por vontade de Narizinho.
    • Tio Barnabé é um "preto velho" que sabe de todos os mistérios do mato. Foi ele quem ensinou Pedrinho a pegar o Saci. Tio Barnabé cuida da Vaca Mocha e das galinhas.
    • Visconde de Sabugosa é um boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho. Ele o deixou na biblioteca o que transformou o Visconde em um sábio, que está sempre pesquisando e estudando sobre vários assuntos. O Visconde tem um laboratório, no porão da casa de Dona Benta. Uma de suas invenções é o pó de Pirlimpimpim que leva as crianças do Sítio em muitas viagens.
    • Quindim é um rinoceronte africano, domesticado, que fugiu de um circo. Muito doce e falante, tornou-se o guardião do Sítio, pelo seu tamanho e sua força. Ele sabe muito sobre gramática e outras ciências, guiando as crianças no País da Gramática.
    • O Burro Falante foi salvo pelas crianças das garras de um tigre no País das Fábulas. É educado e fala muito bem. Ele fica no quintal com Quindim, lendo e conversando. Como sempre dá bons conselhos, a Emília deu-lhe o nome de Conselheiro.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.
Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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