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Caçadas de Pedrinho e Hans Staden

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Caçadas de Pedrinho e Hans Staden

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 244

Ano de edição: 1951

Peso: 485 g

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Bom
Marcio Mafra
19/05/2006 às 11:09
Brasília - DF

As Caçadas de Pedrinho é uma historinha de caçada infantil. Nada mais. Nem menos. Sem graça. Caçada de adulto já é coisa sem graça, caçada de criança é excesso de imaginação. Já Hans Staden é mais elaborada. Trata-se de uma adaptação do livro de contos original editado na Alemanha. Hans Staden foi um aventureiro, que viajou da Alemanha para o Brasil e virou prisioneiro dos índios tupinambás. A história de Lobato se dá em torno disso, contada por Dona Benta. Boa qualidade, mas falta tesão na história.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Doze contos de Pedrinho, Emilia e alguns dos outros personagens do "Reinações de Narizinho" ou do "Sitio do Picapau Amarelo"
Hans Staden, é um conto da história do alemão, aventureiro, que faz uma viagem de navio, por volta do ano 1550, e dá com os costados no Brasil, onde se envolve com índios.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os Maracás. Dali as índias conduziram Hans para defronte da cabana onde se guardavam os maracás, isto é, os ídolos ou deuses selvagens. Eram cabaças cheias de pedrinhas, atravessadas por um cabo e com uma grande boca pintada, ou recortada. Cada selvagem possuía o seu maracá e o acomodava numa cabana especial, onde lhe dava de comer e o consultava sobre tudo. - Mas o maracá respondia ás consultas? - Respondia, sim, meu filho, como todos os ídolos em todas as religiões respondem ás perguntas de todos os fieis. .. Quem cala consente; os maracás se calavam, logo, respondiam "sim" a todas as consultas dos índios. Depois as mulheres formaram um circulo em redor de Hans, amarraram-lhe ás pernas uns chocalhos e puseram-lhe á cabeça um turbante de penas chamado" araçoiá". Em seguida começaram a dançar, obrigando-o a bater no chão com o pé, para que o ruído dos chocalhos fosse marcando o compasso. O ferimento da perna de Hans não estava cicatrizado, de modo que o misero muito padeceu nessa ocasião. Terminada a festa, as índias entregaram o prisioneiro a Ipirú-guaçú, a quem competia guarda-lo. Ipirú introduziu-o na cabana dos maracás, dizendo-lhe que aqueles ídolos lhes haviam profetizado a captura de um português. Hans Staden redargüiu: - "Esses ídolos não falam nada, ou se falam não dizem a verdade, porque é falso que eu seja português. Sou amigo e parente dos franceses; minha terra se chama Alemanha." Os índios replicaram que era falso, pois se fosse francês não estaria entre portugueses, gente inimiga dos franceses. Disseram ainda que os franceses vinham todos os anos trazer-lhes facas, machados, espelhos, pentes e tesouras, levando em troca pau-brasil, algodão, penas e pimenta. Por isso eram amigos dessa gente. Já com os portugueses fora o contrario. Tinham vindo áquela terra muitos anos antes e logo se ligaram com os seus rivais tupiniquins. Apesar disso, eles, índios, tentaram aproximar-se e penetraram em seus navios, como costumavam fazer nos navios franceses. Mas foram miseravelmente traídos. Quando os pêros viram a bordo um bom numero de tupinambás, agarraram-n'os e entregaram-n'os aos tupiniquins, para que os comessem. Alem disso mataram a tiro muitos que estavam de fora, nas canoas. Essas e outras crueldades fizeram-lhes nascer no coração um ódio de morte contra os peros. - Quer isso dizer que se os portugueses houvessem tratado com justiça aos selvagens do Brasil eles seriam amigos, observou Pedrinho. - Certamente, respondeu dona Benta. Mas os conquistadores do novo mundo, tanto portugueses como espanhóis, eram mais ferozes que os próprios selvagens. Um sentimento só os guiava: a cobiça, a ganância, a sede de enriquecer, e para o conseguirem não vacilaram em destruir nações inteiras, como os aztecas do México e os incas do Peru, povos cuja civilização já era bem adiantada. - Mas como é então, viúvo, que esses homens são gloriosos e a história fala deles como grandes figurões? - Por uma razão muito simples: porque a historia é escrita por eles. Um pirata quando escreve a sua vida está claro que se embeleza de maneira a dar a impressão de que é um magnânimo herói. Ha uma fabula a este respeito. Á entrada de certa cidade erguia-se um grupo de mármore, que representava um homem vencendo na luta ao leão. Passa um leão, contempla aquilo e diz: Muito diferente seria essa estatua, se os leões fossem escultores! Mas voltemos á historia do nosso Hans. Depois que os índios expuseram as razões gerais da inimizade para com os pêros, entraram alguns a alegar motivos particulares. AIkindar e Nhaepepô contaram como os portugueses haviam ferido a seu pai num braço, com um tiro do qual resultou a morte do velho. Esse crime exigia a vingança que sobre Hans ia ser exercida. Hans defendeu-se. Não era português, tinha vindo com os espanhóis; e se o encontraram entre os peros fora devido ao naufrágio que o arrojara ali. Não era português e pois não merecia que a vingança dos índios recaísse sobre sua cabeça. Esse argumento calou no animo dos selvagens, nos quais o sentimento da justiça não era escasso, e foi resolvido que se averiguasse melhor. Meses antes da captura de Hans os tupiniquins haviam arrasado uma aldeia tupinambá; os velhos tinham sido devorados e os moços vendidos aos portugueses. Mais tarde um destes conseguiu fugir para a aldeia de Ubatuba, onde ainda se achava naquela ocasião. Chamaram-no, para prestar depoimento a respeito de Hans. O moço declarou que o conhecera de S. Vicente e que Hans realmente viera em navio de espanhóis, gente, aliás, amiga dos portugueses. Esta declaração melhorou um pouco a situação de Hans, mas não foi suficiente. Pediu ele então que o guardassem vivo até que por ali aparecesse algum filho da França. Os índios concordaram e ficaram á espera de um francês que andava pela zona, a negociar pimenta. Hans respirou. Conhecia a lealdade dos índios. Sabia que se um francês aparecesse e o reconhecesse como irmão, estaria salvo. Ficou, pois, á espera do salvador providencial que, segundo as noticias, não andaria longe daqueles sítios..


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.
Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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