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O Perfume

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O Perfume

Livro Ótimo - 4 opiniões

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Autor: Patrick Suskind

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Flavio R Kothe

Páginas: 263

Ano de edição: 1985

Peso: 305 g

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Ótimo
Deusenir Sandes Carvalho
02/10/2017 às 16:56
Vitória - ES
O Perfume é uma história fascinante, envolvente e bem escrita. Consegue levar o leitor à cidade de Paris em uma época de pobreza e fome. Em algumas páginas, seu coração falha uma batida de tanto suspense. E detalhe: você não consegue odiar o "vilão", pelo contrário, nutre por ele uma simpatia, justamente porque consegue entender o que lhe vai a mente e ao coração.


Excelente
Marta Raquel Soares da Silva
27/04/2015 às 17:30
Gravataí - RS
Livro maravilhoso. história intensa que prende a atenção até o final.


Bom
Adrielly Caroliny Alves Marcelino
28/02/2014 às 16:36
Itapevi - SP
Ótimo livro.

Excelente
Marcio Mafra
05/03/2006 às 18:07
Brasília - DF

O enredo, ou o conjunto dos fatos e personagens encadeados pelo Patrick Suskind constituem o melhor do livro o Perfume. Desde o nascimento do personagem principal - sua infância, juventude e vida adulta - passando pelas intrigas, aprendizados, experiências, maldades, crueldades, amores e frustações - tudo combina para dar coerência a sanha assassina de Jean Batiste Grenouille, que nasceu em 1738 no Cemitério dos Inocentes, em Paris. O mundo de Jean Batiste é moldado pelos aromas. Sua vida é distorcida pela sua percepção alterada. Em alguns capítulos, a história se arrasta um pouco. O final é surpreendente. Coisa do tipo "teatro do absurdo". É um livro excelente. Vale o que cheira.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Jean-Batiste Grenouille, que possui o mais espetacular e bem apurado olfato de toda a França, decide tornar-se o maior perfumista do mundo. Sua ambição é criar um perfume tão extraordinário, capaz de despertar o mais profundo amor em quem o cheirar.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Ah, como era agradável retomar ao lar! A dupla função de vingador e demiurgo era muito cansativa e, depois, deixar-se festejar durante horas pelas suas próprias cdaturas tampouco era um repouso. Cansado das obrigações da criação e da representação divina, o Grande Grenouille suspirava pelas alegrias do lar. Seu coração era um purpúreo castelo. Localizava-se num deserto rochoso, camuflado atrás de dunas, circundado por uma depressão pantanosa e por trás de sete muralhas de pedra. Só voando podia ser alcançado. Possuía mil câmaras e mil adegas e mil finos salões, entre eles um que tinha um simples canapé púrpura, sobre o qual Grenouille (que agora já não era mais o Grande Grenouille, mas o simples Grenouille ou simplesmente o querido Jean-Baptiste) costumava descansar dos esforços do dia. Mas nas câmaras do castelo havia estantes do chão até o teto, e nelas se encontravam todos os aromas que Grenouille, ao longo da vida, havia recolhido em si, milhões deles. E nas adegas do castelo descansavam em barris os melhores aromas de sua vida. Ao chegarem à maturação, eram engarrafados e ficavam, então, em quilométricos corredores, frescos e úmidos, ordenados segundo ano e origem, e havia tantos que uma vida não bastaria para prová-los todos. E quando o querido Jean-Baptiste, finalmente de volta chez soi, no salão púrpura, deitado sobre o seu simples e doméstico sofá - tendo finalmente, por assim dizer, tirado as botas - batia palmas para convocar os serviçais, que permaneciam invisíveis, impossíveis de perceber, inaudíveis, sobretudo inodoros, completamente imaginários, portanto, ordenava-lhes que fossem às câmaras e providenciassem esse ou aquele volume da grande biblioteca dos aromas e que descessem ao porão para buscar-lhe algo para beber. Os