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História do Mundo Para as Crianças

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História do Mundo Para as Crianças

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 313

Ano de edição: 1951

Peso: 580 g

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Ótimo
Marcio Mafra
20/05/2006 às 11:14
Brasília - DF

A história deste livro é muito boa, tanto para crianças como para os adultos.

É mais ou menos como se fora uma apresentação do mundo para a criançada. Começa explicando como começou o mundo, como se chegou ao fogo e ao avião. Depois vem os gregos, os romanos, os judeus e os os assírios. Explica como são os pobres e os ricos.

Passa ainda pelo Marco Polo,Guttemberg, descobridores e pela música, terminando com a Segunda Guerra e Hiroshima. Tudo isso, em escritos da época de Monteiro Lobato. Mistura de lendas, historia, fatos, verdades, e coisas importantes dos anos quarenta.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

História do mundo, é a propria. Contada por dona Benta, para as "suas" crianças.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A grande revolução. Pedrinho perdeu o sono naquela noite. As palavras de dona Benta o haviam impressionado profundamente. Na manhã seguinte Emilia procurou-o e disse: - Nós precisamos endireitar o mundo, Pedrinho. - Nós, quem, Emilia? - Nós, crianças; nós que temos imaginação. Dos "adultos" nada ha a esperar. . . - Dobre a língua, hein? Quando falar em "adultos", excetue vovó e Simão Bolívar. Na noite daquele dia dona Benta serenou e começou a falar em revolução. - Isso de revolução dos povos, disse ela, é doença que pega. Houve a revolução americana, feita por Washington. A vitória dos norte-americanos animou os sul-americanos a fazerem o mesmo. E por fim até a Europa começou a libertar-se das velhas tiranias. Os triunfos obtidos pelos povos das Américas abriu os olhos ao povo francês. A razão do povo francês revoltar-se foi o grau extremo a que chegaram os abusos da realeza e da aristocracia; os reis e os nobres tinham tudo - o povo não tinha nada. Na América os impostos não eram muito pesados, mas tinham o defeito de não se aplicarem lá; na França os impostos esmagavam o povo, arrancavam o couro e o cabelo dos pobres. Por esse tempo reinava na França o Luiz numero XVI, casado com uma princesa austríaca de nome Maria Antonieta. Muito boa gente, os dois, mas incapazes de compreender o que ia pelo país. Vivendo naquela festa continua da Corte, imaginavam que a França fosse a Corte. Ignoravam o estado de infinita miséria em que trinta milhões de franceses haviam caído para que a festança de Versalhes continuasse a deslumbrar o mundo. Ficou tão pobre o povo, que a única coisa que tinha para comer consistia no chamado pão preto. Tudo quanto o seu trabalho produzia era arrancado para uso do rei e da nobreza. Se alguém se queixava, prisão com ele. Metiam-no em cárceres onde o desgraçado ficava apodrecendo até morrer. A ignorância do rei e da rainha a respeito do estado da pobreza do povo era absoluta. Um dia, em que disseram perto de Maria Antonieta que o povo estava sem pão para comer, ela replicou com toda a ingenuidade; "Pois se não tem pão, por que não come bolos!" Para remediar o mau estado das coisas reuniu-se um congresso de representantes do povo, com o nome de Assembléia Nacional. Esse congresso começou a estudar o assunto e a propor remédios. O povo, porém, havia sofrido demais. Sua cólera contra o rei e os nobres começava a extravasar. Nada poderia conter-lhe a fúria de vingança. A revolta, afinal, rompeu na rua. O povo de Paris reuniu-se em massa para atacar a Bastilha. Os presos que lá se achavam foram soltos e os guardas assassinados: em seguida a multidão passeou pela cidade com as cabeças deles na ponta de paus. O numero de presos soltos fora insignificante, pois só se achavam na Bastilha uma dúzia, de modo que essa famosa tomada da Bastilha só teve importância como sinal de que dali por diante o povo não mais respeitaria coisa nenhuma. Deu-se no dia 14 de julho de 1789, dia que marca o começo da grande Revolução Francesa. O general La Fayette, que por esse tempo já havia voltado da América, mandou mais tarde ao seu amigo Washington as chaves da Bastilha, como lembrança do movimento que libertara a França da tirania dos reis. Luiz XVI e Maria Antonieta moravam no belo palácio de Versalhes rodeados daquele