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Diário do Farol

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Diário do Farol

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Autor: João Ubaldo Ribeiro

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 302

Ano de edição: 2002

Peso: 330 g

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Ótimo
Marcio Mafra
14/03/2006 às 18:28
Brasília - DF

Diário do Farol é outro romance de autoria do consagrado e exageradamente bom João Ubaldo Ribeiro, autor do segundo livro mais vendido na lista dos imortais da Academia Brasileira de Letras. A história é escrita na primeira pessoa. Só autores muito bons conseguem fazê-lo. A narrativa ótima, embora amoral, inescrupulosa, maluca, psicopata, crua, divertida, nojenta, monstruosa, rica, controversa, vulgar e outros quejandos. Não é uma obra prima. É uma obra forte e pura. Pura no sentido lato da palavra. A leitura é cativante, o leitor fica preso ao livro. O final não é nobre nem pomposo, é mais um delírio do talentoso João Ubaldo Ribeiro.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de um faroleiro, psicopata, sem moral nem escrúpulos e que vive em seu farol, numa ilhota de nome Água Santa.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando, a conversa interrompida apenas por cafezinhos, biscoitos e refresco de cajá trazidos a meu pedido por uma Enedina ainda sobressaltada, olhei para o grande relógio de pêndulo, vi que já estávamos ali fazia mais de três horas. Descobrimo-nos ambos genuinamente surpresos pela rapidez com que o tempo parecia haver passado, só que ele pensava que era pelas mesmas razões e eu sabia que não era. Achava ele que, através do brilhantismo de sua exposição, as jóias de sua erudição e os tortuosos volteios sintáticos que de vez em quando o acometiam como uma espécie de crise de asma ao contrário, me havia mostrado o caminho do bem, ao mesmo tempo me convertendo. E sabia eu que não estava dando a mínima importância a nada do que ele falava do interesse nacional, das ideologias exóticas, dos inocentes úteis e mais tantas outras considerações para mim grotescas e somente necessárias por uma questão de eu não querer levantar suspeita alguma sobre meu súbito abrir de olhos para a Verdade, guiado pelo carisma daquele orador. Ele acreditava que me conquistara para o seu lado; eu sabia que o tinha usado para fazer precisamente o que pretendia, só que com muito maior facilidade do que a esperada anteriormente. Não tive trabalho algum em aderir ao regime sem a mais breve hesitação. Com a garganta estreitada e os olhos úmidos, agradeci repetidamente ao coronel me haver mostrado a realidade e me livrado a tempo de uma armadilha mortal, não só para meu corpo como para meu espírito. E agradeci também a Deus, por me ter mandado a graça daquela visita tão oportuna. Agora, não só para expiar minha culpa diante de meu foro íntimo, redimir- me da trilha infame e anticristã que começara a pisar, eu queria, sim, colaborar com a Revolução. Não teria, quiçá, muitos préstimos, mas queria colaborar, sentia agora necessidade de realmente fazer alguma coisa pelo povo, em vez de apenas pensar que estava fazendo algo, como antes, quando era exatamente o contrário. O coronel não podia negar-me aquela oportunidade, ele me abrira a porta, agora teria de guiar pelo menos meus primeiros passos. Eu já estava mesmo sendo pressionado pela hierarquia da Igreja para mudar-me para um posto na arquidiocese da capital, as coisas se combinavam magnificamente, era só uma questão de oportunidade, eu precisava de uma oportunidade para também servir àquela causa sublime, cujo alcance, por minha inexperiência e - por que não dizer? - ingenuidade, somente depois de sua fala eu percebera. Ele se comoveu, pôs a mão em meu ombro e respondeu que eu podia não acreditar, mas ele pressentira, pressentira claramente que aquela seria a minha reação, chegara a comentar esse pressentimento com o agente Moisés. E de fato eu podia ajudar a causa revolucionária, podia