serviçais imaginários se apressavam e, na dolorosa expectativa, o estômago de Grenouille tinha câimbras. Sentia de repente um certo mal-estar, como um beberrão que no balcão do bar é invadido pelo medo de que, por uma razão qualquer, possa ser-lhe negado o copo pedido. O que seria se, subitamente, as adegas e câmaras estivessem vazias, se subitamente o vinho estivesse estragado nos tonéis? Por que era deixado esperando? Por que não chegavam? Precisava logo daquilo, com urgência, estava louco por ele, morreria aí mesmo se não o recebesse. Mas calma, Jean-Baptiste! Calma, meu caro! Já está vindo, já vão trazer o que deseja. Os serviçais já vêm voando. Em invisível bandeja trazem eles o livro dos aromas, em invisíveis mãos enluvadas de branco trazem as preciosas garrafas, depositam-nas com extremo cuidado e, curvando-se, desaparecem. E deixado sozinho, finalmente (mais uma vez!) só, JeanBaptiste apanha os odores desejados, abre a primeira garrafa, enche uma taça até a borda, leva-a aos lábios e bebe. Bebe a taça toda, de uma vez, até o fim o fresco aroma, e é delicioso! É tão bom que, de tanto prazer, os olhos do querido Jean-Baptiste ficam marejados d'água, e logo ele enche uma segunda taça desse aroma: um aroma de 1752, colhido na primavera, antes do sol nascer, sobre o Pont Royal, com o nariz apontado para oeste, de onde vinha uma brisa suave, em que se misturavam cheiro de mar, cheiro de mato e um pouco de cheiro do breu das barcaças ancoradas. Era o aroma do final da primeira noite em que ele, sem a permissão de Grimal, havia passado caminhando ao léu por Paris. Era o fresco aroma do dia que se aproximava, do primeiro alvorecer que ele vivia em liberdade. Esse cheiro, então, significara a liberdade. Significara para ele uma outra vida. O cheiro daquela manhã era para Grenouille um cheiro de esperança. Guardou-o com todo o cuidado. E a cada dia dele bebia um pouco. Depois de ter esvazi~do a segunda taça, dele desapareciam todo nervosismo, dúvidas e inseguranças. Invadia-o uma maravilhosa calma. Recostava-se nos macios travesseiros do canapé, abria um livro e começava a ler suas memórias. Lia os -cheiros da sua infância, da escola, das ruas e das esquinas da cidade. Os cheiros das pessoas. E um agradável tremor percorria-o todo, pois eram justamente os cheiros odiados, os que exterminavam, que aí eram invocados. Com enojado interesse lia Grenouille no livro dos maus cheiros, e quando a repugnância superava o interesse, ele simplesmente o fechava, punha-o de lado e pegava outro. Ao lado disso bebia ininterruptamente os aromas nobres. Depois da garrafa com o aroma da esperança, tirava a rolha de uma de 1744, que estava cheia do quente odor do lenho diante da casa de Madame Gaillard. Depois desta, bebia uma garrafa de um aroma de uma noite de verão, perpassado de perfume e carregado de flores, colhido à beira de um parque em Saint-Germain-des-Prés, anno 1753. Agora estava bêbado de aromas. Os membros jaziam cada vez mais pesados nos travesseiros. O espírito ficava maravilhosamente enevoado. E mesmo assim ainda não estava no fim a orgia. É verdade que os seus olhos não podiam mais ler, o livro há muito já lhe resvalara da mão mas ele não queria encerrar a noite sem ter esvaziado a última garrafa, a mais maravilhosa: o cheiro da jovem da Rue des Marais... Bebe devotadamente e, para tanto, sentara-se ereto sobre o canapé, embora isso lhe fosse difícil, pois o salão púrpura oscilava ao seu redor a cada movimento. Numa postura de escolar, os joelhos bem juntos, os pés postos um ao lado do outro, a mão esquerda colocada sobre a coxa esquerda - assim o pequeno Grenouille bebia o mais precioso perfume da adega do seu coração, taça após taça, ficando cada vez mais triste com isso. Sabia que estava bebendo demais. Sabia que não suportava tanta coisa boa. E no entanto bebia até esvaziar a garrafa: caminhava pela escura passagem da rua até o pátio interno. Ia na direção do foco de