infinito bando de moscas douradas. Ao terem noticia do que se estava passando em Paris, as moscas compreenderam tratar-se de coisa muito séria e rasparam-se. O rei ficou quase sozinho. Criando coragem, a Assembléia Nacional votou uma declaração dos direitos, chamada Declaração dos Direitos do Homem, que se assemelhava muito á Declaração da Independência dos americanos. Nela se dizia que todos os homens eram iguais e livres; que só o povo tinha o direito de fazer as leis e que essas leis obrigavam a todos sem exceção de ninguém. Tal declaração, portanto, acabava ao mesmo tempo com os reis por direito divino e com os privilégios dos nobres. Logo depois da votação, o povo de Paris, esfaimado e em andrajos, organizou uma marcha, a Versalhes,aos gritos de "Pão! Pão!" Ao chegar ao palácio real a multidão invadiu-o, a despeito da resistência dos guardas, e pondo na cabeça do rei um barrete vermelho, símbolo da revolução, conduziu-o, justamente com a rainha, a Paris, onde foram guardados como prisioneiros. Enquanto isso a Assembléia Nacional continuava os seus trabalhos de reforma de tudo, e por fim votou a Constituição que dali por diante deveria reger a França. Mas por essa constituição o rei continuava a governar o país. O povo não quis saber disso. Estava cansado de reis. Queria a republica - e a França acabou virando republica. Em seguida, o casal de reis foi julgado e condenado á morte. - E cortaram-lhes as cabeças como os ingleses fizeram a Carlos I? - Sim. Um medico, chamado Guillotin, havia inventado uma maquina de cortar cabeças que recebeu o nome de guilhotina. As cabeças de Luiz XVI e Maria Antonieta foram cortadas com essa maquina. . Mas o povo não sossegou com isso. Tinha receio de que os partidários dos reis conseguissem botar outro no trono; e como os partidários dos reis fossem os nobres o povo resolveu acabar com os nobres. Foi um período trágico. A guilhotina trabalhava sem cessar na sua horrível tarefa de cortar cabeças. Toda pessoa de mãos finas era considerada como pertencente ao grupo dos inimigos do povo e guilhotinada. Esse horroroso período da Revolução Francesa recebeu o nome de Reino do Terror. Três homens dirigiam a grande matança - Marat, Robespierre e Danton. Marat acabou assassinado no banho por uma linda moça chamada Carlota Corday. Danton foi guilhotinado. Ficou Robespierre sozinho, como dono da França - matando, matando sem cessar. Se alguém dava o mais leve sinal de ter a menor simpatia pelos reis, era imediatamente guilhotinado. Cometeram-se nesse tempo os maiores horrores e as maiores injustiças. Quem queria tomar vingança dum inimigo bastava denuncia-lo como amigo dos reis - e sem demora a cabeça do desgraçado rolava por terra. Não era preciso provar coisa nenhuma. A simples suspeita bastava. Ninguém se sentia seguro. A fúria de guilhotinar tornou-se tamanha que foi preciso construir ao pé da guilhotina uma canalização para o escoamento do sangue. Por fim viram que a guilhotina era muito lenta para dar conta da tarefa. Começaram a matar os prisioneiros em massa. Amontoavam-nos em certos pontos e os matavam a tiros de canhão. O povo estava completamente fora de si, no seu ódio aos reis e á nobreza. Esse ódio voltou-se também contra a religião. Cristo era insultado, e se por acaso lá aparecesse, não escaparia da guilhotina. Na catedral de Nossa Senhora de Paris, que é um dos mais belos monumentos dessa cidade, foi posta no altar uma linda mulher do povo em substituição aos santos. Era uma nova deusa - a Deusa Razão. As imagens de Cristo foram trocadas pelos retratos dos chefes revolucionários. A guilhotina substituiu a cruz. Os domingos foram suprimidos. A semana passou a ter dez dias, com um feriado no meio para fazer as vezes do domingo. O calendário foi mudado. Em vez de contar-se o tempo a partir do nascimento de Cristo, passou a ser contado a partir do ano de 1792, data da fundação da republica. Robespierre dominava sozinho. Nisto surgiu a suspeita de que ele queria virar um tirano de poder absoluto - e o agarraram e o levaram também á guilhotina. Sua morte marca o fim do Reino do Terror. A loucura do povo foi serenando e a pobre França, depois de anos de martírio, voltou a ser um país onde o bom senso, e não o delírio da populaça imperava


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.
Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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