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O Livro Vermelho

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O Livro Vermelho

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Mao Tsé-Tung

Editora: Martins Fontes

Assunto: Ciencia Politica

Traduzido por: Não Consta Tradutor

Páginas: 224

Ano de edição: 2004

Peso: 170 g

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Ruim
Marcio Mafra
05/03/2006 às 18:22
Brasília - DF

O Alcorão e a Bíblia são livros "impostos" aos leitores, pelas duas maiores religiões do mundo, a cristã e a mulçumana. Ainda hoje, os líderes de ambas as religiões, impõem ou induzem os seus seguidores, a ler o livro sobre Jesus Cristo ou sobre o Profeta Maomé. Ou atribuído a eles. Estima-se que existam, no mundo, 1 bilhão e 300 milhões de muçulmanos e 1 bilhão de cristãos. Portanto as constantes e intermináveis edições da Bíblia ou do Alcorão podem ser consideradas... covardia livresca.


Covardia livresca é aquilo que se opõe a cultura livresca. Ambos os livros foram e são impostos pelo medo, pelo desconhecido, por implícitas e explícitas maldições, pela promessa de alcançar a felicidade depois da morte, pelo falso moralismo.


Já o livro da revolução cultural chinesa, também conhecido como "Livro Vermelho" de Mao Tsé-tung é outra "covardia livresca" muito mais ampliada que a Bíblia e o Alcorão juntos, pois a revolução chinesa obrigou os chineses a ler e possuir o livro de seu líder. Na China, com 1 bilhão e trezentos milhões de habitantes a lei era simples: possuir o livro vermelho, ou morrer. Mesmo quem não soubesse ler, possuía o livro vermelho.


Mao Tsé-Tung, era filho de camponeses, freqüentou a escola somente até os 13 anos de idade e foi trabalhar como lavrador. Depois, em 1913 estudou mais 5 anos, na Escola Normal de Hunan onde aprendeu noções de filosofia, história e literatura chinesa. Aos 40 anos de idade, por volta de 1934, Mao Tsé-tung formou um exército revolucionário e atravessou o país, pregando o comunismo, acabando por transformar-se num poderoso e sanguinário líder político. Quinze anos depois foi proclamado presidente da República Popular da China.


Durante o seu governo, imperou a tirania. O livro de Mao Tsé-Tung servia inclusive para legitimar as mortes que os "guardas vermelhos" impunham à qualquer chinês. Matava-se à torto e a direito. Consta que durante a revolução foram mortos nada menos que 7 milhões de chineses.


Num espetáculo recente, ainda sob a presidência de Mao, aconteceu na Praça da Paz Celestial, quando Wang Weilin, estudante de 19 anos de idade, num gesto heróico e desesperado, tentou impedir o comboio - postando-se à frente da fila de tanques de guerra, impedindo a sua passagem - quando os tanques se dirigiam à praça para aniquilar uma manifestação que reivindicava reformas políticas. Na manifestação foram trucidados 7 mil chineses.


O Livro Vermelho é chato. Aliás chatíssimo de ler. A edição da Martin Claret é cópia infiel da versão feita a partir da edição no idioma inglês.


Chato porque são citações pinçadas de discursos de Mao Tsé-Tung, feito ao longo de sua campanha de 1949, quando ele usurpou o governo da China e se proclamou Presidente. Mas, a tal revolução cultural, patrocinada pelo exército vermelho, teve o seu auge por volta de 1966. Assim as citações eram de um tempo que antecede a própria revolução.


O livro é uma amálgama, senão uma deslavada mistura de citações de Confuncio, de Chiang Kai-Shek e muita coisa de Lin Piao, que era a verdadeira eminência parda do governo chinês.


As citações não seguem uma lógica temporal. Nem lógica alguma. Assim, uma citação de 1954, precede outra citação de 1948. Depois vem uma citação pinçada da Conferência Nacional do Partido Comunista, sobre a propaganda do trabalho, em 1957. Tal citação é seguida de outra, retirada do trecho "o papel do Partido Comunista da China na Guerra Nacional, de 1938". Não há como comprovar a autoria da frases atribuídas à Mao.


Quando se comparam os ensinamentos e a doutrina de Mao Tsé-Tung com os ensinamentos e a doutrina de Confuncio, Tao e Buda é que se percebe que estão muito distantes das raízes culturais do povo chinês.


O Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung, por mal feito, não é livro doutrinário ou dogmático. Mais parece um livreco panfletário. Se enquadrada bem como um livro partidário, no qual se explica o estatuto, ou as normas burocráticas do partido.


Uma empulhação, um grande embuste. Covardia livresca.  Leitura difícil, porém necessária - por óbvio.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Citações do Comandante Mao Tsé Tung.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Sobre a guerra prolongada. Maio de 1938. E necessário realizar uma certa democratização no exército; o essencial é abolir a prática feudal de bater e insultar, e conseguir que os oficiais e soldados compartilhem as penas e as alegrias na vida diária. Assim, conseguir-se-á uma unidade entre os oficiais e soldados, elevar-se-á extraordinariamente a capacidade de combate do exército e não haverá a menor dúvida quanto à possibilidade de sustentarmos uma guerra longa e cruel. Sobre ajusta solução das contradições no seio do povo. 27 de Fevereiro de 1957. E preciso que a totalidade dos quadros e do povo tenha sempre presente no espírito que a China é um grande país socialista, mas ainda pobre e economicamente atrasado - eis aí uma grande contradição. Para que o nosso país se torne próspero e poderoso são necessárias ainda várias dezenas de anos de esforços intensos e, entre tais esforços, é necessária a aplicação de uma política de diligência e economia na edificação do país, uma política que implica uma rigorosa economia e uma luta contra o esbanjamento. Aprendamos a fazer o trabalho econômico. 10 de Janeiro de 1945. Seja onde for que nos encontremos, devemos fazer o melhor uso possível dos nossos recursos humanos e materiais. Em nenhum caso devemos considerar apenas o momento presente e tolerar a má utilização e o esbanjamento. Seja onde for, logo a partir do primeiro ano, devemos estabelecer os nossos cálculos em previsão dos muitos anos que hão de vir, da guerra que teremos de sustentar por muito tempo, e da contra ofensiva que vai registrar-se, assim como do trabalho de edificação que se seguirá após a expulsão do inimigo. Por um lado, devemos evitar em absoluto a má utilização e o esbanjamento, mas, por outro lado, devemos esforçar-nos por desenvolver a produção. No passado, certas regiões pagaram muito caro o fato de não terem feito previsões a longo prazo nem terem prestado atenção à economia dos recursos humanos e materiais, bem como ao desenvolvimento da produção. Essa é uma lição que deve reter a nossa atenção. A eliminação dos contra revolucionários. A questão da eliminação dos contra-revolucionários é uma questão de luta entre nós e o inimigo, uma contradição entre nós e o inimigo. No seio do povo, algumas pessoas vêem essa questão de maneira um tanto diferente. Dois tipos de pessoas defendem pontos de vista diferentes do nosso. Os que têm uma mentalidade "direitista" não fazem distinção entre nós e o inimigo e tomam o inimigo pela nossa própria gente. Eles consideram como amigos justamente aquelas pessoas que as grandes massas consideram como inimigo. Os que têm uma mentalidade "esquerdista" exageram as contradições entre nós e o inimigo, de tal maneira que consideram certas contradições no seio do povo como contradições com o inimigo e olham como contra-revolucionários pessoas que na realidade não o são. Esses dois pontos de vista são errados. Nenhum deles pode conduzir a um correto tratamento da questão da eliminação dos contra-revolucionários, nem a uma correta apreciação do nosso trabalho a esse respeito. Contradição. Agosto de 1937. As contradições qualitativamente distintas só podem ser resolvidas por métodos qualitativamente distintos. Por exemplo, a contradição entre o proletariado e a burguesia resolve-se pelo método da revolução socialista; a contradição entre as grandes massas populares e o sistema feudal resolve-se pelo método da revolução democrática; a contradição entre as colônias e o imperialismo resolve-se pelo método da guerra revolucionária nacional; a contradição entre a classe operária e a classe camponesa na sociedade socialista resolve-se pelo método da coletivização e mecanização da agricultura; as contradições no seio do Partido Comunista resolvem-se pelo método da crítica e autocrítica; a contradição entre a sociedade e a natureza resolve-se pelo método do desenvolvimento das forças produtivas. ... O princípio de usar métodos distintos para resolver contradições distintas é um princípio que os marxista-leninistas devem observar rigorosamente.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Adquiri o livro em dezembro de 2005, por se tratar de um livro que, juntamente com a bíblia dos cristãos, mais o alcorão dos mulçumanos, forma o triângulo dos livros mais editados do mundo.


 

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