luz. A garota estava sentada abrindo nectarinas. Ao longe estouravam os foguetes e petardos dos fogos de artifício... Depôs o copo e, como que petrificado pelo sentimentalismo e pela bebedeira, ficou ainda sentado por alguns minutos, até o último resto do gosto desaparecer da língua. Ficava olhando de olhos arregalados à sua frente. Seu crânio estava, de repente, tão vazio quanto as garrafas. Então ele caía de lado sobre o canapé púrpura e, de um momento para o outro, afundava num sono como que narcotizado. No mesmo momento o próprio Grenouille externo adormecia sobre a manta de cavalo. E o seu sono era tão profundo quanto o do Grenouille interior, pois os feitos hercúleos e os excessos de um esgotavam igualmente ao outro - pois eram ambos, afinal, a mesma e única pessoa. No entanto, quando acordava, não acordava no salão púrpura do seu castelo púrpura, atrás de sete muralhas, e também não na primaveril paisagem perfumada da sua alma mas tão-somente no abrigo de pedra ao final da galeria, sobre o solo duro, na escuridão. E sentia-se mal, com fome e sede, calafrios e mal-estar, como um bêbado inveterado após passar a noite toda bebendo. Saía se arrastando de quatro pela galeria. Lá fora era uma hora qualquer do dia, em geral a noite começando ou acabando, mas mesmo à meia-noite a claridade da luz das estrelas lhe doía como agulhas cravadas nos olhos. O ar lhe parecia poeirento, a queimar os pulmões, a paisagem dura, ele se machucava nas pedras. E mesmo os cheiros mais suaves atingiam com força o seu nariz corrosivamente, desacostumado que estava ao mundo. Grenouille, o carrapato, ficara sensível como um caranguejo que tivesse abandonado a sua casca e andasse exposto e desnudo pelo mar. Ia até o local da água, lambia a umidade da parede, durante uma, duas horas. Isso era uma tortura, o tempo não tinha mais fim, o tempo em que o mundo real lhe queimava a pele. Arrancava alguns pedaços de musgo e líquen das pedras, engolia-os, agachava-se, cagava enquanto comia - rápido, rápido, tudo tinha de ser rápido - e, como se fosse caçado, como se fosse um animalzinho de carne macia e lá no céu já andassem os urubus em círculos, ele corria de volta à sua caverna, até o fim da galeria, onde estava estendida a manta. Aí finalmente estava seguro. Deitava-se contra o pedregulho caído, espichava as pernas e ficava esperando. Tinha agora de manter o corpo bem quieto, bem quieto, como um tonel que, por excesso de movimento, ameaça transbordar. Pouco a pouco conseguia conter a respiração. Seu excitado coração batia mais devagar, o batimento das ondas interiores cessava lentamente. E de súbito a solidão caía sobre o seu ânimo qual negra superfície de espelho. Ele cerrava os olhos. Abriam-se os escuros portões de seu interior, e ele entrava. Iniciava-se o espetáculo seguinte do teatro grenouilliano da alma.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em outubro de 2004, iniciamos uma busca no HD de nossa memória, dos melhores livros que já lemos e que - por motivos diversos - não se encontram em nossas prateleiras. Sabe-se que o principal e mais importante motivo do desaparecimento de livro é - simplesmente porque é bom. Ninguém pede emprestado livro ruim. Livro bom some logo, tanto por empréstimo como por esquecimento. Assim iniciamos visitas "virtuais" aos sebos onde os "desaparecidos" podem ser comprados por módicos reais. Num desses passeios foi recuperado o mais que genial livro de Patrick Suskind: O Perfume. Ademais, este livro em particular foi lançado na cidade de Brasília, quando ainda trabalhávamos na Lord Perfumaria. Na ocasião a empresa Coty, para o lançamento de sua nova fragância, chamado o Perfume preparou uma grande festa, onde o perfume foi lançado junto com o livro. Para mmarcar mais ainda a promoção, na perfumaria Lord vendíamos o perfume juntamente com o livro. O livro fez sucesso. O perfume nem tanto.


 

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