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A Barca de Gleyre 1º Tomo

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A Barca de Gleyre 1º Tomo

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Autor: Monteiro Lobato

Editora: Brasiliense

Assunto: Memórias

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 367

Ano de edição: 1951

Peso: 660 g

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Ótimo
Marcio Mafra
13/05/2006 às 10:37
Brasília - DF

Lá pelos anos 1957 ou 1958, os adolescentes de 13 ou 14 anos que liam Monteiro Lobato, além de fazerem uma grande pose de intelectual, se recusavam a ler os livros de "literatura infantil" porque isso era coisa de criança, senão de mariquinhas. A Barca de Gleyre, 1 e 2 tomo, serve muito bem para quem quer estudar a personalidade, a história, e conhecer o caldo de cultura onde nasceu e viveu o Monteiro Lobato. É muito rico. Precisou de dois volumes para passar todas as cartas de Lobato para o seu amigo Rangel. É - na verdade - o retrato de uma vida no seu dia-a-dia ao longo de 40 anos de troca de correspondência entre dois amigos, e sobre o mesmo assunto. Notadamente porque não foram memórias escritas como tal. São textos de cartas despidas de poses para os leitores, ou para a posteridade. Eram simplesmente cartas. Literatura pura, no sentido amplo de pureza. Com ensinamentos, lições, desajustes, desesperos, glorias, vitórias, derrotas e amores. A vida de Lobato e Rangel começou no Belenzinho, em São Paulo, num lugar parecido com uma república de estudantes, como hoje ainda existem em Ouro Preto, Minas Gerais. A deles se chamava Minarete, em virtude da forma arquitetônica da casa. Difícil de ler, mas muito bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Correspondência literária entre Monteiro Lobato e Godofredo Rangel, abarcando os anos de 1903 até 1914.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Rangel, anjo do Cenáculo: Acabo de profanar a palavra "anjo", pois ao escreve-la arrotei. É que saí do almoço com as ingestões ainda mal assentadas lá dentro. E por que escrevo em momento assim impróprio? Porque amanhã, sábado, entro em exame oral e estou com os minutos contados, a recordar definições e textos desta horrível seca que é a "matéria". E escrevo hoje, em vez de após ao exame (como seria o natural), porque acabo de ler no Minarete a tua primeira jóia, meu Rangel, o teu primeiro vagido literário impresso, pois que manuscritamente tens vagido muito. Não calculas como aquilo está bom, sobretudo na primeira parte. Todos, sem exceção, - gostamos imenso - e foste proclamado o primus interpares do Cenáculo. Enquanto o resto dessa cainçalha se amofina por aqui, infecunda e lorpa, só alcançando sucesso pela fúria, como o Lino ou com desordens, como o Bruno, lá num socavão mineiro nosso Anjo progride desembaraçado e já apresenta contos dignos de Daudet. Franqueza, Rangel, invejo-te muito! Nesse andar chegarás. Quem leu os teus comecinhos n'O Combatente e agora lê o teu Vagido, apalpa o progresso. Mas deixemos isto, porque tens a mania de modéstia e o sestro de me considerar irônico. Sigo logo para a fazenda e quero de lá corresponder-me contigo longa e minuciosamente, em cartas intermináveis - mas é coisa que só farei se me convencer de que realmente queres semelhante coisa. Mando um "Estado" com o discurso do Ramalho Ortigão, e o começo do meu Diário. E vai uma revista com capa minha. Responda sem demora se está disposto a ser caceteado á distancia - telecaceteado! Pode dirigir a carta para Taubaté, para onde sigo nestes três dias. YEWSKY.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

"Obras Completas" de Monteiro Lobato, é uma coleção composta de 30 livros, encadernação primorosa, capa dura, na cor verde. Os livros foram adquiridos em 1952 ou 1953, por meu pai, Ari Mafra, quando minha família residia às margens da baia norte, praia de fora, Rua Bocaiúva, 201, Florianópolis, ilha de Santa Catarina. Naquela ocasião meu pai era o Secretário Geral da Caixa Econômica Federal do Estado de Santa Catarina, uma espécie de Superintendente, na hierarquia da época. Frequentemente ele escrevia artigos para o jornal "O Estado". Também era professor titular do Instituto de Educação Dias Velho, onde lecionava Português, no curso Clássico, que corresponde aos três últimos anos, do atual curso médio. Na casa amarela (depois, em 1955 foi pintada de cor-de-rosa) da Rua Bocaiúva, os livros verdes do Monteiro Lobato, ficavam expostos, numa imponente estante, de pau marfim, num dos quartos da frente da casa, também chamado de escritório, onde ficava instalado o aparelho telefônico, número 2996. Ali, sentado a uma mesa, também de pau marfim, meu pai corrigia as provas de seus alunos. Eventualmente o escritório também servia de quarto de para hospedar, por poucos dias, algum parente. Meu pai e meu irmão Mario, já se encontravam em Brasília desde 1959. Eu, Miguel, Ari, Marilena e Vera, juntamente com minha mãe Eli, só viemos para Brasília, no dia 9 de maio de 1960, uma ensolarada segunda feira. Pela manhã embarcamos num Douglas DC-3 da Real Aerovias, com destino a São Paulo e escala em Curitiba. Em Congonhas, no início da tarde, fizemos conexão com outro vôo da Real, um possante Douglas Convair 240, em vôo sem escala, que chegou a Brasília, quase as 18 horas. Toda a "mudança" estava acomodada em 11 malas e 2 sacos de viagem. Um dos poucos pertences que não eram roupas nem objetos de uso pessoal foram os 30 livros da coleção do "Monteiro Lobato". Embora não fosse um mistério, nunca se soube por que motivos os livros vieram com a família. Talvez porque não houvesse para quem deixá-los. Inicialmente moramos numa pequena casa, construída pela FCP Fundação da Casa Popular, na Avenida W-3 Sul, quadra 24, atualmente HIGS 709. Em 1961 fomos morar no Bloco 11, da Super Quadra Sul 413. Nos dois endereços, os livros verdes estavam lá - majestosamente enfileirados - numa prateleira do fundo de corredor, como um marco importante para assinalar a "cultura métrica" da família. Em 1965, Marilena, ao se casar com Jaime Colares, levou consigo os livros do Monteiro Lobato. Eles foram morar na Avenida W 3 Sul, Quadra 40, hoje HIGS 712, numa casa de "fundos". Para decorar a modesta sala, Marilena se utilizou da "cultura métrica" colocando numa estante, entre enfeites decorativos e um aparelho de TV os livros do Monteiro Lobato. O mais importante é que ela guardou e cuidou com muito desvelo e carinho dos livros durante os últimos 41 anos. Em março de 2006, Marilena cedeu a coleção inteira, após saber do meu interesse e da existência da bibliomafrateca. Então a bibliomafrateca passou a ser a depositária das obras completas de Monteiro Lobato. Urupês foi o único livro extraviado. Para substituí-lo adquiri, num sebo, um exemplar, edição de 1959.


 

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