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Prefacios e Entrevistas

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Prefacios e Entrevistas

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Jornalismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 310

Ano de edição: 1951

Peso: 595 g

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Ruim
Marcio Mafra
13/05/2006 às 10:47
Brasília - DF

Lá pelos anos 1957 ou 1958, os adolescentes de 13 ou 14 anos que liam Monteiro Lobato, além de fazerem uma grande pose de intelectual, se recusavam a ler os livros de "literatura infantil" porque isso era coisa de criança, senão de mariquinhas.

Prefácios e entrevistas é o ultimo volume da coleção de adultos, chamada literatura geral.

O livro não foi classificado como "contos", por óbvio, daí ter sido enquadrado como "jornalismo" em face das entrevistas e dos tais prefácios. Livro contendo entrevistas, existem aos montes em qualquer livrariazinha de cidade do interior. Mas, livro de prefácios é coisa mais que inédita. Não se conhece livro similar tanto na literatura brasileira, como na mundial. Todavia, embora o ineditismo, o assunto do livro é enrolação pura. Enganação de editor para encher lingüiça e encompridar metricamente seus livros, como se os fosse vender à quilo.

Os prefácios, são um porre.

As entrevistas, no entanto, são menos piores. Servem para que se tenha uma visão - sob um prisma diferente - das opiniões do autor Monteiro Lobato. Até porque, nas entrevistas, o Monteiro Lobato já era uma celebridade brasileira - quer no mundo literário, jornalístico e empresarial. Sua importância política é que nunca foi muito bem definida. Das entrevistas - algumas mais longas que discurso de político prestando constas de gestão - uma delas é muito interessante, versando sobre a segunda guerra mundial, que já estava no final, mas ainda não chegara ao "dia da vitória" dos aliados, quando respondeu à pergunta: ..." e a Guerra, que acha da guerra, quem realmente vai vencer:?....."

"- Vejo três vitórias na guerra em curso.

A Inglaterra obterá a Vitória Moral, porque nunca um povo se mostrou tão nobre e forte.

Os Estados Unidos obterão a Vitória Comercial, porque nunca um pais terá ficado mais senhor de todos os mercados do mundo.

A Rússia obterá a Vitória Política, pois daqui por diante não se dará mais um só passo político sem ter em conta a Rússia ou sem o "placet" da Rússia.

Acabamos de presenciar isso aqui. A um gesto da Rússia o nosso nazismo murchou como balãozinho de elástico, e vai vir a anistia para os condenados por crime ideológico, e o nosso regime vai reconhecer o governo soviético esse mesmo governo que meses antes não podia nem sequer ser mencionado nos jornais...."

As demais entrevistas mais parecem um festival de puxa-saquismo, um verdadeiro bafejo de elogios, como se fora um turíbulo - a incensar a personalidade do Monteiro Lobato.

É verdade, porém, que numa ou outra penada, numa ou outra opinião, num ou outro conceito sobram um bocadinho de coisas novas e originais. No geral é um turíbulo de vaidade.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O renome de Monteiro Lobato fez que inúmeros autores novos a ele se dirigissem com pedidos de prefacio. Lobato acedeu a muitos desses pedidos, sempre que a obra apresentada era reveladora de talento - e a muitos recusou. Mas como a onda de pedidos de prefacio crescesse, foi obrigado a organizar uma seria defesa. Vários críticos literários chegam em seus artigos a censurar a .sua generosidade na concessão de apresentações prefaciais. Mas temos de confessar que foi pena que o escritor se retraísse, porque seus prefacias sempre foram interessantíssimos, e muitas vezes o melhor que as obras prefaciadas apresentavam..
Em matéria de entrevistas tornou-se Lobato, durante os anos da ditadura, muito procurado pelos jornais, porque sempre dizia coisas que todos gostavam de ouvir. Eram invariavelmente podadas na redação. .. Os jornais tinham sempre de olho a Censura. Mesmo assim escapava alguma coisa - as indiretas...
Mas Lobato sempre declarou que só era responsável pelas entrevistas que ele mesmo redigia, pois em caso contrario suas respostas vinham adulteradas, ou pelo menos redigidas num estilo que evidentemente não era o seu. E por fim passou a negar-se.. "Chega", disse ele a um repórter que o procurou ha pouco tempo. "Hoje todo mundo já fala com liberdade. Não precisam mais vocês das entrelinhas do Lobato. (Transcrito da Nota dos Editores)

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

PREFACIO A UMA SELETA DE CONTOS BRASILEIROS ORGANIZADA NOS ESTADOS UNIDOS FOR LEE HAMILTON.