ajudar muito mais do que pensava. Mas não precipitássemos agora as coisas, ele tinha alguns planos incipientes, que não passavam de esboços e projetos sem detalhes, razão por que não os revelava prontamente. Sim, minha idéia de transferir-me para a capital era muito boa, lá poderíamos delinear um programa através do qual eu passaria a trabalhar no serviço de informações de que ele era uma das peças mais atuantes. Oficialmente, eu mudaria de paróquia por medo, no que seria compreendido por todos, de vir a ser denunciado por algum de meus ex-companheiros e ter o mesmo destino que eles. Mas a verdadeira razão, enfatizou ele, era que eu ia poder prestar a meu país e minha fé serviços inestimáveis, eu era um patriota verdadeiro e um sacerdote resoluto, o país não esqueceria meus serviços e um dia os proclamaria, com toda a certeza - eu tinha a vocação de herói. Isso realçou a ironia deliciosa da situação porque parecia que o que eu mais queria me era imposto pelos acontecimentos e não o contrário, como de fato ocorria. Eu queria chegar e chegaria perto de Maria Helena - e da forma mais conveniente para mim, haveria tempo para pensar em tudo, haveria tempo! -, era precisamente o que eu queria e pensava ser tão difícil. Agora caíra no meu colo, graças à rapidez - não posso deixar de expressar admiração por mim mesmo, não há por que não - com que consegui analisar toda a conjuntura num só relance e fazer tudo absolutamente certo, realmente um feito de gênio. Nas mãos de um outro, a oportunidade passaria despercebida e, mesmo que percebida, provavelmente não seria aproveitada, ao menos com tal eficácia. Como precaução, porque ainda não se tinha decidido que tipo de papel eu desempenharia no serviço de informações, a versão que eu veicularia de meu encontro com o coronel seria a de que eu recebera uma séria advertência das autoridades e me fora claramente insinuado que seria mais prudente buscar uma nova paróquia. Era fundamental que eu me mantivesse insuspeito diante de meus amigos presos e da paróquia em geral, e falasse o menos possível. Somente depois da definição clara de minhas funções e de meu modus operandi, era que traçaríamos meu primeiro plano de ação, minha primeira missão, por assim dizer. A facilidade e o êxito com que manobrei tudo em meu favor às vezes me fazem não dar a devida importância a meus méritos, nessa e noutras situações. Mas não me devo permitir essa fraqueza e esse vício hipócrita, gerado pela inveja e pela esperteza, o vício da modéstia mal-assimilada e mesmo sufocante, que tem que ser reprimido - reprimido, não; esmagado, pulverizado, aniquilado. Além disso, não reconhecer meus méritos e creditar tudo ao destino e às circunstâncias seria o meu fim em pouco tempo, porque baixaria a guarda e me permitiria facilidades que nunca me permiti. Não, eu de novo agira como um enxadrista brilhante, um jogador de pôquer imbatível, eu era um estrategista e um combatente de primeira ordem. Logo estaria de viagem para a diocese e de lá para a arquidiocese, na capital. Logo meu viver se expandiria de tal forma que não posso deixar de me considerar um privilegiado, e pelos meus próprios méritos, sem falar na ajuda invencível de minha mãe. Eu não tinha consciência, mas em breve, num carrossel inefável, minha sensibilidade exibiria suas faces mais sinceras e prazerosas e minha existência se tomaria muito mais plena do que você pode adivinhar. O coronel me pediu um pedaço de papel, onde rabiscou o número de um telefone que o ligaria diretamente com ele. Eu devia esperar que ele me chamasse, mas, em caso de extrema e insuperável necessidade, poderia falar com ele através daquele número, dizendo simplesmente que era Eusébio. Ele então responderia que me retomaria a chamada depois e providenciaria um jeito de nos encontrarmos. - Eusébio? - disse eu, sorrindo, enquanto ele se despedia, apertando minha mão e meu ombro. Eusébio com zê ou com esse? - Com esse - respondeu ele sem sorrir de volta e saindo depois de uma espécie de continência meio vaga.


