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Reinações de Narizinho

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Reinações de Narizinho

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Crianças

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 312

Ano de edição: 1951

Peso: 575 g

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Ótimo
Marcio Mafra
13/05/2006 às 10:53
Brasília - DF

Os livros infantis do Monteiro Lobato atravessam gerações e se revelam atuais, em pleno 2006 do século 21, não apenas porque ele tinha o sonho como matéria básica para a literatura infantil, mas também porque criou, com muito talento, sensibilidade e inteligência, um universo mágico, onde a fantasia preside a história vivida com muita graça e beleza.

Este constante sucesso foi bastante ampliado porque, desde os anos 50, a televisão faz programas infantis com os personagens de Reinações de Narizinho, que vivem num lugar imaginário chamado Sitio do Picapau Amarelo.

Em 1952 foi a TV Tupi, a grande líder de audiência da época, quem fez o primeiro programa. Mais tarde, em 1967 foi a vez da TV Bandeirantes. Depois, em 1977 a TV Globo iniciou uma série que durou até 1986. No início dos anos 2000 o sistema Globo inseriu em sua programação habitual, uma outra série, com mais recursos tecnológicos que acresceram mais e mais sucesso à obra do Monteiro Lobato.

Reinações de Narizinho são histórias da vida de Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde e dos outros personagens desse inacabável e universo.

Reinações, segundo o dicionário significa travessura, pândega, brincadeira.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O sitio do Picapau Amarelo, com, as aventuras de Narizinho, Pedrinho, Emilia, Rabicó, Visconde de Sabugosa e o Burro Falante no sítio de Dona Benta,

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Enquanto tia Nastácia, depois de colocar a tranca na porta, procurava arrastar a mesa para formar uma barrícada, o príncipe e sua comitiva iam subindo pela escadinha que o menino trouxera. Subiram e pularam para dentro da sala. Quem primeiro pulou foi o doutor Caramujo. Tia Nastácia, ainda ás voltas com a mesa, ouviu o barulhinho e voltou-se. Deu um berro. - Acuda, sinhá! Estão pulando pela janela! Olhe quem está atrás de mecê! Um bichinho de óculos, que é um verdadeiro "felómeno"... Narizinho explicou: - Não tenha medo, vovó. Este é o doutor Caramujo, o grande medico que fez Emilia falar. Tem pílulas para todas as doenças. É até capaz de curar aquele pinto sura que está com estupor. Dona Benta havia voltado o rosto e visto atrás dela o doutor Caramujo, de óculos, a lhe fazer um cumprimento muito amável. E o seu espanto, que já era grande, cresceu ainda mais ao ver surgir na janela um peixinho vestido de rei. - Este é o meu esposo, o príncipe Escamado, rei do reino das Águas Claras, explicou Narizinho, fazendo as apresentações. E esta senhora, príncipe, é a minha querida vovó, dona Benta de Oliveira. Com uma gentil cortesia, o príncipe murmurou, todo amável: - Tenho muita honra em conhece-la, minha senhora, e peço-lhe permisão para a tratar de vovó também. A pobre velha por um triz que não desmaiou. Abanou-se muito aflita, uff, uff!... Depois, voltando-se para a negra: - Ele fala mesmo, Nastácia ! Fala tal qual uma gente. . . A preta fez o sinal da cruz. Enquanto isso os outros fidalgos da côrte foram pulando. Pulou o venerando Bernardo Eremita. Pulou a senhorita Sardinha. Pulou dona Aranha Costureira. Pulou o major Agarra-e-não-larga-mais. Cada um que pulava era um novo berro de tia Nastácia. - E uma sardinha agora, sinhá! ia ela exclamando. E agora uma aranha! E agora um sapo! O mundo está perdido. . . Por fim não agüentou mais: disparou para a cozinha. Dona Benta, porem, foi se acostumando, e dali a pouco já não estranhava coisa nenhuma. Começou até a achar uma graça enorme em tudo aquilo. - Você tem razão, minha filha, disse ela por fim. Esse mundo em que você e Pedrinho vivem é muito mais interessante que o nosso. E ferrou numa prosa comprida com o doutor Caramujo a propósito da doença do pinto sura. Enquanto isso Narizinho ia mostrando ao seu amado príncipe as coisas da sala. Mostrou o relogio de parede, mostrou os ´partos do armário, mostrou o pote d'água. O que mais mexeu com o peixinho foi um guarda chuva que estava a um canto. - Para que serve isto? perguntou ele. - Para a gente não se molhar, respondeu a menina. - Porque não o levaram, então, na viagem ao fundo do mar? Tanta graça achou a menina nessa pergunta, que não resistiu á tentação de agarra-lo e beija-lo na testa. - Você é um burrinho, sabe, príncipe? Um amor de burrinho. . . Como ignorasse o que queria dizer burrinho, o príncipe não se ofendeu. Depois, notando a ausência da visconde de Sabugosa e do marquês de Rabicó, pediu noticias. - O visconde levou a bréca, respondeu a menina. Voltou da viagem ao fundo do mar tão encharcado que tive de pendura-lo no varal de roupa para enxugar. Mas ficou mal pendurado. Deu o vento e caiu e ficou esquecido num canto por muito tempo. Resultado: deu nele uma doença esquisita chamada bolor. Ficou todo verdinho, coberto dum pó que sujava o assoalho. Embrulhei-o, então, num velho fascículo das Aventuras de Sherlock Holmes que andava rondando por aí e o botei não sei onde. Com certeza já morreu. . . - Que horrível desgraça! exclamou o príncipe seriamente compungido. Logo que voltar ao reino hei de decretar luto oficial por sete dias. - Não vale a pena, príncipe! O nosso visconde já andava meio maluco com as suas manias de sábio. Ficou tão cientifico, que ninguém mais o entendia. Só falava em latim, imagine! Logo chega o tempo da colheita de milho e eu arranjo um visconde novo. - E a senhor marquês? Narizinho teve receio de contar que fora Rabicó o ladrão da coroinha do príncipe. Limitou-se a dizer que como estivesse emagrecendo muito, tia Nastácia o pusera num chiqueiro para engordar. - Muito simpático o marquês, disse o príncipe por amabilidade. Também acho muito simpática a senhora marquesa. - Eu quero tanto bem á Emilia, explicou Narizinho, que tenho vontade de desmanchar o seu casamento com o marquês para casa-la com o gato Felix. Emilia não está sendo feliz no primeiro casamento. - Por que, se não é indiscreção? - Os gênios não se combinam. Além disso, Emilia não se casou por amor, como nós. Só por interesse, por causa do titulo. Emilia não é mulher para Rabicó. Merece muito mais. Merece um senhor sacudido e valente como o gato Felix. É verdade que ele está a serviço da corte? O príncipe mostrou-se surpreso. - Gato Felix? disse franzindo a testa. Não conheço esse freguês. . . - Como não, se foi ele quem trouxe a noticia da sua visita, príncipe? - Não pode ser! Mandei o recado por uma sardinha... Narizinho ficou a cismar. Lembrou-se de que quando dera o beijo no focinho do gato sentira um cheiro de sardinha. "Querem ver que ele comeu a mensageira do príncipe com o recado e tudo?" pensou consigo. Nada disse, porém, para não entristecer o seu querido maridinho. E, mudando de assunto, convidou-o a dar uma volta pelo sitio.


