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História sem FIM...

 

PRIMEIRO LIVRO REGISTRADO

O livro Nas Ondas do Futuro, de Marco Aurélio Vianna, foi o primeiro título registrado, no dia 30 de junho de 2002, quando começou o uso do programa da Bibliomafrateca. Esta data é considerada a data da fundação da Bibliomafrateca, depois denominada Livronautas.

Foi o primeiro tijolo de uma obra que consumiu parte de muitas vidas, tempos, bytes. Neste período, o proprietário e mestre-de-obras eram o mesmo Márcio Mafra, que esgarçou um bom e velho Microsoft Access entupindo seu banco de dados com o melhor e o pior da literatura.

 

WOLMAR MORAES E ADRIANO OLIVEIRA.

Como executivo experiente, Márcio soube que o acúmulo de funções geraria um sistema deficiente. Assim, teve começo a gestão de Wolmar Moraes, mestre e guru da informática, que esquadrinhou melhor o aplicativo e organizou as informações. No entanto, a Bibliomafrateca foi demais para o Microsoft Office. Wolmar passou o bastão para Adriano Oliveira. Em sua gestão, este outro guru da informática, Imperador da cidade de Roma, e no futebol Imperador do Inter, do Flamengo e depois do Roma observou que havia limitações do programa e ordenou que se adotasse a linguagem Visual Basic 6, atrelada ao banco de dados original do Access. Coisa de Imperador.

 

MALDIÇÃO DOS DUENDES

Todavia, mercê da inexplicável maldição de duendes que habitam florestas tropicais do Paraguai, o programa de gestão da Bibliomafrateca não foi e não será concluído nunca, porque guru de informática é só guru. Sabe-se que mestres e gurus jamais terminam suas programações. Eles estão sempre à cata das inovações do mundo de Bill Gattes. Sejam novas tendências, novos programas, lançamentos, linguagens experimentais, novíssimas ferramentas ou novos equipamentos.

 

PALPITEIROS E O VERNIZ CULTURAL

Como as grandes obras do passado, a Blibliomafrateca foi construída com a participação não apenas dos engenheiros, mas diversos operários. Além de leitores, outros amigos, muitos deles mestres, contramestres ou futuros mestres colaboraram, palpitaram, criticaram e alguns incautos até aplaudiram o “desocupante fazer-se” que é a bibliomafrateca. Alguns aproveitaram para trazer alguns livros velhos que certamente ocupavam precioso espaço em suas casas, e assim demonstravam certo “verniz cultural” ao fazerem doações para o enriquecimento do acervo da bibliomafrateca. Outros auxiliavam nas soluções, como o Marco Aurélio Cerqueira que adaptou o programa do scanner, para a digitalização das capas dos livros. O Marcos Gonçalves criou uma logotipia, que acabou não utilizada. O Bira fez etiquetas de numeração dos livros, enquanto o Jaime Colares criou um gabarito para a etiquetagem de livros. Edite, mestre em gramática portuguesa foi a principal consultora gramatical. Para num futuro breve navegar pelos mares da web, Gustavo, guru da comunicação, imediatamente providenciou o domínio. Assim, a bibliomafrateca e o livronautas foram registrados na WEB.

 

PAULO LYRA

Em novembro de 2007, iniciou-se a gestão Paulo Lyra, homem de raras habilidades informáticas, que tratou de elaborar uma versão para a Web, pondo fim à tortura dos intermináveis back-ups, CD’s e pesadelos sobre perda de dados e que permitiria mobilidade para o acesso ao programa.

 

RODRIGO GATES SOARES, THIAGO MARIANO DAMASCENO e FABRICIO SCALON

Em julho de 2010, teve início a gestão conjunta do analista Rodrigo Soares, também conhecido como “Rodrigo Gates” e do programador Tiago Mariano Damasceno que trabalhou para, finalmente, colocar no “ar” em 1º de abril de 2011 uma versão mais atualizada do site Livronautas. Fabricio Scalon foi o web designer que deu tratos às imagens. Tal qual nos grandes empreendimentos da história, esta modesta empreitada contou com o sacrifício mudo e sem glamour de diversos anônimos. Onze pen drives morreram, deixando suas famílias. Foram consumidas dezenas de garrafas de vinho, cujas histórias esperam por um registro digno. Faleceram ainda um scanner, um computador, um monitor e um drive de CD. Alguns estudiosos alegam que o bom senso morreu um pouco também, mas o assunto ainda é controverso.

 

IVAN TELES

Corria corria o ano de 2012, com a saída de Tiago Mariano Damasceno, ingressou nos trabalhos da Livronautas o Ivan Teles, programador especializado em sites e bancos de dados. Muito trabalho e pouco resultado pois Ivan - o terrível - teve que refazer muita coisa no banco de dados porque, segundo seus diagnósticos, a construção do banco era mesmo uma gambiarra, com falhas na linguagem (ou coisa parecida). Aconteceu então um período tipo “marcha lenta” causado pelos constantes reparos no sistema. Esta fase durou bastante tempo, até que em julho de 2016, Rodrigo Soares, deixou o seu trabalho no Sindivarejista e foi tentar um voo solo. Foi uma fase de muitos conflitos porque “Rodrigo Gates “ não conseguia dar a assistência que o andamento da Livronautas precisava. Ainda em 2016 Ivan Teles fez a primeira versão do APP Livronautas, que até o início de 2018 ainda carecia de pequenos acertos. É bom saber que o APP foi publicado sem ter havido qualquer custo na sua elaboração.

 

EVERSON COSTA

Everson Costa, baiano de nascimento e brasiliense por adoção, administrador de empresas, casado com Larissa, desde há muito é meu Assistente na Superintendência do Sindivarejista. Nossas mesas de trabalho ficam numa mesma sala.  Todo baiano é conversador. Everson não é diferente, sem considerar que também é muito observador, perspicaz e matreiro. Após a saída de Rodrigo, Everson ficou encarregado das ligações entre o programador Ivan e os trabalhos do Sindivarejista. Claro que também se envolveu com Livronautas e Ivan Teles. Reorganizou a “comunicação social”, produção de textos e designers, terminando por comandar uma completa revisão e atualização da Livronautas.  

Devido a amizade e comunhão de posturas nos trabalhos do Sindivarejista Everson Costa assistiu e viveu muitos assuntos de Livronautas, sem considerar que em inúmeras ocasiões colaborou diretamente na organização de livros, formulários, textos e outras providências do dia-a-dia. A partir do final de 2017, Everson envolveu sua colega de trabalho no Sindivarejista, Carol Farnese e juntos deram nova identidade e cuidaram das muitas e boas funcionalidades de Livronautas.

 

HISTÓRIA SEM FIM

Quase todos os amigos, colaboradores, palpiteiros, falsos admiradores, gurus, mestres e contramestres presumem - sem dizê-lo - que a Bibliomafrateca, hoje denominada Livronautas, é coisa de desocupado, posto que até 2018 jamais rendeu um centavo. Pode não ser verdade. Desocupado é quem não se ocupa de nada e construir o sistema ocupou um bocado de tempo e de gente. Cada um se ocupa do que quer, por mais que negue. Uns se ocupam de seu trabalho, para ganhar o pão de cada dia. Outros preferem ocupar-se de projetos definidos, com objetivos claros, com data para começar e data para acabar. Por fim, alguns ocupam-se de histórias sem fim. Esta, começou em  2002 e até 2018 conta-se 17 anos de trabalho para fazer chegar até você comentários sobre livros.

Não hesite em melhorá-la.  

 

Brasília, 1º de maio de 2018

Marcio Mafra

 

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