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Viagem ao Ceu e O Saci

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Viagem ao Ceu e O Saci

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 275

Ano de edição: 1951

Peso: 525 g

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Marcio Mafra
13/05/2008 às 11:04
Brasília - DF

Só mesmo com muita boa vontade do leitor "A viagem ao Céu" pode ser algo interessante. Já "O Saci", nem com a boa vontade de ninguém. É uma história que pode ter tido sucesso nos anos 40. É chatinha. Nem com o "Sitio do Picapau Amarelo" servindo de guarda-chuva para todos os personagens da "família" das "reinações de narizinho", nem assim o saci pererê, um dos mais autênticos personagens do folclore brasileiro, ganhou o brilho do sucesso. A causa do não sucesso, certamente, advém da cor e condição social do mesmo: negro e pobre.

A viagem ao céu, é uma aventura de alguns personagens de "do sitio do picapau amarelo" que usando o pó de pirlim-pim-pim chegam ao céu. Mesmo sendo um conto infantil, achei o roteiro da historia bem chatinho e sem graça.

Já o Saci, são contos em que ele é personagem central - pretinho, manco e pobre - sem nenhuma graça, beleza ou mistério. Talvez o personagem mais bem colocado nas histórias do Saci seja a cuca. Mesmo assim, não se consegue dissociar a Cuca do livro, da outra cuca, na TV Globo.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Viagem ao Céu, é um destaque das reinações de Narizinho, que começa com a programação no mês de aniversário de Pedrinho, em que alguns dos personagens viajam...ao céu.
O Saci, também é um destaque surgido de uma pesquisa feita em jornal, por Monteiro Lobato, antes mesmo de se transformar em um escritor de sucesso. Aliás, o Saci Pererê foi sua primeira publicação e um retumbante fracasso.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Terminado o fiunnn que os levou de Saturno á Lua, viram-se bem em cima duma cratera. -Onde será que mora São Jorge disse Pedrinho sondando os horizontes. Só vejo crateras e mais crateras. Casa, nenhuma. Nenhum castelo. . . - O meio de descobrir onde ele mora é um só, sugeriu a menina. Como é hora do lanche, tia Nastácia deve estar no fogão. Procure uma fumaça. Onde houver fumaça, lá mora São Jorge. Pedrinho achou boa a idéia e pôs-se a procurar a fumacinha. Todos fizeram o mesmo. Quem primeiro a descobriu foi o Conselheiro. - Ou muito me engano, disse ele, ou aquele fio de "fumo" que aparece a sudoeste indica a residência do senhor São Jorge. Todos correram naquela direção. De longe já avistaram o santo sentadinho num rochedo, com a lança ao colo. - Viva! Viva! gritou-lhe a boneca, que seguia adiante dos outros puxando o anjinho pela mão. Aqui estamos, São Jorge, com o nosso Conselheiro encontrado na cauda dum cometa e este anjinho que descobri na Via Látea - e foi contando atropeladamente as principais peripécias da grande aventura. São Jorge não se espantou de coisa nenhuma, porque já não se espantava de nada, tantas e tantas coisas maravilhosas havia visto. Só estranhou o passeio pela Via Látea. Sua idéia sobre as nebulosas era a mesma dos astrônomos - que aquilo era um imenso aglomerado de estrelas em certas direções do céu. Mas deixou passar. Estava com preguiça de discutir. - E tia Nastácia , perguntou Narizinho. Como vai ela? - Mal, coitada! respondeu o santo. Não se acostuma aqui. Continua tão boba como no primeiro dia. E não consegue dominar o medo que tem do dragão. Já lhe expliquei que o meu dragão é o que ha de inofensivo, mas de nada adiantou. Cada vez que ele urra ela fica de pernas moles no fundo daquele buraco. N arizinho foi correndo á cratera que o santo indicava. Encontrou a pobre negra fritando bolinhos, mas com o ar mais desconsolado desta vida. De seu peito brotavam suspiros de cortar o coração. Ao ver a menina, o rosto de tia Nastácia iluminou-se como um sol de alegria. - Meu Deus do céu! Será verdade o que estou vendo? Não será sonho ?.. - Não é sonho, não, boba! Sou eu mesma que voltei dos espaços infinitos com Pedrinho, Emilia, o Conselheiro e o anjo - e agora vamos seguir para a Terra. - Conselheiro? Anjo? repetiu a negra, tonta. Que historia é essa, menina. Não estou entendendo nada... - Conselheiro é o nome que Emilia pôs no Burro Falante. E o anjo... ah, o anjo é uma coisa que só vendo. Um anjinho de verdade que Emilia achou na Via Látea. De asa quebrada, o coitadinho. A esquerda. . . O ente mais galante do mundo, Nastácia! Vovó vai abrir a boca. Nunca houve anjo de verdade na Terra, como você não ignora. O nosso vai ser o primeiro. E gulosinho, sabe ? Chupou uma bala puxa-puxa que Emilia lhe deu e gostou, apesar de nunca haver chupado bala em toda a sua vida. - Credo! exclamou a preta. - E o dragão ? Como se tem arrumado com o dragão ? - Nem fale, Narizinho! exclamou a negra fazendo o pelo - sinal. Não sei por que São Jorge não mata duma vez esse horrendo bicho. Dá cada urro que meu coração pula dentro do peito que nem cabritinho novo. . . - Dragão que urra não morde, bobona! São Jorge afirma que é mais manso que um cordeiro. - Essa não engulo! rosnou a preta. Cada vez que o estupor me vê, lambe os beiços e põe de fora uma língua vermelha deste tamanho! Não come gente? É boa!... Pois não ia comendo o burro? - Mas burro não é gente, Nastácia. Ha muita diferença. - Diferença? Qual é a diferença que ha entre gente e aquele burro que fala e diz cada coisa tão certa que até eu me benzo com as duas mãos? Conversaram sobre mil coisas, inclusive as comidinhas que ela havia feito para São Jorge. - Coitado! suspirou a negra. Santo bom está ali. E é um bom garfo, sabe? Comeu uma panqueca que eu fiz e lambeu os beiços que nem o dragão. E para comer bolinhos não ha outro. É dos tais como o coronel Teodorico: não deixa nem um no prato para remédio. - Que pena! exclamou a menina. Se ele houvesse deixado algum, seria para mim um regalo. Estou com uma fome danada. . . Saindo dali a menina foi ter com os outros. Encontrou Emilia contando com todo o espevitamento mil coisas a São Jorge, algumas já bastante aumentadas. - E o meu presente? Perguntou o santo. Esqueceu-se? Eles não haviam passado perto da Cabeleira de Berenice e portanto Emilia não pudera arrancar o fio de cabelo que havia prometido ao santo. Mas não se deu por achada. Respondeu com o maior cinismo: - Não me esqueci, não. Vou busca-lo. E saindo dali sabem onde foi? Foi conferenciar com o Burro Falante. Ninguém ouviu o que disseram, mas o caso é que Emitia voltou com um embrulhinho muito mal feito. - Aqui está! disse ela com todo o desplante, entregando a São Jorge o embrulhinho. Em vez dum fio só, como prometi, eu trouxe três. . . Se alguém fosse contar os cabelos da cauda do Burro Falante, era muito possível que encontrasse a falta de três fios.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.
Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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