Ha alguns meses tive ocasião de ouvir em S. Paulo uma conferencia de Lewis Ranke, o inteligente diretor da seção hispânica da Biblioteca do Congresso, de Washington, em missão de "good will" pela América do Sul. Hanke falou em português - mas num português de muita novidade para os ouvintes, uma espécie de "pidgin portuguese", não só extremamente pitoresco e deleitoso, como perfeitamente compreensível. Terminada a conferencia, fui cumprimenta-lo e disse-lhe: "Meus parabéns, Mr. Ranke. O senhor, sem o querer, acaba de realizar uma grande coisa: plantou a semente duma língua nova no mundo - o "Português Básico". Disse aquilo de brincadeira, mas em seguida, refletindo no caso, convenci-me de que, assim como C. R. Ogden criou o maravilhoso instrumento de expressão que é o Inglês Básico, era possível fazer o mesmo para todas as línguas vivas - o que viria simplificar enormemente o estudo das línguas para propósitos práticos. Nada mais difícil do que aprender uma língua estrangeira, porque o manejo duma língua envolve processos mentais só adquiríveis quando a mamamos no seio materno. O falar em nossa língua nativa toma-se uma função orgânica como outra qualquer - como o respirar, o ouvir, o ver. Mas se é assim difícil aprender uma língua estrangeira, nada mais fácil do que assimilar o que nela ha de básico, jogando apenas com o vocabulário essencial. Ogden reduziu o imenso vocabulário da língua inglesa a 800 palavras apenas, as essenciais e por que não aplicarmos o mesmo processo ás outras línguas?


  • Descrição dos personagens

    Autor: Rede Globo de TV

    Veículo: Rede Globo de Tv 2006

    Fonte:

     A reunião de livros escritos por Monteiro Lobato contando as peripécias de Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, tia Anastácia, Emília e o Visconde de Sabugosa, formam sua mais importante e conhecida obra: O Sítio do Pica pau Amarelo. Dona Benta é a vovó de Narizinho e Pedrinho. Ela lê muito e é excelente contadora de histórias. Domina vários idiomas, tem uma grande cultura e sabe de tudo que acontece no mundo. Dona Benta mora no Sítio do Pica pau Amarelo.

    • Pedrinho é um menino de dez anos que mora com a mãe na cidade. Sua mãe chama-se Antonica e é filha da Dona Benta. Ele vai para o Sítio todas as férias. Pedrinho gosta de aventuras, como caçar onça e Saci.
    • O Saci é uma figura popular do nosso folclore. Ele é um negrinho de uma perna só, que usa uma carapuça vermelha e pita um cachimbo. Ele se torna amigo de Pedrinho quando o menino o captura dentro de um redemoinho mas depois lhe devolve a liberdade. Aí então, o Saci mostra a floresta e todos seus habitantes para Pedrinho.
    • A Cuca também é um personagem do folclore brasileiro. Ela é uma bruxa com cara e corpo de jacaré. Malvada, ela vive em sua caverna escura, criando poções mágicas e planejando invadir o Sítio. Quando fica brava, de muito longe ouve-se o seu urro de raiva.
    • Narizinho, a neta de Dona Benta e prima de Pedrinho, tem oito anos e mora no Sítio. Seu nome é Lúcia e, por causa de seu nariz arrebitado, é chamada de Narizinho. É uma menina gentil, carinhosa e inteligente. Foi criada na roça e sabe subir em árvores e pescar. Sua paixão é a boneca de pano Emília.
    • A Emília, no começo, era apenas uma boneca de pano, feita de uma saia velha de Tia Nastácia. Mas, depois de tomar as pílulas falantes do Doutor Caramujo, não parou mais de falar. Cheia de idéias e mandona, lidera a maioria das aventuras das crianças.
    • Tia Nastácia é sábia em matéria de cultura popular, é uma grande contadora de "causos" e acredita numa série de superstições. Ótima cozinheira, seus quitutes são famosos na redondeza. Tia Nastácia também cuida da limpeza da casa e dos animais. Ela vive querendo matar o Rabicó, animal de estimação de Narizinho, pra colocá-lo na panela. Só que Narizinho não deixa..
    • Rabicó é um leitão, guloso e covarde. Ganhou esse nome por causa do rabo curtinho. Está sempre fuçando o lixo atrás de comida, mas morre de medo da Tia Nastácia. Virou Marquês de Rabicó e casou-se com a Emília, por vontade de Narizinho.
    • Tio Barnabé é um "preto velho" que sabe de todos os mistérios do mato. Foi ele quem ensinou Pedrinho a pegar o Saci. Tio Barnabé cuida da Vaca Mocha e das galinhas.
    • Visconde de Sabugosa é um boneco de sabugo de milho feito por Pedrinho. Ele o deixou na biblioteca o que transformou o Visconde em um sábio, que está sempre pesquisando e estudando sobre vários assuntos. O Visconde tem um laboratório, no porão da casa de Dona Benta. Uma de suas invenções é o pó de Pirlimpimpim que leva as crianças do Sítio em muitas viagens.
    • Quindim é um rinoceronte africano, domesticado, que fugiu de um circo. Muito doce e falante, tornou-se o guardião do Sítio, pelo seu tamanho e sua força. Ele sabe muito sobre gramática e outras ciências, guiando as crianças no País da Gramática.
    • O Burro Falante foi salvo pelas crianças das garras de um tigre no País das Fábulas. É educado e fala muito bem. Ele fica no quintal com Quindim, lendo e conversando. Como sempre dá bons conselhos, a Emília deu-lhe o nome de Conselheiro.
Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde.Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio.
Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente.
Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas.
Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los.
Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos.
Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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