  • A Outra Ilha de João Ubaldo

    Autor: Tom Cardoso

    Veículo: Caderno Eu & Fim de Semana, Valor Economico, 8, 9 e 10 de julho de 2010

    Fonte:

    Se pudesse, João Ubaldo Ribeiro não iria à 9ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), aberta na quarta-feira à noite, e a lugar nenhum. Berenice, sua mulher, conta que nos últimos anos o escritor tem desenvolvido fobia de sair de casa. Ele não nega: "O dia perfeito para mim é o dia em que eu não coloco o pé para fora do meu apartamento". Ubaldo podia, na última hora, se dizer indignado com a libertação de Cesare Battisti e dar um jeitinho de não sair da toca. Mas desta vez ele está em Paraty. Há sete anos, cancelou sua ida à festa literária por não aceitar ser tratado como mero coadjuvante pela organização do evento. "A divulgação não falava do meu nome. Era fulano, fulano, fulano e outros. Estava sempre nos outros", diz.

    Ubaldo relata que, em determinado momento, depois de passar semanas sem ler o seu nome na lista dos principais convidados, passou a achar que estava delirando, que não tinha convite nenhum para feira nenhuma. Chegou a ligar para a organização. "Até que me cansei de toda aquela história e decidi me desconvidar."

    Dessa vez, não houve mal-entendidos. Ubaldo é apresentado no site da Flip com a pompa que merece, como "um dos maiores romancistas contemporâneos do Brasil", o escritor que "reinventou o Brasil". Ele estará neste sábado, às 15 horas, na mesa 13, batizada de "Alegorias da Ilha Brasil", para falar de seus livros e de Oswald de Andrade, o homenageado da festa. Não há como imaginar um romance histórico como "Viva o Povo Brasileiro", até hoje a obra de maior repercussão de Ubaldo, livre da influência de Oswald. A ordem, porém, é deixar o escritor baiano solto para contar suas histórias. Ninguém melhor para falar sobre João Ubaldo do que o próprio João Ubaldo. Ele já tem uma história imperdível: de como a Flip atrapalhou seu novo romance e fez que ele cedesse aos caprichos de um de seus personagens, que na última hora conseguiu passar de coadjuvante a protagonista e ainda mudar de sexo.

    A culpa não foi da Flip e sim da falta de pulso de João Ubaldo. Até receber o convite da festa de Paraty, ele conseguira dar um bom ritmo ao novo romance, o primeiro depois da troca de editora, da Nova Fronteira para a Alfaguara. O escritor rompera a barreira das primeiras 50 páginas e tudo indicava que terminaria o livro em tempo recorde. Aí veio a história da Flip, pedidos de entrevistas, saídas inesperadas de casa. Quando teve um pouco de paz para reiniciar o livro, a rebelião já estava consumada. O protagonista havia perdido espaço para o coadjuvante, que, além de reivindicar mais espaço, trocou de sexo, passando de homem para mulher. Ubaldo tentou assumir o controle, mas era tarde demais. "Eu agora tenho três começos de livro, cada um com 50 páginas. Ainda não sei o que vou fazer", revela o escritor, que adiou a entrega do romance para o que vem, quando pretende levar sua fobia de sair de casa mais a sério. Quem sabe ter algumas aulas de antissociabilidade com o amigo Rubem Fonseca.

    Na Flip, Ubaldo aproveitará para relançar dois livros, ambos pelo selo Alfaguara, que pertence à Objetiva: "O Feitiço da Ilha do Pavão", publicado originalmente em 1997, e "Um Brasileiro em Berlim", lançado em 1995. Este último reúne crônicas publicadas no jornal "Frankfurter Rundschau", durante a passagem do escritor por Berlim em 1990. A Alemanha, aliás, é um dos poucos países que Ubaldo ainda se dispõe a visitar. Aos Estados Unidos não volta mais - cansou de ser revistado por cães farejadores. Em Portugal, onde também morou, o escritor diz ter muitos amigos, mas de lá também não guarda boas lembranças, sobretudo nos últimos anos. "De algumas décadas para cá, a relação entre brasileiros e portugueses, que era próxima do cordial, piorou muito", comenta. Ubaldo conta ter passado por algumas situações constrangedoras em Lisboa - chegou a ser expulso de dentro do carro por um taxista, após ser identificado como brasileiro.

    Mas nada magoou tanto Ubaldo quanto a censura imposta, por parte de uma rede varejista no país, a dois de seus livros em Portugal. "Viva o Povo Brasileiro" e "A Casa dos Budas Ditosos" foram classificados como "produtos de foro pornográfico". "Viva o Povo Brasileiro" ficou retido por alguns meses, mas acabou liberado. Já o segundo continua rendendo polêmica. "Nada mais hipócrita. Em Portugal eu vi anúncio de lubrificante em ônibus da prefeitura."

    "Um Brasileiro em Berlim" é também um divertido retrato de brasileiros que frequentavam os aeroportos no fim dos anos 1980, a elite que hoje tem de conviver nos terminais com passageiros das classes C e D, incorporados pelas políticas econômicas e pela queda nos preços das passagens. Ubaldo diz não ter a menor vontade de escrever sobre a nova classe média, muito menos de frequentar aeroportos. Vai de carro a Paraty. "Estou com 70 anos. Se não tinha disposição para sair de casa, imagine encarar a falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros", afirma.

    Crítico feroz do governo Lula, Ubaldo espera que Dilma Rousseff consiga se descolar de seu antecessor e impor, enfim, seu estilo, de pouca conversa e mais trabalho. "O Lula ainda não se acostumou ao banco de reservas, gosta de aparecer, sobretudo nos momentos difíceis do governo, quando Dilma mostra certa hesitação", observa Ubaldo. "De vez em quando acho que ela vai se descolar do padrinho, se deixar levar mais pelo temperamento dela. Mas ainda haverá progressos e retrocessos antes que isso aconteça", avalia.

    Assim que voltar da Flip, o escritor espera não mais sair do seu quartel-general, um pequeno apartamento no Leblon, onde já moraram o jornalista Tarso de Castro e o compositor Caetano Veloso. Seu escritório funciona como um bunker improvisado. Ao contrário do que parece, Ubaldo, criado entre pescadores de Itaparica, entende de computadores tanto quanto Bill Gates. Na sua busca pela solidão, ele promete até dispensar a ajuda da mulher. Ubaldo criou um dispositivo em seu computador em que uma voz feminina (a de Berenice) avisa, pontualmente, o remédio e a quantidade que ele precisa tomar. Rubem Fonseca adorou a ideia.