  • Descrição dos personagens

    Autor: Rede Globo de TV

    Veículo: Rede Globo de Tv 2006

    Fonte:

     A reunião de livros escritos por Monteiro Lobato contando as peripécias de Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, tia Anastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa, formam sua mais importante e conhecida obra: O Sítio do Pica pau Amarelo. Dona Benta é a vovó de Narizinho e Pedrinho. Ela lê muito e é excelente contadora de histórias. Domina vários idiomas, tem uma grande cultura e sabe de tudo que acontece no mundo. Dona Benta mora no Sítio do Pica pau Amarelo.

    • Pedrinho é um menino de dez anos que mora com a mãe na cidade. Sua mãe chama-se Antonica e é filha da Dona Benta. Ele vai para o Sítio todas as férias. Pedrinho gosta de aventuras, como caçar onça e Saci.
    • O Saci é uma figura popular do nosso folclore. Ele é um negrinho de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e pita um cachimbo. Ele se torna amigo de Pedrinho quando o menino o captura dentro de um redemoinho mas depois lhe devolve a liberdade. Aí então, o Saci mostra a floresta e todos seus habitantes para Pedrinho.
    • A Cuca também é um personagem do folclore brasileiro. Ela é uma bruxa com cara e corpo de jacaré. Malvada, ela vive em sua caverna escura, criando poções mágicas e planejando invadir o Sítio. Quando fica brava, de muito longe ouve-se o seu urro de raiva.
    • Narizinho, a neta de Dona Benta e prima de Pedrinho, tem oito anos e mora no Sítio. Seu nome é Lúcia e, por causa de seu nariz arrebitado, é chamada de Narizinho. É uma menina gentil, carinhosa e inteligente. Foi criada na roça e sabe subir em árvores e pescar. Sua paixão é a boneca de pano Emília.
    • A Emília, no começo, era apenas uma boneca de pano, feita de uma saia velha de Tia Nastácia. Mas, depois de tomar as pílulas falantes do Doutor Caramujo, não parou mais de falar. Cheia de idéias e mandona, lidera a maioria das aventuras das crianças.
    • Tia Nastácia é sábia em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de "causos" e acredita numa série de superstições. Ótima cozinheira, seus quitutes são famosos na redondeza. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa..
    • Rabicó é um leitão, guloso e covarde. Ganhou esse nome por causa do rabo curtinho. Está sempre fuçando o lixo atrás de comida, mas morre de medo da Tia Nastácia. Virou Marquês de Rabicó e casou-se com a Emília, por vontade de Narizinho.
    • Tio Barnabé é um "preto velho" que sabe de todos os mistérios do mato. Foi ele quem ensinou Pedrinho a pegar o Saci. Tio Barnabé cuida da Vaca Mocha e das galinhas.
    • Visconde de Sabugosa é um boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho. Ele o deixou na biblioteca o que transformou o Visconde em um sábio, que está sempre pesquisando e estudando sobre vários assuntos. O Visconde tem um laboratório, no porão da casa de Dona Benta. Uma de suas invenções é o pó de Pirlimpimpim que leva as crianças do Sítio em muitas viagens.
    • Quindim é um rinoceronte africano, domesticado, que fugiu de um circo. Muito doce e falante, tornou-se o guardião do Sítio, pelo seu tamanho e sua força. Ele sabe muito sobre gramática e outras ciências, guiando as crianças no País da Gramática.
    • O Burro Falante foi salvo pelas crianças das garras de um tigre no País das Fábulas. É educado e fala muito bem. Ele fica no quintal com Quindim, lendo e conversando. Como sempre dá bons conselhos, a Emília deu-lhe o nome de Conselheiro.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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