  • João Ubaldo Ribeiro Sela a Paz com a Flip.

    Autor: Miguel Conde e Michele Miranda -

    Veículo: Jornal O Globo

    Fonte:

    Miguel Conde e Michele Miranda - Enviados especiais
    O Globo - Domingo 10 julho 2011, caderno Rio - folha 23 - proeverso@globo.com.br

    Numa conversa com jeito de enlace amoroso, em que não faltaram gritos de entusiasmo (intelectuais também soltam "u-hu!"), a mesa "Alegorias da
    ilha Brasil", de João Ubaldo Ribeiro, selou ontem na Flip a reconciliação de um dos maiores escritores brasileiros com o principal festival literário do país. O autor, que em 2004 cancelou sua vinda a Paraty reclamando que seu nome era deixado em segundo plano, foi recebido calorosamente e aplaudido dê pé ao fim do encontro.
    O carinho foi correspondido com uma sucessão de histórias, anedotas e opiniões assumidamennte idiossincráticas que fizeram gargalhar o público presente à Tenda dos Autores.

    Autor dribla tentativas de esmiuçar sua obra
    Recebido com deferência pelo curador da Flip, Manuel da Costa Pinto, que se disse honrado por recebê-lo, Ubaldo percorreu durante uma hora e meia de conversa os principais pontos de a sua obra, conduzido pela moderação competente do escritor e editor Rodrigo Lacerda, seu amigo e estudioso de seus livros. Não que tenha sido uma caminhada disciplinada: quando Laacerda tentava esmiuçar temas ou a estrutura de seus textos, Ubaldo desconversava ("não sei" foi a uma expressão repetida por vezes), divagava e emendava histórias sobre seu pai, Itaparica ou um colega de bar. Informalidade que não o impediu de falar a sério sobre literatura, política e o destino (não muito promissor) da humanidade.
    Citando Picasso para definir a arte como "uma mentira por meio do qual se revela uma verdade", Ubaldo disse que suas esperanças como ficcionista se transformaram durante o quase meio século de carreira.
    - Quando escrevi meu primeiro livro eu não só estava convencido de que seria um grande autor, como que em três ou quatro anos mudaria o destino da humanidade, e no máximo em uma década receberia o Nobel
    - disse, acrescentando que para ser lido um escritor precisa não só de talento, mas de "sorte ou alguma coisa imponderável que não sei bem qual é".

    Ubaldo contesta comparação com Guimarães Rosa

    Por duas vezes Ubaldo contestou opiniões da crítica. Quando Lacerda comentou que muitos leitores relacionam a escrita oralizada de "Sargento Getúlio" à obra de Guimarães Rosa, Ubaldo respondeu que ao escrever seu romance nunca havia lido o autor mineiro.

    - Vou dizer algo que nunca disse tão abertamente: Guimarães Rosa não está entre os autores de minha predileção. Não que o ache desimportante, mas o santo não bate com o meu.

    O escritor baiano criticou a ideia de que seu livro mais conhecido, "Viva o Povo Brasileiro", seja uma tentativa de reescrever a história brasileira do ponto de vista dos oprimidos.

    - Não é nada disso. O que aconteceu é muito mais simples. Uma vez, um editor português me disse: "mas os autores o brasileiros só fazem livro fino, a desses de ler em ponte aérea", e eu pensei "Ah, é? Então espere". Até gostaria de ter uma história melhor mas a verdade é essa: o que eu queria fazer em "Viva o povo brasileiro" era um livro grosso. E bem escrito.

    Além de outras tiradas sobre sua relação com a escrita ("o cheque é uma ótima inspiração"), Ubaldo adotou um tom mais sombrio ao comentar, a partir de uma pergunta sobre seu livro "O sorriso do lagarto", as pesquisas genéticas atuais:

    - Tenho muito medo do ser humano como senhor do seu destino. Cada um de nós tem enormes contradições, mas no final a ruindade animal acaba prevalecendo. Acho que essas novas tecnologias vão ser usadas principalmente para destruir o próximo.

    À pergunta final, sobre a importância da literatura no cotidiano, Ubaldo foi coerente com o tom do encontro.

    - Rodrigo Lacerda, um longo laço afetivo nos une para que eu responda essa pergunta. Mas ... não sei.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Diário do Farol foi um dos livros adquiridos na bienal do livro, do Rio de Janeiro, em maio de 2005, naturalmente pela fama - justa e correta - do grande João Ubaldo Ribeiro.


 

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